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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os objectivos pretendidos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, padronizadas, politicamente correctas, adormecidas... ou espartilhadas por fórmulas e preconceitos. Embora parte dos seus artigos se possam "condimentar" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade de expressão" com libertinagem de expressão, considerando que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros"(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico, dinâmico, algo corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausado, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas incursões, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell). Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de interessantes sítios a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão abt com alguma dessas correntes... mas tão só a abertura e o consequente o enriquecimento resultantes da análise aos diferentes ideais e correntes de opinião, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais, válidos e úteis, dando especial primazia aos "nossos" blogues autóctones... Uma acutilância aqui, uma ironia ali, uma dica do além... Assim se vai construindo este blogue... Ligue o som e... Boas leituras.

sábado, 11 de maio de 2013

O PANTEÃO TUBUCO


O PANTEÃO TUBUCO


  Era erguendo templos cristãos sobre mesquitas muçulmanas em ruínas que a dinastia Afonsina e as Cruzadas afrontavam a mourama.
Essa rapaziada do norte de África passava-se dos carretos com tais arremedos, conservando o mau tom de atacar o cabeço, dizimando tubucos, casario e templos cristãos...
O caso em apreço deu-se com a mesquita que existia no alto de Abrantes em que sendo D. Afonso Henriques homem mui aguerrido na reconquista de territórios a favor do Condado Portucalense com o empurrãozinho dos Cruzados de quem descendia pois seu pai D Henrique foi precisamente um nobre cruzado francês cujo objectivo seria expulsar os muçulmanos da Península Ibérica, delegou a seu filho D. Sancho I a missão de edificar o templo cristão que por seu turno e iguais motivos de hiperactividade guerreira, passou a pasta a D.Afonso II, neto do reconquistador, concretizando-se tal projecto em meados de 1215...
Azar dos azares e para gáudio dos muçulmanos, duzentos e catorze anos vencidos, no inicio da Segunda Dinastia, durante o ano da graça de 1429 no reinado de D. João I... o tal Mestre de Avis de quem muito se falafez-se sentir um arrasador tremor de terra que mandou abaixo as empenas do casario incluindo a Igreja de Santa Maria do Castelo, tendo em 1433 o alcaide-mor D. Diogo Fernandes de Almeida, esposo de Dª Brites Enes, bisneta de D. Pedro I, recuperado a dita cuja igreja e segundo as inscrições no frontal do túmulo porque há testemunhos em como o senhor D. Diogo ainda era vivo em 1453... merecendo ali absoluto repouso a partir de 1450, em ostensivo mausoléu ornamentado com elementos artisticamente talhados na rocha calcária, concebidos à sua medida e à imagem dos túmulos dos Infantes que descansam no Mosteiro de Santa Maria da Vitória talhados pelo mestre Afonso Domingues, cuja cantaria nos revela um frontal rendilhado e debruado a folhagem retorcida, monumento encastrado na concavidade semicircular embutida na parede que poderemos encontrar na capela-mor, sobre o lado direito do topo do templo, resguardado das vistas pelo arco Gótico triunfal que demarca os espaços. 
A face do arco quebrado interior apresenta a superfície adornada por uma fileira de folhas e rosas desabrochadas, nascendo o arco conopial da base do sarcófago com o extradorso adornado por uma franja vegetal onde acima do friso do frontal se desenvolvem os ramalhetes, sendo o gablete rendilhado e rematado com um penacho de folhagem.
O conjunto é delimitado por dois pilaretes góticos apainelados e encimados por pináculos piramidais adornados por um renque de flores-de-lis e o fundo do nicho revestido em azulejaria de corda-sêca, de raíz hispano-árabe, bastante disseminada na Andaluzia.
À esquerda do frontal do sarcófago damos com o brasão dos Almeidas estando à direita insculpidos seis barriletes, consistindo em apetrechos bélicos associados à actividade de D. Diogo de Almeida, uma versão medieval de coquetéis molotov que serviam para lançar lume no interior das fortalezas como por exemplo em 1415 que partiu com D. João I à conquista de Ceuta e participando em diversas incursões pelo Norte de África onde por algumas vezes as coisas não lhe correram de feição como em 1463 na Serra de Benacofú em que as suas tropas desbaratadas pelos Towaregues, tiveram que dar às de Vila Diogo!... 
Este aventureiro ligado aos negócios das minas, dos corais e da pesca, aos dezassete anos, ainda maçarico na arte de guerrear, partilhou o seu primeiro fiasco com Heitor Homem ao tentarem capturar uns quantos nativos nas margens do Rio do Ouro, região achada um ano antes pelo navegador Gil Eanes, hoje terras da Guiné! 
Além dos locais lhes terem escapado por entre os dedos, estes dois inexperientes cavaleiros regressaram feridos, esfomeados, esfarrapados em montadas exaustas para junto das naus cujas tripulações os julgavam desaparecidos, tendo percorrido cerca de oitenta quilómetros embrenhados em matagais! Uma espécie de praxe...
Com tanta adrenalina à flor da pele e sendo perfeito exemplo de família numerosa, sobre o lado esquerdo e fronteiro da capela, em túmulo distinto repousam os corpos do filho D. Lopo de Almeida, 1º conde de Abrantes falecido em 1486 e de sua esposa, condessa Dª Brites da Silva, que fora camareira-mor da Rainha Dª Leonor. Como os quinhentistas não tinham televisão nem computadores, deste casamento resultaram dez notáveis rebentos, sendo eles D. João de Almeida, D. Jorge de Almeida, D. Francisco de Almeida, D. Diogo Fernandes de Almeida, D. Pedro de Almeida,  D. Fernando de Almeida, D. Duarte de Almeida, Dª Isabel da Silva, Dª Branca Gil de Almeida, e Dª Briolanja de Almeida. Sendo aquela alcofa apanágio de arroz com feijão, D. Lopo resolveu aventurar-se noutras saias de onde resultaram D. Afonso de Almeida e Dª Catarina da Silva... 
Só cá para nós que ninguém nos ouve porque esta crónica é escrita, conta aqui a Companheira que no século XX ainda era moçoila, quando na aldeia dela conheceu uma mulher parideira que no dia seguinte ao de dar à luz, ia indiferente lavar a roupa para a ribeira... ao todo, foram uns quatorze! 
Quando um vestia a camisola o outro trazia as calças, quando uma envergava a saíta, a outra trazia a blusa e assim por aí adiante...
Tal como no mausoléu de seu pai, apresenta-nos um arco inflectido entre côncavo e o convexo terminando em vértice... 
...sendo delimitado por dois pilaretes encimados por pináculos piramidais e a orla superior ornamentada com franjas de gabletes, penachos e cogulhos idênticos ao túmulo do pai, excepção feita para a última nervura dentro do nicho sobre a tampa do sarcófago que nos revela uma renda lobulada pendente do intradorso idêntico ao da porta do Mosteiro de Santa Maria da Vitória tendo no fundo insculpida uma cruz com coroa de martírios sendo a tampa do túmulo abaulada e ornamentada com pequenas coroas de folhas e bolotas em ambas as extremidades.
No frontal do sarcófago encontramos escritos góticos e por baixo, o brasão dos Almeidas com um cordame em nó cego onde estão suspensos dezoito linguetes furados, aparentando-se a castanholas emparceiradas três a três, e mais à direita um losango com o escudo dos Almeidas e o leão dos Silvas.
Aos pés deste túmulo, em campa rasa podemos encontrar a morada de D. Afonso de Almeida, filho do casal, tendo falecido em 1482, com dezassete verdes anos.
 O outro filho do casal herdou o nome do avô Diogo Fernandes de Almeida, tendo sido um dos Priores do Crato.
A dois terços da nave, antes de transpormos o monumental arco de volta perfeita, sobre o lado direito damos com o lindo túmulo do neto D. João de Almeida, 2º conde de Abrantes que bateu a bota em 1512 e de sua esposa Dª Inês de Noronha que se foi em 1445 e sendo um dos progenitores de D. Lopo, a arca tumular assenta sobre três leõezinhos alegóricos da aguerrida bravura do seu ocupante.
-Ná... Havendo assuntos mais importantes a tratar, naquele tempo ninguém alinhava em futebóis!

Neste mausoléu encontramos similitudes à portaria da igreja de São João, em Tomar e se compararmos as datas das construções, 1510 em Tomar  e 1512 em Abrantes, presumimos que fossem obras do mesmo autor que terá recebido ensinamentos do mestre Huguet, escultor de origem britânica que deu largas à imaginação desenvolvendo o estilo Gótico Tardio, também designado por Gótico Flamejante.
Distingue-se dos anteriores pelo seu arco facial de volta perfeita quebrada por um coração invertido sugerindo a ideia de um corte feito em cúpula bolbosa hispano-árabe, de influências muçulmanas, tal como a azulejaria predominante, tão sómente porque o termo “Al-Meyda” - آل ميدا, será de tais origens, designando local plano e elevado, ou mesa, nome de uma vila fortificada de Ribacôa de onde são originários os antepassados dos Almeidas, descendentes de um tal Dom Payo Guterres Amado que conquistou o castelo de Al-Meyda aos mouros tendo recebido de D. Sancho I o título de Senhor de Al-Meyda que mais tarde evoluiu para Almeida, atribuindo este apelido aos seus progenitores, sendo Pedro Paes de Almeida, o primogénito dos Almeidas e Fernão Álvares de Almeida, o cavaleiro da Ordem de Cristo e aio dos Infantes D. Pedro e D. Duarte, que assentou praça em Abrantes, sendo pai do alcaide-mor Diogo Fernandes de Almeida.
Esta teria sido a residência oficial dos alcaides, mais conhecida por Alcaidaria.
Um último arco no interior do nicho é constituído por dez volutas rendilhadas na pedra transparecendo algum maneirismo do conjunto.
Hão-de reparar que nos vãos cavados no arco intermédio e no arco conopial predomina ornamentação com motivos do reino animal e vegetal onde são representadas diversas cenas do quotidiano cinegético.
Cães de focinho pontiagudo com coleiras cardadas perseguindo javalis, animais estranhos fugindo a galgos, enormes aves de asas abertas lutando entre si, leões, ratos e caracóis entrelaçam-se em cardos, cachos de uvas e parreiras que sobem e descem, trepando os vãos dos arcos até ao remate do conopial onde se transformam em moldura do vão e de bolbo, ostentando o brasão dos Almeidas encimado por um bicho-de-sete-cabeças!
Os excações entre o primeiro arco e os contrafortes são preenchidos por oito folhas estilizadas e diversos ramalhetes de flores esculpidos na pedra.
Tal simbologia indiciará que este Almeida dos quatro costados seria um romântico apreciador da natureza, da caça e das aventuras além-fronteiras
Como naqueles tempos os preservativos eram enxertados em tripa de carneiro, este 2º conde de Abrantes  teve uma filharada de se lhes tirar o chapéu, tendo sido eles D. Lopo de Almeida, 3º conde de Abrantes, D. Pedro de Almeida, D. António de Almeida, D. Tristão de Almeida, D. Bernardim de Almeida, D. Cristóvão de Almeida, D. Duarte de Almeida, Dª Joana de Noronha, Dª Leonor de Noronha, Dª Brites de Noronha, Dª Isabel de Noronha, Dª Maria de Noronha e... após a morte da sua esposa Dª Inês de Noronha, teve mais quatro filhotes de outras duas mulheres, sendo eles D. Luis de Almeida, Dª Beatriz de Almeida, D. Garcia de Almeida e D. Estevão de Almeida!!!
Coitadinha da Dª Inês de Noronha..
Sendo a idade fértil bem reivindicada pelo marido não é de estranhar que lhe tivesse dado o badagaio tão cedo...
Desde1584 junto a este túmulo jaz em campa rasa D. Dinis de Almeida, filho de D. Lopo de Almeida... o tal 3º conde de Abrantes que mandou edificar o Convento de Santo António nas terras de Abrahan-Zahid onde os seus ossos descansam na ermida da Senhora da Luz, igualmente erigida sobre as ruínas de uma mesquita!
As coordenadas geográficas para lá se chegar são: 
008º 12' 5353'' W, 39º 29' 4388'' N...
-Cá está!

Não confundais este D. Lopo de Almeida, também pai de D. Miguel de Almeida, 4º conde de Abrantes... o tal Conjurado que em 1 de Dezembro de 1640  no Paço da Ribeira lançou o Conde Andeiro pela janela abaixo contribuindo de sobremaneira para a Restauração da Independência... com o outro D. Lopo de Almeida que foi 1º conde de Abrantes...

-Conclui-se que esta família tinha pêlo na venta...

Ai, ainda não percebestes?!
O 3º conde era neto do 1º conde!
Foram dois Lopos!
No lado esquerdo da nave temos dois arcossólios menos ostensivos que dão guarida aos senhores da Villa do Sardoal e alcaides-mores de Abrantes, já entrando no estilo maneirista, contendo túmulos poligâmicos, um deles pertença de D. António d’Almeida, filho de D. Lopo de Almeida, falecido em 1556, da sua esposa Dª Guiomar da Cunha que foi para os anjinhos em 1574 com sessenta lindos anos e da segunda esposa Dª Joana de Meneses, falecida em 1556... 
 O outro túmulo, pertença de D. João de Almeida, o alcaide-mor de Abrantes que participou com D. Sebastião na malfadada Batalha de Alcácer Quibir, falecido em 1592, aos cinquenta anosde sua esposa Dª Leonor de Mendonça que foi ter com o marido em 1598 e ainda de Dª Joana de Meneses, sua segunda esposa...
Haja Deus!
Enganais-vos se presumirdes que este D. João de Almeida fosse homem provido de avantajada estatura, por tal motivo necessitando de dois túmulos para se alojar.
Melhor explicado para que não restem confusões, o D. João de Almeida que mora no lado direito da nave foi o 2º conde de Abrantes falecido em 1512 e este D. João de Almeida que repousa do lado esquerdo do templo, outro alcaide-mor de Abrantes que teria ido fazer tijolo em 1592... Oitenta anos após o anterior.
Mais clássicos e menos trabalhados que os anteriores, estes mausoléus dos finais do século XVI são encimados pelos brasões de D. António de Almeida e de D. João de Almeida.
Alguns túmulos em campa rasa distribuídos tanto pela nave central quer no exterior do templo albergam outros tantos elementos da família, concluindo-se que desde a reedificação após terramoto, Santa Maria do Castelo passou a distinguir-se como panteão dos Almeidas.
O conjunto estatuário de elevado valor é composto por uma cabeça de Cristo, estatuetas da Santa Maria do Castelo, Virgem do Leite, estátuas romanas drapejadas e decapitadas em mármore... 
...uma imagem da Santíssima Trindade e outras renascentistas.
Questionais vós das razões para quão necrófaga viagem a tão remotos tempos...
Tão somente porque num destes fins-de-semana de Abril de 2013 cá o Cidadão foi visitado por camaradas d’armas que vencendo extremoso repasto em Rio de Moinhos, cogitaram quebrar o lânguido abraço da digestiva serpente enveredando por breve visita turística a quão altaneira Abrantes.
Coordenadas traçadas, este conviva propôs uma ida ao Castelo de Abrantes onde se alargariam os horizontes culturais, com paragem obrigatória no Alcaide... que em tempos d'antanho era a tasquinha do Senhor Adelino e da Dona Luzia onde os militares da Guarnição de Artilharia de Montanha iam emborcar uns petiscos... estando o depósito da água enviada pela Fábrica da Água em Vale de Rãs, instalado imediatamente acima, na plataforma entre o primeiro e o segundo pano das muralhas...
...sendo um local aprazível à ingestão de cafeína, cuja esplanada, qual ninho de águias sobranceiro ao Norte da cidade nos permite vislumbrar uns quantos montes e vales por’li além, delimitados pela Serra de Aire a Oeste... a cordilheira de Vilelas-Medrôa-Coleias que esconde a albufeira do Castelo de Bode... as serras da Melriça, Alvelos, Amêndoa, Moradal e... ainda mais a Este, o parque eólico na cordilheira dos Bandos, tropeçando a vista pelos brancos casarios do Sardoal e dos Valhascos e nos moinhos de Entrevinhas... 
Sem vos terdes apercebido...  
...também vós, ciberleitores, ficastes deslumbrados... quiçá integrados em quão pertinente visita turística...
-Aqui, das três, uma; ou desligais o computador, ou mudais para outra xafarica, ou continuais nesta treta para vos inteirardes como a crónica findará...
Bom... Se quiserdes... podereis clikar duas vezes sobre as fotos... 
...mas... deixai-vos de admirar as paisagens... caso certamente jamais daqui saireis...
Se bem dito, melhor feito.
Cimbalinos degustados, foi-se encaminhando a tropa um pouco mais desempertigada...
...para a rampa de acesso à fortaleza tubuca...
...onde pelo caminho este improvisado cicerone lhes ia descrevendo que no adro do castelo encontrariam a tal casa dos alcaides de Abrantes... 
...e uma igreja bastante antiga transformada em museu com pargas de antevisões...
...ibéricas onde apreciariam uns quantos túmulos dos referidos Condes de Abrantes, ostentando rendilhados mui bem trabalhados na pedra, fazendo lembrar o gótico do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha... ou a Janela do Capítulo do Convento de Cristo, em Tomar, pese essa ser em estilo Manuelino e como bónus os veraneantes poderiam admirar uns quantos azulejos de arte Mourisca com decorações labirínticas de corda-sêca... 
...revestindo as laterais e frontal da capela-mor e a originalidade do retábulo que se encontra à cabeceira do templo cristão...
Enfim, um incansável desfilar de história palavreada em formato de ficheiro comprimido, fazendo destas explicações prévias, razão para que o pessoal acelerasse o passo na direcção da igreja-museu
As coordenadas geográficas são: 08º 11’ 4327’’ W,  39º 27’ 5158’’ N.
Vencidos quatro degraus de elevada dimensão seguidos dum arco quebrado, transpusemos as portadas de vidro baço que resguardam o interior do templo, afinando a retina à escuridão para assim nos embrenharmos no templo sem tropeçarmos entre nós...
...nem na menina de sorriso afável que parecia aguardar-nos...
O tintol do repasto fora um...
da adega de Borba, claro!...
Entre pontas de setas e lanças, expositores horizontais envidraçados mostravam uns quantos achados arqueológicos, mas como cá  o Cidadão tinha enfatizado aos turistas de ocasião ora feitos salteadores da arca perdida, não íamos aos míscaros mas sim, aos mausoléus!...
O Cidadão inté corou!
O arco gótico que separava triunfalmente a nave relativamente à capela-mor, escondia algo de inesperado!
Fez-se um silêncio sepulcral...
Todo o mundo ficara deslumdido com o que via... consistindo na fusão dum estads de espírito entre o deslumbramento e a desilusão.
Ferros cruzados, escadotes e uns tantos andaimes ocultavam as preciosidades que buscávamos!
O púlpito estava coberto com uma faixa em plástico e do retábulo pouco se enxergava com tanto ferro entrecruzado!
Junto à base dos sarcófagos poderíamos encontrar vários sacos de plástico, caldeiros de 20 litros e garrafinhas de água!!!
Tábuas e baldes em plástico preto com resíduos de gesso, argamassas e barro anárquicamente espalhados em redor dos túmulos e pincéis espreitavam por detrás da amálgama e acima dos dois mausoléus, os  frescos não davam sinal de vida...
O pessoal ficou desapontado e estarrecido com o que vira!
–Aldrabão!
Observou um dos turistas por detrás do ombro deste comparsa...
Todos arredámos cabisbaixos, com a realidade bastante aquém das expectativas...
Esperemos que a Dona Cecília Gíménes de Bórgia, não dê conta destes trabalhos meio estagnados no tempo...
Valha-nos Santa Catarina!
Este post teve a colaboração cá da Companheira e a preciosa contribuição de Diogo Oleiro, falecido a 25 de Dezembro de 1962.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O GENERAL


O GENERAL


  Talvez porque todos andamos entretidos com os monges do Convento de Santo António, no sítio das bicas, ora feitos em hortelãos na Quinta de Arca D’Água, ou que as atenções estejam centradas na regeneração do Rocio ou Praça do Príncipe Real, hoje Jardim da República, o certo é que esta figura de vulto nascida em Rocio ao Sul do Tejo, ficou algo esquecida na rota das antevisões Ibéricas...
Cá o Cidadão tem por sistema dar um compasso de espera às situações anómalas para as quais vai sendo alertado ou com que se vai defrontando, tanto com o intuito de dar primazia aos órgãos de comunicação social que têm o direito de ganhar o seu, como para permitir espaço de manobra às entidades competentes na correcção das mesmas, tentando evitar constrangimentos do “cada tiro, cada melro.”
Assunto que o blogger Aqui-Ali-Acolá oportunamente já não tivesse abordado, estas bitáitadas rondam os calcanhares do General desmembrado pacientemente prostrado na junção entre a Rua do Montepio Abrantino e a Rua 17 de Agosto de 1808.
Homem de filosofias, matemáticas, engenharias e acérrimo militante do então Partido Regenerador, à sua época desempenhou um papel determinante do desenvolvimento tubucciano porquanto foi eleito deputado pelo círculo de Thomar, ao qual a mui nobre Villa de Abrantes pertencia e onde permaneceu empoleirado por cerca de duas décadas.
Entre outros epítetos de âmbito nacional e militar, o General tomou a iniciativa de fundar a primeira infra-estrutura que canalizava água potável directamente para um reservatório instalado no recinto do Castelo a mil e trezentos metros de lonjura, redistribuindo-a para as habitações da notável Villa de Abrantes, vencendo o desnível de aproximadamente quatrocentos metros...
...acima do lugar onde a dita maquineta fora instalada, junto à Ribeira de Valle de Rãns, na estrada que nos demanda ao Carvalhal e outrora a Villa de Rey.
Algo parecido com isto:
Possante bomba de água movida a vapor, encastrada em edifício de consideráveis dimensões ladeado por enorme chaminé em tijolo maciço, foi a obra genial que veio resolver os problemas higiénicos e de plebeica desidratação tendo-se assim estriado algo tecnologicamente avançado, como foi o primeiro abastecimento público de água potável ao Cabeço... cuja inauguração culminou em grande festança!...
A Fábrica da Água.
Um bocado ruidosa e poluente, mas inovadora para a época.
O lobisomem seria a personagem que mais se queixaria com a proeza porque nas fases aluadas o engenho o impediria dormir durante o dia, vendo-se desgraçado com a fotofobia que não lhe permitiria fazer a conveniente depilação e um corte de unhas apresentável...
Antes da demolição do edifício, a última coisa que ali esteve inter paredes foi a Sociedade Columbófila com bandos de pombos de peito feito metidos atrás das grades, aguardando ansiosamente que lhes concedessem ordem de soltura para darem asas aos seus sistemas de posicionamento global.
Um desmesurado arrulhar, portanto.
Não esqueçamos que foi o General quem pela primeira vez fez chegar a água potável ao alto de Abrantes!
Hoje aquele espaço está assim:
Ali, ainda existem vestígios do fontanário da Fábrica da Água...
Depois dos celtas, dos romanos, dos godos e dos mouros, chegara a ocasião do General parceiro do reino implementar uma rede de vias de comunicação terrestre que ligava a notável Villa de Abrantes aos concelhos limítrofes de Mação, Villa de Rey, Ponte de Sôr, Thomar e Punhete, das quais ainda hoje poderemos encontrar indícios in-loco.
 A construção ou melhoramento dos cais de Rio de Moinhos, Tramagal, Rossio, Caldellas, Allamal  e o corte de rochedos subaquáticos que assoreavam o rio Tejo para que as embarcações navegassem em segurança, devem-se a este homem de verdes tonalidades...
Hoje os embarcadouros servem mais para intrigar o viajante, picnicar ou tocar o instrumento da banda do que para qualquer outra coisa que se relacione com muletas, catraios, varinos e fragatas...
O General dos quatro costados dinamizou a Associação de Socorros Mútuos, hoje Montepio Abrantino, cujo edifício lhe é fronteiro.
A figura representada neste pedestal foi quem promoveu a construção da maioria dos edifícios escolares e implementou as estações telegráficas da região, razão de sobra para que se tornasse pessoa bastante considerada no meio.
A 27 de Junho de 1929 o General foi homenageado a título póstumo pelo povo da notável Villa de Abrantes com o descerrar do busto desmembrado, no extremo da Praça Barão da Batalha, exactamente no tal Centro Histórico que ora muito se venera e certamente se regenera.
A partir de 5 de Fevereiro de 1890 o General “viu” o seu nome atribuído à antiga Praça da Palha de Cima que também se designou Largo do Encontro e ultimamente Largo Ramiro Guedes, como podereis consultar na folha seis da acta camarária nº 24 que achareis no Arquivo Histórico Eduardo Campos.
Saliente-se que em 1976, ainda sem o boletim dos Passos do Concelho nas impressoras, se trocavam as identidades das pessoas, porque à Praça da Palha de Cima foi-lhe dada a toponímia do escritor e poeta Ramiro Guedes de Campos, porém na suposição que este ilustre tivesse sido o grande defensor da causa republicana, Dr. Ramiro Guedes...
-Cabecinhas no ar!
Com o abastecimento de água a partir da Estação Elevatória da Cabeça Gorda, a introdução das portagens na Auto-estrada 23 e a construção dos novos Centros Escolares, o General tem vindo a perder protagonismo...
O busto do General José Alves Pimenta de Avelar Machado, concebido por Ângelo Teixeira continua ali no centro da cidade, plantado sobre o pedestal da autoria de Raúl Lino e envolto na luxuriante vegetação que anárquicamente progride no canteiro, sugerindo inovador conceito de revitalização, baseando-se no princípio elementar de selva urbana.
Tendo o bom militar que dominar a arte da dissimulação para assim surpreender sem ser surpreendido, poderá este cenário tornar-se num perfeito exemplo de camuflagem.
É expectante que o conjunto escultórico desapareça envolto no diversificado reino vegetal até que uma geração vindoura tenha achado o General M, convicta que esta figura se tivesse tratado de renomeado rapper nacional!
- Altamente!
Apesar de na notável Villa de Abrantes se cultivar o visual e para garantir a descontinuidade da progressão da biomassa quer na horizontal como na vertical inibindo que o General se cubra,crê-se que algum sapador autárquico desbravará tal matagal, com o merecido reconhecimento dos comerciantes do Centro Histórico e uma forcinha deste post......

sexta-feira, 26 de abril de 2013

AVENIDA EUROPA


AVENIDA EUROPA


  Avenida Europa podia ser nome de programa radiofónico.
Podia, mas não é!
Avenida Europa foi designação da mais novel avenida abrantina.
Foi, mas não o é!
A Avenida Europa deu lugar a Avenida Dr. Mário Soares.
Logo surgiram transtornos diversos para os primeiros colonos que nesta avenida assentaram arraiais, pois tiveram de alterar as suas moradas nos registos civis, comerciais e demais documentação pessoal com as consequentes despesas daí inerentes, sem no entanto mudarem de residência. 
Nessa ocasião foi  uma mudança virtual com consequências analógicas ao nível das algibeiras.
Porque a anarquia é muita, na Avenida Europa, ora Dr. Mário Soares, os constrangimentos não se quedaram por aqui...
Na Avenida Europa, cada um larga a viatura a seu belo prazer, sem respeitar as placas separadoras e as viaturas surgem pela direita, no sentido proibido da Ramalho Ortigão, como os tiros no Irão!
Quando da abertura à circulação, esta avenida tubuca apresentava-se limpinha, lindinha e bem sinalizadinha.
Contrastando com o asfalto, do cimo ao fundo aquilo era um fartote de risquinhas branquinhas...
Vista do terraço do edifício dos CTT e afins, a avenida mais se assemelhava a asno preto com listras brancas ou a asno branco com listras negras...
Não comparável ao código de barras porque isso se torna bastante comercial...
Talvez mais a uma zebra...
Depois houve quem ousasse levar as passadeiras para suas casas, ou talvez sendo a tinta aplicada na confecção, da plástica mate para paredes e tectos interiores, o certo é que com as primeiras bátegas de água as benditas sumiram, possivelmente rolando pela avenida abaixo direitinho à Rotunda do Olival, daí para a Ribeira de Vale de Rãs e num truz indo dar novas pigmentações aos peixinhos do Tejo.
Esguias enguias, lampeiras lampreias, bogas, trutas e fanecas, todas maquilhadas à maneira!
  -Que neura!  Vade retro, Satanás!!!
Não se perca, onde vai!
O certo é que das passadeiras, nem novas nem mandadas.
Simplesmente sumiram!
Juntando à dupla nomenclatura inicialmente referida neste post, encontramos por'li o fenómeno da dupla personalidade, ou seja, quais Dr.Jekyll e Mister Hyde, há uns fulanos que como condutores interpretam as leis de uma maneira e apeados, interpretam-nas segundo o seu invés.
Melhor explicado, na ausência das passadeiras pintadas no pavimento mas com os sinais verticais informando a localização destas, há fulanos que levam a coisa a peito e saindo dos serviços prestados no edifício adjacente, atiram-se que nem tordos para a frente das viaturas que circulam no sentido descendente, reclamando direitos tão imaginários quanto as marcas rodoviárias ora ali inexistentes.
Gente corajosa que pretenderá beneficiar da reforma antecipada por invalidez, tentando apanhar boleia nas seguradoras dos automobilistas!
Depois de assentarem as nalgas ao volante, interpretam a coisa noutro prisma, reclamando que ali não há passadeiras, portanto não são obrigados a ceder passagem aos transeuntes que surgem inopinadamente de entre os automóveis estacionados em segunda e por vezes parados em terceira fila, outra praga que por’li prolifera em dias úteis, tendo dois parques de estacionamento nas redondezas, acima e abaixo de um dos edifícios mais frequentados em Abrantes a seguir ao Hospital Manuel Constâncio... claro está!
Varizes. Dermatites. Hepatites. Lúmbago do pior. Gripes de muitas estirpes. Enxaquecas. Meniscos. Bicos de papagaio. Trocicolo. Pés chatos. Artrozes atrozes. Nervos miúdos. Psicoses diversas. Alergias terríveis. Corações inquietos. Distorcidas visões. Pacientes impacientes. Spam no HTML e padecências várias!
Ali cai toda a bicheza, desde sensatos mensageiros, contribuintes, pensionistas, projectistas e até gente egocentrista, comodista, de relutante locomoção, cujos lípidos vão tomando conta do perímetro abdominal, quais estevas regurgitando em baldio!
Bolas, cá temos de novo a barata tonta... Há que chamar os serviços de desinfestação...
Consultando os regulamentos do código da estrada concluiremos que os sinais rectangulares de fundo azul ali plantados serão bonitos exemplares do...
H7(indicação de localização de uma passagem para peões)... 
...que servem de complemento à marca rodoviária M11 (indica o local por onde os peões devem efectuar o atravessamento da faixa de rodagem) e se consultarmos a relação de contraordenações rodoviárias descobriremos que na alínea i) do artº 145º, para o condutor se considera contraordenação grave a não cedência de passagem aos peões nas passagens para o efeito assinaladas... perante a marca M11, claro está!
Atenção que mesmo sobre as zebras, os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente (artº101).
 -Portanto com a M11 não se brinca!
Só por si, os sinais H7 não surtem efeito em termos de cedência de passagem,  funcionando com cariz informativo e servindo para localizar as passadeiras que por sinal... escapuliram!
Sendo a entidade que tutela a avenida, em caso de sinistro rodoviário caberá aqui uma palavrinha à Câmara Municipal de Abrantes por deficiência de sinalização que leva a induzir os utentes em erro e mesmo induzindo alguns casmurros a travem-se de razões fúteis com quem passa, ou com quem se fica!
Uma prostradela por aquelas paragens assistindo a troca de mimos entre os transeuntes mais inflamados, será ideal para enriquecermos a verborreia vernácula que será inversamente proporcional à míngua de valores!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CONFUSO



CONFUSO


 O boletim municipal do concelho de Abrantes anda a troikar os Passos ao pessoal...
Se bem repararmos, logo na capa do número 92 onde está representada a linda imagem das tágides águas humedecendo a tenda do Gadaffi, reporta-nos tal emergência para Março de 2012...
Se a memória não nos atraiçoar, poderemos recordar que nesse ano, a invernada foi seca...
Presume-se que o redactor pretenderia referir-se aos excessos pluviométricos deste último mês de Março...
Uma trapalhada, portanto...
É de se arregaçar as calças com tanta água!
Às páginas tantas, constatamos que parte das notícias dadas recuam ao terceiro e quarto trimestres do ano transacto... mais que repassadas nos meios de comunicação social regionalistas e nos... blogues, claro!
Talvez razão plausível para que na capa da brochura figure o ano de 2012...
Se olharmos para o canto superior esquerdo da lombada, junto ao “P” vislumbramos uma pequena barra vertical preta onde a muito custo conseguimos ler:
O seu, a seu dono!
A publicação do boletim não será propriamente gratuita nem a Gráfica Almondina trabalha para aquecer!
Não esqueçamos que o dinheirinho investido na feitura destes exemplares sai das nossas algibeiras, na forma de impostos!
Gratuita será certamente a sua distribuição ao público.
Encabeçando a página 7, é divulgada a seguinte parangona:
Ora bem, se não há ninguém para os Vinhos Casal da Coelheira... 
Para quê o avultado investimento dos seus produtores?!
Adiante...
Se desfolharmos a revista até à página 8, levando em conta os equipamentos de educação do século XXI, numa espécie de regresso ao futuro é de sublinhar a visão vanguardista do arquitecto Aires Mateus que esteve presente na exposição alusiva ao projecto dos novos Centros Escolares, decorrida na Galeria Municipal de Arte entre os dias 12 de Outubro e 23 de Novembro do ano de 2102 (dois mil cento e dois)...
É de sublinhar que este evento ocorreu no século XXII ! É muito à frente!
-As ideias avançadas são assim...
Também é de sublinhar que na página 9, a jornalista Patrícia Fonseca se antecipou cerca de um ano na apresentação do seu livro “Safira e a luta contra o cancro” porque afinal sempre foi a 18 de Janeiro de 2012 que esteve presente na Biblioteca António Botto e não em 2013 como alguns teimosos insistem em afirmar.
Poderá servir de álibi para qualquer coisa.
-Que confusão, Mon Dieu!
A letra é espessa quando se trata de noticiar cenas mediáticas mas... quando toca a publicar deliberações, direito de oposição e sessões ordinárias e extraordinárias, a letra mingua ao ponto de necessitarmos recorrer à lupa...
É o miolo do boletim municipal.
Ainda assim, conseguimos perceber que na acta nº 17 (página I - primeiro parágrafo) é aprovada a minuta de contrato de aquisição dos serviços de uma empresa de transportes escolares para colmatar a distância entre as residências dos alunos e a sua concentração nos Centros Escolares, para depois mais adiante, na sessão ordinária de 21 de Setembro de 2012, (página V - último parágrafo da primeira coluna) o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos manifestar o seu reconhecimento, referindo que a criação do Centro Escolar na sua freguesia levou a um aumento significativo de alunos inscritos...
Pudera!
Será que entretanto os garotos se reproduziram?
Esta afluência deveu-se aos bonitos olhos dos autarcas?
Foi pela qualidade das instalações?
Ná!
Como os alunos são obrigados a deslocar-se de outras freguesias,  é natural que haja um aumento significativo de inscrições em Rio de Moinhos!...
Ao fim de um ano e muitas suspensões sacrificadas, foi alcatroada a via de acesso ao complexo escolar...
Compreende-se.
Caminhamos a passos largos para mais uns sufrágios autárquicos que se perfilam no horizonte...
E o pessoal esquece.
Na contracapa do boletim municipal houve a tentativa de serem antecipadamente divulgadas as Jornadas da Juventude a decorrer entre 17 e 20 de Abril mas como a brochura foi distribuída a partir de 22 de Abril, tarde chegaste!
Em suma, um boletim informativo reportando-se desde Outubro de 2012 a Março de 2013, distribuído em finais de Abril de 2013, noticiando acontecimentos de Janeiro e Setembro de 2012... e... uma viagem relâmpago até Novembro de 2102 !...
Algo confuso...
Não é, senhora presidenta?
Se o nonagésimo terceiro boletim informativo estiver na forja, bem poderiam juntar os dois num só, como o champô ao amaciador para que o cabelo não ficasse assim... tão... tão... escadeado.

sábado, 16 de março de 2013