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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os objectivos pretendidos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, padronizadas, politicamente correctas, adormecidas... ou espartilhadas por fórmulas e preconceitos. Embora parte dos seus artigos se possam "condimentar" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade de expressão" com libertinagem de expressão, considerando que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros"(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico, dinâmico, algo corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausado, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas incursões, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell). Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de interessantes sítios a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão abt com alguma dessas correntes... mas tão só a abertura e o consequente o enriquecimento resultantes da análise aos diferentes ideais e correntes de opinião, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais, válidos e úteis, dando especial primazia aos "nossos" blogues autóctones... Uma acutilância aqui, uma ironia ali, uma dica do além... Assim se vai construindo este blogue... Ligue o som e... Boas leituras.

sábado, 8 de outubro de 2011

O SACRIFÍCIO


O SACRIFÍCIO


De artelho mal achado e amparando-se numa excelente canadiana...
...foi assim que cá o Cidadão assistiu à sacrificação dum bácoro na zona assombrada pela Tenda dos Milagres ora sitiada na margem das tágides águas que pelo sul contornam a quão fascinante Tubucci... 
Vivera-se um ritual de pura carnificina em Mourões do Sul, pequeno território avassalado por Tubucci.
Na zona ribeirinha pressentia-se o imenso odor a carne queimada...
...denunciando a presença de homens munidos de longas tesouras podantes, retalhando orelhas e unhas dum marrano esventrado e friamente trespassado em suas entranhas por aguçado espeto de aço que implacávelmente rolava o tostado lombo de costelas expostas sobre escaldantes brasas enquanto empunhando flamejantes facalhões, outros tantos homens rudes estraçalhavam os restos do cadáver em esguias tiras de carne ósdespois distribuídas pela entusiástica plebe que energicamente as rasgava com suas alvas dentições ao ritmo dos acordes despejados pelos intrépidos druidas descendentes do Chico Honório +5 +1! 
Aí foi sempre a bombar!
Mergulhados em excitantes transes, os participantes foram contemplados por uma entusiástica Speededance Wine Party, consistindo na ingestão de substâncias alucinogénias provenientes do profeta Dããvid, fiel discípulo de Baco, tentando deste modo exorcizar-lhes os espíritos malignos da Crisis.
Num primeiro desaconchego de dois furos, por debaixo dos panos concretizava-se a arte mágica de apertar o cinto aos plebeus!
Entre as bandas de cá e de lá, a fonte taurina em si sob um abrasador sol sem dó, a extasiada população assistiu a farras e fanfarras quanto bastasse...
Cinzentas e altivas meninas surgiram dos arvoredos que rareiam por debaixo da centenária ponte rodoviária enquanto um intenso odor de esgoto se sobrepunha ao cheiro a cavalo...
...esporando pardos hipomorfos enclavados até ao profundo e ternurento olhar duma Matri Harka orgulhosa pela alva barraca concedida sob sua imaginária Alquimia na conjugação da milagreira ambivalência do enorme chapéu-de-sol para dias estivais com o amplo guarda-chuva em invernais tempestades.
Houve rancho para todos... 
...inclusivé para estes cinco herdeiros da crise a quem lhes competirá pagar uma parcela dos juros e dos setenta e quatro mil milhões de €uros financiados pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu, que vieram safar a Reinação da Bancarrota!
Angustiantes e prazenteiros gritinhos sulcaram os salpicos da suave ondulação em leves canoas recheadas de húmidas Rosinhas esgrimindo suas primeiras pagaiadas remadas contra receios e brisas contrárias, espantando linguados, bogas, xarrôcos, barbos e fataças das minhocas banhadas pelos pacientes pescadores que de cana em riste aguardavam p'lo guizado da picadela...
À laia de complemento solidário, a cerca de trezentos pés espreitavam os artefactos de dois parques infantis com características subaquáticas...
...um dos quais vocacionado para o turismo sénior, desafiando o seu rival da margem norte vigiado pelas charterianas Portas e Passagens...
...cujos rubores inferiores denunciavam o desgaste das águas infestadas de substratos, salmonelas, dejectos, nitratos e outros tantos desideratos que nem a incauta Rosalinda se atreveria a molhar seu singelo pé de catraia em águas turvas!
Descerrada a bandeira da placa, tesa e feliz encaminhava-se Matri Harka pela verdura, pensando para seus botões que houvera devolvido a azola castelhana às gentes ribeirinhas, num feito semelhante à técnica do quadrado das quatro alas com que o Santo Condestável vencera Aljubarrota e, ao conquistar os...
 ...provindos fundos comunitários, na convicção de que também ali fora realizada uma bonita obra a reflectir-se na abrupta subida dos impostos, como por exemplo nos tais dezassete por cento do valor acrescentado (17% IVA), incididos sobre os bens essenciais de consumo dos plebeus com o foguetório prolongando-se pela noite adiante, pois a próxima segunda-feira seria dia de pica-boi, dia de se falar éne vezes na crise e dia de os queixarmos que isto está mau! 
Vá lá que os pórticos de portagem não têm direito a tais festanças de arromba... 
Regressando à temática do artelho mal achado, acontece que a plebe de Tubucci jamais poderá olhar o Céu com natural devoção e outra tanta insistência nem descurar os relevos do terreno que pisa ou correrá o risco de amandar um tralho do camandro semelhante ao do desafortunado Cidadão abt... senão vejamos a coisa no seguinte prisma...
Teve este servo da gleba económica a necessidade de trepar ao cabeço tubuco com o intuito de usufruir as usurárias atenções da Caixa Geral dos Depósitos.
Emborcado um escaldante cimbalino no Tónho Paulos e como clima escaldava cum’ó camandro por mor do esburacado ozono...
...o regresso fez-se na companhia de bué da contas de cabeça despejadas na calçada da passagem pedonal sobrelevada bem à sombra das empenas do património edificado do Largo Dr. Ramiro Guedes cujo muro contém diversas cenas kurtidas da reinadia história tubuca e afins, culminando abrutamente em meia escadaria de quatro degraus vencedores de setenta gloriosos centímetros...
Azar dos azares!
Trazendo precisamente as ideias nos Céus, em vez de se meter pela direita e supondo-se no Reino Unido, este praça enveredou erradamente pela esquerda, se bem quando...
-Tr uc la s !
Deu-se o tralho!
Estatelou-se no precipício ali existente mas, porque há sempre um “mas”, os úricos ácidos ainda lho permitiram que, contorcendo-se no ar como os gatos, caísse de pé, imitando a triste figura das matrioshkas que são diversas bonequinhas monocolores sempre em pé, cultivadas no folclore Russo e importadas do Império dos Tanakas, que se vão encaixando umas dentro das outras!
Ná!
Infelizmente não se trata disto, meus senhores!
A Ka saindo da Oshka, a Oshka parida pela Trioska, a Trioska concebida pela Matrioshka e a Matrioshka, filhota da vóvó Matri!  
São ôcas, exceptuando a mais piquêna que é maciça e habita no seio das ascendentes, concebendo-lhes o centro da gravidade!
Nem todos terão a honra de dar um elevado tralho deste desnível, arriscando-se os incautos plebeus a cair de cabeça abaixo caso a tenham mais pesada que o corpo, tal qual sucede com os humanóides recém nascidos quando se baldeiam na banheira, concluindo que para além do elevado número de barreiras arquitectónicas patenteadas em Tubucci também nela há um precipício arquitectónico que se fosse balizado por um obstáculo em cantaria, um murete, uma ameia, um alegrete fixo, ou por um discreto gradeamento, bem poderia evitar danos físicos nos poucos plebeus que insistem em contribuir activamente para a parca viabilidade da grandessíssima máquina financeira do Portucalense Reino.
Trocando as ideias dos pedestrantes, no lugar do artefacto fixo, de quando em vez de lá desaparece e reaparece um enorme vaso evocativo das gregas cerâmicas!
Cenas da vida quotidiana associadas às forças da gravidade!
Arrefecido da tal manobra de diversão, um dos artelhos desatou a inchar à brava conseguindo-se a bota menor que a perdigota e uma luminescente canadiana por companhia!!!
Bem sabeis que este praça toma as dores por relativas mas que um gajo não se livra de mancar que nem um tordo desnubente, lá isso é que não!
???”””
Venham cá, minhas pombinhas... que vos dou o arroz...

6 comentários:

@tento disse...

Aquilo ficou bastante bonito mas entendo que os senores autarcas deviam investir os fundos conunitários em outros bens de primeira necessidade que bastante falta fazem ás populações ribeirinhas até porque ao contrário do que fazem passar os responsáveis, não há almoços grátis e a ponte, essa continua cada vez mais velhinha mas o povo quer é festança da rija.

O Cidadão abt disse...

Meu caro e atento senhor!

É a civilização!

Que se tramem as poças de rãs e que se lixem as árvores!

É o progresso!

Os almoços pagam-se depois!
A ponte?
Qual ponte?!
Então a ponte não está boa e para durar pelo menos outros cem anos?
A ponte abana mas não cai!!

Cá o Cidadão abt não deseja mal a nada nem a ninguém até porque está por ali investida uma pipa de massa de todos nós mas o mais provável é ter que vir a sacar umas fotos à Tenda dos Milagres mergulhada nas águas duma enxurrada de cheia ou ir vê-la passar pelo cais das Colunas no Terreiro do Paço, num espectáculo semelhante ao do Tollan... recorda-se o amigo?

Estando plantada num vale sujeito a variações da pressão atmosférica, consequentemente ventoso, qual o coeficiente de resistência a sopros mais intensos?

Deus e as forças da mãe Natureza queiram que o previsível não venha a acontecer senão lá se vai o "investimento comunitário" por água abaixo!

Mande sempre, bitáitadas das frescas!

Avêspara disse...

Isto faz-me lembrar a estória do burro e da cenoura.
É com barracas destas que aos poucos Portugal vai perdendo a sua soberania, contribuindo para a construção da Europa de Barroso, O Traidor.

Quanto ao post anterior, os tramagalenses que ponham a barba de molho porque a seguir vai a escola c+s.

Até à próxima

O Cidadão abt disse...

Avêspara!?

Um comentador estreante neste pertinente e cibernético espaço!

Até há umas décadas a soberania de um país era destruída pelas estratégias do poderio bélico mas hoje em dia a soberania de um país é conquistada pelas conspirações económicas de cariz internacional.

Essa conquista era mais difícil quando Portugal tinha moeda e autonomia próprias, funcionando como um grupo de guerrilha face às potências económicas tornando-se vulnerável à conspiração económica a partir do momento em que se integrou no exército regular e convencional como o é a Comunidade Económica Europeia!
Depois vêm os raid's das agências de rating desmoralizar a malta... e a Chanceler Alemã Angela Merkel sugerir que se capitule a soberania nacional dos países com a corda que lhes foi subtilmente colocada ao pescoço!

O Cherne?
Outro espertalhaço da orelhas!

Aproveitou o melhor momento para trocar de tacho, que foram os dias quentes em que o povo estava entretido com o mundial de futebol.

Esta obra do Àquapólis que é bastante sensorial, evoca aqueles figurões sem fundo de maneio que contraem um empréstimo bancário recheado de publicidade enganosa, afim de adquirir carrões topo de gama para ostentarem as suas umbilicidades só que, enquanto esses capitulam o seu futuro, os responsáveis que administram o país, comprometem as economias da populaça que se inebria com os tais fados, fute.bóys e festanças chegando ao ridículo de esperar uma tarde inteira de sábado para lhes ofertarem a generosidade de meia febra de porco entalada em meio naco de pão e quanto ao copo de vinho tiveram que o pagar tal como se pagarão a portagem de um itinerário complementar!

Depois da festança arrefecida já a população contemplada tece uma opinião mais realista sobre um investimento que conjectura ir por água abaixo enquanto a ponte não se reconstrói!

Até neste pormenor está contido um mero exemplo de como o povo é levado à grande!

Quanto ao post anterior, todos as coordenadas apontam no sentido da Escola C+S Octávio Duarte Ferreira se mudar para Abrantes tal como o governo estuda a hipótese de acabar com os postos da GNR nas freguesias rurais, ficando um elemento presente em cada sede de Junta, exercendo funções meramente administrativas e chamando quando necessário, a viatura de patrulha que estiver mais próxima para intervir em situações de insegurança pública.

Resta saber se a junta manterá o gabinete do agente de autoridade em funcionamento permanente, durante as 24 horas!

Mande sempre, bitáitadas!

Fátima disse...

Cidadão.
São os resquícios do despesismo de fachada! Um lar de custos reduzidos, para a terceira idade, fica para outras núpcias.
Vá lá que se aproveitam os espaços de actividades físicas.Os despesismos pagam-se caros tal e qual cada vez mais o sentimos na pele e na carteira, sobrando mais mês ao fim do ordenado. Aí temos as medidas drásticas! E ainda querem construir um Museu Ibérico em Abrantes? Ora essa! Deixem-se de tonteiras!

O Cidadão abt disse...

Estimada Fátima.

Para um Museu Ibérico é bem capaz de não sobrar verba mas para as antevisões ainda vão havendo uns trocos jeitosos.

Mande sempre!