O PANTEÃO TUBUCO
Era erguendo templos cristãos sobre mesquitas muçulmanas em ruínas que a dinastia Afonsina e as Cruzadas afrontavam a mourama.
Essa
rapaziada do norte de África passava-se
dos carretos com tais arremedos, conservando o mau tom de atacar o cabeço, dizimando tubucos, casario e templos cristãos...
O
caso em apreço deu-se com a mesquita
que existia no alto de Abrantes em
que sendo D. Afonso Henriques homem
mui aguerrido na reconquista de territórios a favor do Condado Portucalense com o empurrãozinho dos Cruzados de quem descendia pois seu pai D Henrique foi precisamente um nobre cruzado francês cujo objectivo seria expulsar os muçulmanos da Península Ibérica,
delegou a seu filho D. Sancho I a missão
de edificar o templo cristão que por seu turno e iguais motivos de
hiperactividade guerreira, passou a pasta a D.Afonso
II, neto do reconquistador, concretizando-se tal projecto em meados de 1215...

Azar
dos azares e para gáudio dos muçulmanos, duzentos
e catorze anos vencidos, no inicio da
Segunda Dinastia, durante o ano da
graça de 1429 no reinado de D.
João I... o tal Mestre de Avis de quem muito se fala, fez-se
sentir um arrasador tremor de terra que mandou abaixo as empenas do casario
incluindo a Igreja de Santa Maria do Castelo,
tendo em 1433 o alcaide-mor
D. Diogo Fernandes de Almeida, esposo de Dª Brites Enes, bisneta de D. Pedro
I, recuperado a dita cuja igreja e segundo as inscrições no frontal do túmulo porque há testemunhos em como o senhor D. Diogo ainda era vivo em 1453... merecendo ali absoluto repouso a partir de 1450, em
ostensivo mausoléu ornamentado com
elementos artisticamente talhados na rocha calcária, concebidos à sua medida e à imagem dos túmulos dos Infantes que
descansam no Mosteiro de Santa Maria da Vitória talhados pelo mestre Afonso Domingues, cuja cantaria nos revela um frontal rendilhado e debruado a folhagem retorcida, monumento encastrado na concavidade semicircular embutida na parede que poderemos encontrar na capela-mor, sobre o lado direito do topo do templo, resguardado das vistas pelo arco Gótico triunfal que demarca os espaços.
A
face do arco quebrado interior apresenta a superfície adornada por uma fileira de folhas e rosas desabrochadas, nascendo o arco conopial da base do sarcófago com o extradorso adornado por uma franja vegetal onde acima do friso do frontal se desenvolvem os ramalhetes, sendo o gablete rendilhado e rematado com um penacho de folhagem.
O
conjunto é delimitado por dois pilaretes góticos apainelados e encimados por pináculos piramidais adornados por um renque de flores-de-lis e o fundo do nicho revestido em azulejaria de corda-sêca, de raíz hispano-árabe, bastante disseminada na Andaluzia.
À esquerda do frontal do sarcófago damos com o brasão dos Almeidas estando à direita insculpidos seis barriletes, consistindo em apetrechos bélicos associados à
actividade de D. Diogo de Almeida, uma versão medieval de coquetéis molotov
que serviam para lançar lume no interior das fortalezas como por exemplo em 1415 que partiu com D. João I à conquista de Ceuta e participando em diversas incursões pelo Norte de África onde por algumas vezes as coisas não lhe correram de feição como em 1463 na Serra de Benacofú em que as suas tropas desbaratadas pelos Towaregues, tiveram que dar às de Vila Diogo!...
Este aventureiro ligado aos negócios das minas, dos corais e da pesca, aos dezassete anos, ainda maçarico na arte de guerrear, partilhou o seu primeiro fiasco com Heitor Homem ao tentarem capturar uns quantos nativos nas margens do Rio do Ouro, região achada um ano antes pelo navegador Gil Eanes, hoje terras da Guiné!
Além dos locais lhes terem escapado por entre os dedos, estes dois inexperientes cavaleiros regressaram feridos, esfomeados, esfarrapados em montadas exaustas para junto das naus cujas tripulações os julgavam desaparecidos, tendo percorrido cerca de oitenta quilómetros embrenhados em matagais! Uma espécie de praxe...
Com tanta adrenalina à flor da pele e sendo perfeito exemplo de família numerosa, sobre
o lado esquerdo e fronteiro da capela, em túmulo distinto repousam os corpos do filho D. Lopo de Almeida, 1º conde de Abrantes falecido em 1486 e de sua esposa, condessa Dª Brites da Silva, que fora camareira-mor
da Rainha Dª Leonor. Como os quinhentistas não tinham televisão nem computadores, deste casamento resultaram dez notáveis rebentos, sendo eles D. João de Almeida, D. Jorge de Almeida, D. Francisco de Almeida, D. Diogo Fernandes de Almeida, D. Pedro de Almeida, D. Fernando de Almeida, D. Duarte de Almeida, Dª Isabel da Silva, Dª Branca Gil de Almeida, e Dª Briolanja de Almeida. Sendo aquela alcofa apanágio de arroz com feijão, D. Lopo resolveu aventurar-se noutras saias de onde resultaram D. Afonso de Almeida e Dª Catarina da Silva...
Só cá para nós que ninguém nos ouve porque esta crónica é escrita, conta aqui a Companheira que no século XX ainda era moçoila, quando na aldeia dela conheceu uma mulher parideira que no dia seguinte ao de dar à luz, ia indiferente lavar a roupa para a ribeira... ao todo, foram uns quatorze!
Quando um vestia a camisola o outro trazia as calças, quando uma envergava a saíta, a outra trazia a blusa e assim por aí adiante...
Tal
como no mausoléu de seu pai, apresenta-nos
um arco inflectido entre côncavo e o convexo terminando em vértice...
...sendo delimitado
por dois pilaretes encimados por pináculos piramidais e a orla superior
ornamentada com franjas de gabletes, penachos e cogulhos idênticos
ao túmulo do pai, excepção feita para a última nervura dentro do nicho sobre a
tampa do sarcófago que nos revela uma
renda lobulada pendente do intradorso idêntico ao da porta do Mosteiro de Santa Maria da Vitória tendo
no fundo insculpida uma cruz com coroa de martírios sendo a tampa do túmulo
abaulada e ornamentada com pequenas coroas de folhas e bolotas em ambas as
extremidades.
No
frontal do sarcófago encontramos escritos
góticos e por baixo, o brasão
dos Almeidas com um cordame em nó cego onde estão suspensos
dezoito linguetes furados, aparentando-se a castanholas emparceiradas três a três, e mais à direita um
losango com o escudo dos Almeidas e o
leão dos Silvas.
Aos
pés deste túmulo, em campa rasa podemos encontrar a morada de D. Afonso de Almeida, filho do casal,
tendo falecido em 1482, com dezassete verdes anos.
O outro filho do casal herdou o nome do avô Diogo Fernandes de Almeida, tendo sido um dos Priores do Crato.
A
dois terços da nave, antes de transpormos o monumental arco de volta perfeita,
sobre o lado direito damos com o lindo túmulo do neto D. João de Almeida, 2º conde de Abrantes que bateu a bota em 1512 e de sua esposa Dª Inês de Noronha que se foi em 1445 e sendo um dos progenitores de D. Lopo, a arca tumular assenta sobre
três leõezinhos alegóricos da aguerrida bravura do seu ocupante.
-Ná... Havendo assuntos mais importantes a tratar, naquele tempo
ninguém alinhava em futebóis!
Neste mausoléu
encontramos similitudes à portaria da igreja
de São João, em Tomar e se compararmos as datas das construções, 1510 em Tomar e 1512 em Abrantes,
presumimos que fossem obras do mesmo autor que terá recebido ensinamentos do mestre Huguet, escultor de origem
britânica que deu largas à imaginação
desenvolvendo o estilo Gótico Tardio, também designado por Gótico Flamejante.
Distingue-se
dos anteriores pelo seu arco facial de volta perfeita quebrada por um coração
invertido sugerindo a ideia de um corte feito em cúpula bolbosa hispano-árabe, de influências muçulmanas, tal como a azulejaria
predominante, tão sómente porque o termo “Al-Meyda”
- آل ميدا, será de tais origens,
designando local plano e elevado, ou mesa, nome de uma vila fortificada de Ribacôa de onde são originários os
antepassados dos Almeidas,
descendentes de um tal Dom Payo Guterres
Amado que conquistou o castelo de Al-Meyda aos mouros tendo recebido de D. Sancho I o título de Senhor de Al-Meyda que mais tarde evoluiu
para Almeida, atribuindo este apelido
aos seus progenitores, sendo Pedro Paes
de Almeida, o primogénito dos Almeidas
e Fernão Álvares de Almeida, o cavaleiro da Ordem de Cristo e aio dos Infantes D. Pedro e D. Duarte, que assentou praça em Abrantes, sendo pai do alcaide-mor
Diogo Fernandes de Almeida.
Esta teria sido a residência oficial dos alcaides, mais conhecida por Alcaidaria.
Um
último arco no interior do nicho é constituído por dez volutas rendilhadas na
pedra transparecendo algum maneirismo
do conjunto.
Hão-de
reparar que nos vãos cavados no arco intermédio e no arco conopial predomina ornamentação com motivos do reino animal
e vegetal onde são representadas diversas cenas do quotidiano cinegético.
Cães
de focinho pontiagudo com coleiras cardadas perseguindo javalis, animais
estranhos fugindo a galgos, enormes aves de asas abertas lutando entre si, leões,
ratos e caracóis entrelaçam-se em cardos, cachos de uvas e parreiras que sobem e descem, trepando os vãos dos arcos até ao remate do conopial onde se transformam em moldura do vão e de bolbo, ostentando o brasão dos Almeidas encimado por um bicho-de-sete-cabeças!
Os
excações entre o primeiro arco e os contrafortes são preenchidos por oito folhas estilizadas e diversos ramalhetes de
flores esculpidos na pedra.
Tal
simbologia indiciará que este Almeida dos quatro costados seria um romântico apreciador da natureza, da caça e das aventuras além-fronteiras!
Como naqueles tempos os preservativos eram enxertados em tripa de carneiro, este 2º conde de Abrantes teve uma filharada de se lhes tirar o chapéu, tendo sido eles D. Lopo de Almeida, 3º conde de Abrantes, D. Pedro de Almeida, D. António de Almeida, D. Tristão de Almeida, D. Bernardim de Almeida, D. Cristóvão de Almeida, D. Duarte de Almeida, Dª Joana de Noronha, Dª Leonor de Noronha, Dª Brites de Noronha, Dª Isabel de Noronha, Dª Maria de Noronha e... após a morte da sua esposa Dª Inês de Noronha, teve mais quatro filhotes de outras duas mulheres, sendo eles D. Luis de Almeida, Dª Beatriz de Almeida, D. Garcia de Almeida e D. Estevão de Almeida!!!
Coitadinha da Dª Inês de Noronha...
Sendo a idade fértil bem reivindicada pelo marido não é de estranhar que lhe tivesse dado o badagaio tão cedo...
Desde1584 junto a este túmulo jaz em
campa rasa D. Dinis de Almeida,
filho de D. Lopo de Almeida... o tal 3º conde de Abrantes que mandou edificar o Convento de Santo António nas terras de Abrahan-Zahid onde os seus ossos descansam na ermida da Senhora da Luz, igualmente erigida sobre as ruínas de uma mesquita!!
As coordenadas geográficas para lá se chegar são:
008º 12' 5353'' W, 39º 29' 4388'' N...
Não
confundais este D. Lopo de Almeida,
também pai de D. Miguel de Almeida, 4º conde de Abrantes... o tal Conjurado que em 1 de Dezembro de 1640 no Paço
da Ribeira lançou o Conde Andeiro
pela janela abaixo contribuindo de sobremaneira para a Restauração da Independência... com o outro D. Lopo de Almeida que foi 1º
conde de Abrantes...
-Conclui-se que esta família tinha pêlo na venta...
Ai,
ainda não percebestes?!
O
3º conde era neto do 1º conde!
Foram dois Lopos!
No
lado esquerdo da nave temos dois arcossólios
menos ostensivos que dão guarida aos senhores
da Villa do Sardoal e alcaides-mores de Abrantes, já entrando
no estilo maneirista, contendo túmulos poligâmicos, um deles pertença de D. António d’Almeida, filho de D. Lopo de Almeida, falecido em 1556, da sua esposa Dª Guiomar da Cunha que foi para os anjinhos em 1574 com sessenta lindos anos e da segunda esposa Dª Joana de Meneses, falecida em 1556...
O outro túmulo, pertença de D. João de Almeida, o alcaide-mor de Abrantes que participou com D. Sebastião na malfadada Batalha de Alcácer Quibir, falecido em 1592, aos cinquenta anos, de sua esposa Dª Leonor de Mendonça que foi ter com o marido em 1598 e ainda de Dª Joana de Meneses, sua segunda esposa...
Haja Deus!

Enganais-vos
se presumirdes que este D. João de
Almeida fosse homem provido de avantajada estatura, por tal motivo necessitando de
dois túmulos para se alojar.
Melhor
explicado para que não restem confusões, o D.
João de Almeida que mora no lado direito da nave foi o 2º conde de Abrantes falecido em 1512 e este D. João de
Almeida que repousa do lado esquerdo do templo, outro alcaide-mor de Abrantes que teria ido fazer tijolo em 1592... Oitenta anos após o anterior.
Mais
clássicos e menos trabalhados que os anteriores, estes mausoléus dos finais do século XVI são encimados pelos brasões
de D. António de Almeida e de D.
João de Almeida.
Alguns
túmulos em campa rasa distribuídos tanto pela nave central quer no exterior do
templo albergam outros tantos elementos da família, concluindo-se que desde a
reedificação após terramoto, Santa Maria
do Castelo passou a distinguir-se como panteão
dos Almeidas.
O
conjunto estatuário de elevado valor é composto por uma cabeça de Cristo, estatuetas da Santa
Maria do Castelo, Virgem do Leite,
estátuas romanas drapejadas e decapitadas
em mármore...
...uma imagem da Santíssima
Trindade e outras renascentistas.
Questionais
vós das razões para quão necrófaga viagem a tão remotos tempos...
Tão
somente porque num destes fins-de-semana de Abril de 2013 cá o Cidadão
foi visitado por camaradas d’armas
que vencendo extremoso repasto em Rio
de Moinhos, cogitaram quebrar o lânguido abraço da digestiva serpente
enveredando por breve visita turística a quão altaneira Abrantes.
Coordenadas
traçadas, este conviva propôs uma ida ao Castelo
de Abrantes onde se alargariam os horizontes culturais, com paragem obrigatória
no Alcaide... que em tempos d'antanho era a tasquinha do Senhor Adelino e da Dona Luzia onde os militares da Guarnição de Artilharia de Montanha iam emborcar uns petiscos... estando o depósito da água enviada pela Fábrica da Água em Vale de Rãs, instalado imediatamente acima, na plataforma entre o primeiro e o segundo pano das muralhas...

...sendo um local aprazível à ingestão de cafeína, cuja esplanada, qual ninho de águias sobranceiro ao Norte da cidade nos permite vislumbrar uns quantos montes e vales por’li além, delimitados pela Serra de Aire a Oeste... a cordilheira de Vilelas-Medrôa-Coleias que esconde a albufeira do Castelo de Bode... as serras da Melriça, Alvelos, Amêndoa, Moradal e... ainda mais a Este, o parque eólico na cordilheira dos Bandos, tropeçando a vista pelos brancos casarios do Sardoal e dos Valhascos e nos moinhos de Entrevinhas...
Sem vos terdes
apercebido...
...também vós, ciberleitores, ficastes deslumbrados... quiçá integrados em quão pertinente visita turística...
-Aqui, das três, uma; ou desligais o computador, ou mudais para
outra xafarica, ou continuais nesta treta para vos inteirardes como a crónica findará...
Bom... Se quiserdes... podereis clikar duas vezes sobre as fotos...
...mas... deixai-vos de admirar as paisagens... caso certamente jamais daqui saireis...
Se
bem dito, melhor feito.
Cimbalinos
degustados, foi-se encaminhando a tropa um pouco mais desempertigada...
...para a
rampa de acesso à fortaleza tubuca...
...onde pelo caminho este improvisado cicerone lhes ia descrevendo que
no adro do castelo encontrariam a tal casa dos alcaides
de Abrantes...
...e uma igreja bastante antiga transformada em museu com pargas de antevisões...
...ibéricas onde apreciariam uns
quantos túmulos dos referidos Condes de
Abrantes, ostentando rendilhados mui bem trabalhados na pedra, fazendo
lembrar o gótico do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha... ou a Janela do Capítulo do Convento de Cristo, em Tomar, pese essa ser em estilo
Manuelino e como bónus os veraneantes poderiam admirar uns
quantos azulejos de arte Mourisca com
decorações labirínticas de corda-sêca...
...revestindo as laterais
e frontal da capela-mor e a originalidade do retábulo que se encontra à
cabeceira do templo cristão...
Enfim, um incansável desfilar de história palavreada em
formato de ficheiro comprimido, fazendo destas explicações prévias, razão para
que o pessoal acelerasse o passo na direcção da igreja-museu.
As coordenadas geográficas são: 08º 11’ 4327’’ W,
39º 27’ 5158’’ N.
Vencidos
quatro degraus de elevada dimensão seguidos dum arco quebrado, transpusemos as portadas de vidro baço
que resguardam o interior do templo, afinando a retina à escuridão para assim nos
embrenharmos no templo sem tropeçarmos entre nós...
...nem na menina de sorriso
afável que parecia aguardar-nos...
O
tintol do repasto fora um...
da adega de Borba, claro!...
Entre
pontas de setas e lanças, expositores horizontais envidraçados mostravam uns
quantos achados arqueológicos, mas como cá o Cidadão tinha enfatizado aos turistas de
ocasião ora feitos salteadores da arca perdida,
não íamos aos míscaros mas sim, aos mausoléus!...
O
Cidadão
inté corou!
O
arco gótico que separava triunfalmente a nave relativamente à capela-mor,
escondia algo de inesperado!
Fez-se um silêncio sepulcral...
Todo o mundo ficara deslumdido com o que via... consistindo na fusão dum estads de espírito entre o deslumbramento e a desilusão.
Ferros
cruzados, escadotes e uns tantos andaimes ocultavam as preciosidades que
buscávamos!
O
púlpito estava coberto com uma faixa em plástico e do retábulo pouco se enxergava
com tanto ferro entrecruzado!
Junto
à base dos sarcófagos poderíamos encontrar vários sacos de plástico, caldeiros
de 20 litros e garrafinhas de água!!!
Tábuas
e baldes em plástico preto com resíduos de gesso, argamassas e barro anárquicamente espalhados em redor dos túmulos e pincéis espreitavam por detrás
da amálgama e acima dos dois mausoléus, os frescos não davam sinal de vida...
O
pessoal ficou desapontado e estarrecido com o que vira!
–Aldrabão!
Observou
um dos turistas por detrás do ombro deste comparsa...
Todos
arredámos cabisbaixos, com a realidade bastante aquém das expectativas...
Esperemos que a Dona Cecília Gíménes de Bórgia, não dê conta destes trabalhos meio estagnados no tempo...
Este
post teve a colaboração cá da Companheira e a preciosa contribuição de Diogo Oleiro,
falecido a 25 de Dezembro de 1962.