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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os objectivos pretendidos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, padronizadas, politicamente correctas, adormecidas... ou espartilhadas por fórmulas e preconceitos. Embora parte dos seus artigos se possam "condimentar" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade de expressão" com libertinagem de expressão, considerando que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros"(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico, dinâmico, algo corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausado, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas incursões, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell). Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de interessantes sítios a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão abt com alguma dessas correntes... mas tão só a abertura e o consequente o enriquecimento resultantes da análise aos diferentes ideais e correntes de opinião, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais, válidos e úteis, dando especial primazia aos "nossos" blogues autóctones... Uma acutilância aqui, uma ironia ali, uma dica do além... Assim se vai construindo este blogue... Ligue o som e... Boas leituras.

sábado, 5 de outubro de 2013

OBRIGADA!

OBRIGADA!


 Aqui, continuamos juntos. OBRIGADA!” 
A parangona que a seguir às Autárquicas de 2013 poderemos encontrar publicitada em enormes cartazes plantados junto às rotundas deste quão peculiar concelho de Abrantes...
A máquina partidária dos socialistas tubucos enveredou por uma eficaz estratégia de marketing político tendo surgido em força no terreno ao anunciar a novel e promissora Comissão Autárquica para a Cidadania, conseguindo aglutinar cidadãos algo mediáticos e simpatizantes de outros quadrantes ideológicos em torno de uma causa subdividida em reuniões sectoriais, iniciativa que d’ora avante se irá desvanecendo por ordem natural, confirmando a sina de que o tempo tudo cura...
Tal como aconteceu há quatro anos com a Cidadania XXI.
Alguém se lembrará disto?
Foi a rápida recuperação e repintura de vias públicas e muitas outras pequenas obras de fachada associadas a uma catadupa de iniciativas lúdicas, desportivas e culturais que só voltarão a repeti-se daqui a quatro anos, sendo 60 mil euros da comissão política investidos na máquina propagandista, em reapresentações dos candidatos de freguesia em freguesia, na redistribuição de brindes logotipados, na sucessiva remodelação de outdor’s, nas idas aos mercados e outros insistentes contactos com as populações locais, foi a abertura de um gabinete de atendimento personalizado no 18 da Rua Luís de Camões em que o poder autárquico se fundiu com a concelhia do partido aglutinando a imagem de algumas figuras semi-públicas nas áreas do desporto, da cultura, do comércio e da indústria... 
Estações autárquicas de dois em dois anos seria o ideal!
Aqui, funcionaram as teses de Friedrich Hegel em articulação com a emissora de ondas hertzianas subsidiada pelas parcerias municipais.
Parabéns aos gestores publicitários!
É certo e sabido que parte significativa da população de Abrantes assume a sigla do partido no poder como de identidade clubista se tratasse, ao ponto da comitiva durante as arruadas ter envergado camisolas uniformes de inspiração desportiva, propagando a ideia de coesão e em contrapartida os demais candidatos remeteram a sua projecção popular para os últimos quinze dias onde pouco mais fizeram do que afixar alguns cartazes, não se esmerando no trabalho de campo, não se apresentando nem promovendo rotinas de insistentes contactos com as populações, revelando falta de tenacidade e notória passividade que aos olhos das gentes bem poderá ter sido interpretada como comodismo algo nefasto para a hipotética gestão do município.
Sabemos que directa ou indirectamente, a Câmara Municipal de Abrantes é o maior empregador do concelho e que bastantes empresas e comércio local contam com os organismos municipais e estaduais para as tirar do sufoco económico e as relançar no mercado, apostando num elenco sobejamente conhecido que lhes inspire confiança nos objectivos a atingir, em detrimento de outros candidatos menos projectados no território, sendo certo que uma parte informada da população, especialmente das zonas mais densamente habitadas, ciente dos grandes fiascos financeiros da gestão municipal, interpretará tal esbanjamento de erário público com oliveiras centenárias e demais negociatas de imobiliário alienado por um décimo do valor de aquisição ou do valor matricial como sinónimo de abastança económica do município e no subconsciente as clientelas ensaiarão o trampolim municipal para alavancagem à subsidio-dependência em articulação com os organismos estaduais de cariz europeu, enquanto a outra metade da população se abnegará aos sufrágios... 
Entendemos que cada vez mais o ser humano é impelido por interesses e contrapartidas em detrimento das causas e princípios, não sendo por acaso que um dos estandartes durante a campanha eleitoral se sustentava no pedido do voto de confiança, porta a porta, fundamentado nos resquícios familiares, no amigo da câmara, da junta de freguesia ou de outra entidade administrativa que em determinada ocasião despachara um processo mais ou menos emperrado, satisfizera uma necessidade, correspondera a um pedido, mandara limpar o caminho, promovera a recuperação do fontanário ou tenha dado parecer favorável a uma reclamação, como se tais "obséquios" extravasassem as tarefas administrativas dos candidatos e suas arrastadeiras, no âmbito das funções que lhes foram delegadas.
"Em terra de cegos, quem te um olho é rei" será um provérbio inversamente proporcional ao grau de conhecimento e literacia das sociedades. 
Por exemplo... cá, continuamos eternamente agradecidos!
É disso exemplo a população de Oeiras que prefere ser administrada pelo Isaltino Morais “em cadeia de comando,” do que por um Moita Flores à solta!
Registando-se uma afluência às urnas de 51,92% num universo dos 18.210 votantes entre os quais, 887 munícipes votaram em branco por razões de insatisfação aliadas ao receio das consequências pseudo-administrativas inerentes a não anotar a sua participação cívica nas listas, perfazendo 17.323 eleitores.
Questionemos-nos pois, sobre o que é feito dos restantes 16.865 abstencionistas?
Não acreditando em zombies e considerando que o último recenseamento eleitoral remonta ao ano de 2012, teremos que reduzir os abstencionistas em 10% por razão dos óbitos não aventados dos cadernos eleitorais e se lhes  juntarmos os 5% que desistiram de viver neste lindo jardim à beira mar plantado, optando por outras paragens mais hospitaleiras, contabilizaremos 14.420 indivíduos em que um número residual poderá não ter tido oportunidade de se deslocar às mesas de voto, sendo axiomático que a maioria dos netos dos homens que nunca foram meninos não se encontra motivada para as questões sociais nem sensibilizada para as causas de cidadania, subvalorizando os actos cívicos em prol das actividades lúdicas.
Reparemos que na noite do escrutínio, os telespectadores dos canais abertos preferiram satisfazer o voyeurismo na apresentação dos concorrentes em mais um reality-show de cariz pimba, em detrimento dos escrutínios autárquicos!
Se mitigarmos os números da emigração e dos óbitos, concluiremos que no país, aproximadamente 3.848.324 munícipes se abstiveram de votar, significando que pelo menos 34% dos portugueses se estão simplesmente  borrifando para as questões políticas e para os desígnios do país que os acolhe... 
Porquê?  
No íntimo bem sabemos que inserido no universo dos munícipes não votantes e daqueles que votaram em branco, reside um enorme leque de decepcionados, maltratados pelo Estado e amargurados com os políticos que regeram, regem ou se propõem reger o bem público, consistindo exactamente numa fatia de cidadãos auto-suficientes que não acredita em discursos fictícios, sorrisos amarelos, abraços, beijos e promessas ocas, nem deposita a mínima confiança em campanhas de sensibilizações oportunistas e diariamente sofre na pele a pressão dos impostos, contribuições, taxas, sobre-taxas e tarifas que sustentam os investimentos em projectos fúteis, megalómanos e sem viabilidade económica, promovidos por gente que vive no conforto dos chorudos vencimentos públicos e subsídios de reintegração e, ou, de deslocação que lhes permite viajar pelos quatro cantos do mundo sob a égide da divulgação das regiões que representam, ignorando, subvalorizando ou depreciando o custo do dinheiro esgaçado ao suor dos que manjam o pão que o diabo amassou.
Neste universo de abstencionistas é comum ouvirmos o slogan popular: 
"-São todos iguais. O que eles querem, é tacho."
A maioria das abstenções e dos votos em branco são evidentes manifestações de desalento e protesto silencioso. 
Ao caso em apreço, vale para com um sistema político que não tem correspondendo para os 43% da população e cuja percentagem funciona como um barómetro que vai oscilando de concelho para concelho consoante o grau de insatisfação e de descrédito dos munícipes para com o poder local! Em Abrantes ganhou a abstenção!
Os políticos caíram no descrédito das populações só se revendo na fidelidade, no clubismo, no comodismo e no clientelismo e salvaguardando nas convicções daqueles que não desistem de acreditar na mudança cada vez mais travestida de utopia...
Valente nação em que os beneficiados são invariavelmente os habitués e atrás da fachada, Abrantes não sendo excepção, também se inclui na regra...
Enquanto parte daqueles que votaram na candidatura vencedora o fazem para defender a sua estabilidade económica e social, a maioria dos abstencionistas e dos que votaram em branco nada perderão com a sua atitude...
Assim, melhor entendemos a mensagem:
“Aqui, continuamos juntos. OBRIGADA!”

domingo, 22 de setembro de 2013

SUMIU !

SUMIU !


  Qual não foi o espanto deste observador quando ao dar a sua voltinha dos tristes pelas bandas do castelo de Abrantes, se deparou com a ausência do vice-rei das Índias, só por lá restando os aloendros, a rotunda e o pedestal!
Dizem as más-línguas que saudosista como é, se não tentou regressar a Quiloa, D. Francisco de Almeida terá sido vítima de mais uma tentativa de saque pela parte de algum masai animista a quem em 14 de Agosto de 1505 o colonizador abrantino ousara incendiar a casa dos seus antepassados, ou no cumprimento da profecia cá do Cidadão abt, sido alvo do laborioso trabalho noctívago dos Cleptobronzes... numa espécie de trabalhinho extra para colmatar a miserabirilância dos rendimentos mínimos garantidos.
Segundo os puristas, o penúltimo acto de vandalismo remonta ao dia em que o monumento terá sido violentamente plasticinizado por Florentijn Hofman!
Também há quem diga que depois da caloraça que se fez sentir por estas bandas, o vice-rei foi tomar banhos turcos, fazer sauna finlandesa e passar uns tempitos numa estância termal a fim de se livrar das bexigas loucas que decerto não lhe terão afectado o aparelho reprodutor!
Para tranquilizar as minorias esclarecidas, a excelentíssima recandidata a presidente do Município Abrantino veio a terreiro explicar que por medida de precaução, o expansionista se terá recolhido aos aposentos da Câmara Municipal, à semelhança de parte da sua vida armazenada nem versão bronzeada...
De acordo com as teorias da Bola de Cristal, o mais certo será D.Francisco de Almeida reinstalar-se de espada e barrete no espaço do antigo heliporto que feito em parque de estacionamento, agora assumiu a toponímia deste lisboeta de gema e abrantino de geração...
Seja o que for... A ver vamos... Como dirá o cego...

sábado, 17 de agosto de 2013

O ESTENDAL

O ESTENDAL


 Fazendo lembrar bacalhau em sequeiro, neste magnífico estendal o ciberleitor  poderá visualizar as listas das candidaturas autárquicas para os municípios de Gavião, Sardoal, Constância e... Abrantes, pois então, cujos sufrágios estão agendados para vinte e nove do Setembro próximo!
Quem as queira consultar encontra-las-á no hall de entrada do Palácio da Justiça sito ao topo do Largo Primeiro de Maio desta altaneira cidade Abrantes mas havendo sempre um mas, talvez necessitando preencher alguns requisitos para o poder fazer dentro das melhores condições;
Nesse estendal onde estão apresentadas as propostas dos candidatos á governação dos quatro concelhos, o leitor terá que medir pelo menos um metro e sessenta e cinco, ao que se interroga se a pequena Luffy lhes conseguirá chegar sem a ajuda do Teimão...
 Não ser portador de deficiência motora ou mobilidade reduzida que atrofie o alcance às páginas e pelo tempo perdido na consulta do folhedo arbitrariamente desorganizado entre a panóplia de siglas, recomenda-se a prévia aplicação de gel massajante nos esplénios e nos cervicais com uma pequena chamada de atenção para as diversas listas intercaladas no volumoso manuscrito da facção agarrada ao poder local! 
Perceba-se que a superfície ocupada por um texto dactilografado é substancialmente inferior ao seu equivalente manuscrito, induzindo a errónea noção de que volume seja sinónimo de quantidade, para além da parca qualidade de leitura do segundo...
Estratégias, comodismo, ou falta de discernimento?
Sendo cá o Cidadão o tal fulano que de vez em quando vai tendo umas ideias geniais, sugeria pois que na sala do lado direito de quem transpõe as portadas onde outrora funcionou a Conservatória do Registo Predial e chefiou o actual deputado versus presidente da Assembleia Municipal de Abrantes versus guardador de ovelhas sem pífaro nas horas vagas,
...se instalem carteiras e respectivas cadeiras resgatadas às escolas primárias devolutas para que os preocupados com o futuro dos seus concelhos usufruam o mínimo conforto na consulta das listagens dos candidatos mutantes, impugnáveis, ou não...
Se a exposição suspensa pelo baraço fosse perpetrada por empresa privada, certamente que já por lá teria surgido algum brioso fiscal do Estado no sentido de pôr ordem no galinheiro, alegando a justa dignidade e o merecido respeito aos fregueses, a exemplo daquilo que cá o Cidadão foi encontrar noutro expositor dum templo de consumo franchisado, algures em Abrantes...
Rebuscava um Casal da Coelheira no sector vinícola engarrafado quando este sortudo deu com delgadas tiras repletas de pequenas caixinhas de um tal produto em látex bastante solicitado nas longas horas de prazer e escassos segundos de êxtase, levando a meditar se inserido no bendito local, aquilo teria por'li alguma lógica... 
Servir de flute de bolso, descartável e para uso individual... não se afigurava de coerente resposta...  
Sendo para flutuador insuflável em caso de naufrágio, aí estaria exposto na secção de  praia e desportos lúdicos...
Se para protector de telemóveis, seria divulgado junto aos gadjet's...
Talvez para prevenir os excessos etílicos depois de butidos uns quantos decilitros onde terminamos felizes  e alegretes, ganhamos o dom da palavra, perdemos o sentido de responsabilidade, deixamos de saber muito bem o que fazemos, quando o fazemos, onde o fazemos, com quem o fazemos,  o que andamos a fazer, porque raio o fazemos, como havemos de o fazer e... pimba na bolinha, jamais nos lembrando da posição em que o fizémos!
É um ver se te avias!!!
Não fosse tal agasalho e em escassos meses contribuiríamos para o aumento da população infantil!!!
Significa pois que à semelhança dos sais de fruto, do Gurosan e do absinto, também as camisinhas de látex serão consumíveis pós ingestão de bebidas espirituosas, lembrando os fregueses que quando forem para as orgias de Baco, não esqueçam que se antes não entrarem em estado de coma e consequentemente desproverem de toda a pujança, mais adiante poderão embarcar nas nuvens de Afrodite!
Sugere-se pois que os Oficiais de Diligências do Palácio da Justiça não substituam o estendal por um análogo de preservativos nem muito menos por lá prantem os tais expositores com as magníficas essências vinícolas mas no que concerne à apresentação e acessibilidade na consulta aos seus artigos, tentem ao menos seguir parte das directrizes sugeridas pelo Templo de Consumo!

sábado, 10 de agosto de 2013

AQUILÃNDIA


AQUILÃNDIA

  Sejam bem-vindos a Aquilãndia...
Goradas as duas tentativas do séquito matriarkal convidar embarcações tradicionais a navegarem no mar de Tubucci, ficando o professor Carvalho Rodrigues incumbido de inventar um satélite que transporte os catraios e deixando cá o Cidadão frustrado na recolha fotográfica do evento, em boa hora este resolveu meter os pixeis a caminho, no sentido de concretizar o sonho projectado pela Matri Harka tubuca... daí que ireis mergulhar num fantástico e enigmático conto repleto de ficção, sonho, fantasia e ilusão, cujas semelhanças com a realidade são pura coincidência...
Então... vamos a isto...
 No Planeta Chisélle da tal galáxia distante havia um pequeno mar metropolitano que banhava Tubucci, cidade média cuja lava de escorreito casario regurgitando do cabeço ia borbulhar nas cálidas águas, sendo a norte seus domínios limitados por extensa albufeira onde ousando transpor correntes e fragas, outrora ranhosos bodes se especavam em altaneiras escarpas...
Nesse mar que ora assumia tonalidades castanhas, ora esverdeadas, navegavam discretas embarcações como a nau Aquilãndia que zarpava dos obscuros deltas e sulcava as misteriosas baías do planeta onde as economias do povo encolhiam, muitas águas passavam e outras tantas se metiam, e em poucos anos vencidos, tudo, mesmo tudo ia mirrando ao ponto de Chisélle adoptar o apelido da enorme embarcação que reinava em suas águas...
Em tempos d'antanho a Aquilãndia fora capitaneada por El Comandante que partira para outra margem deixando os desígnios da nau entregues a Matri Harka cuja parceria com Frei Tomás e Charles Arnês, o yessman, evitou que o lastro das forças ocultas se deslocasse para bombordo ou estibordo, fazendo adornar a embarcação.
O mar de Tubucci também era sulcado por enormes vasos que se degladiavam em batalhas navais dignas de registo, levando em vantagem a Aquilãndia cuja tripulação alimentava o Aquijob's... 
...um terrífico polvo que vegetando em tais paragens, dele os aquinautas usufruiam vantagens quando as escaramuças se travavam renhidas...
Qual monstro ressurgindo das profundezas afim de manter a populaça em respeito, o Aquijob´s libertava ácidos crómicos, compostos fenólicos, hidrocarbonetos, cloreto de metileno e óleos que iam corroendo os cascos das embarcações inimigas e consequentemente a rede de esgotos da urbe,
...segregando matérias orgânicas de várias estirpes e outros coliformes fecais que se desfaziam nas comportas do açude instalado a jusante, escoando-se até ao Atlântico em forma de espumas que recordavam molotof...
Aquijob's ganhara o mau hábito de bramir seus tentáculos face aos tubucos estarrecidos, bloqueando-lhes o raciocínio e fazendo com que as demais embarcações se mantivessem em guarda...
Quando Matri Harka assumiu o comando da nau Aquilãndia, logo o polvo Aquijob’s agudizou sua acção intimidatória induzindo o abandono prematuro de Al-Ban El Al-Banito
...o líder dos ikas que disputara a liderança da nau até então co-tripulada por pequenas tribos de ikas laranja, ikas tomate, ikas morango, ikas ananás, ikas banana e ikas maracujá que nesse tempo, de tão estarrecidos, saltaram borda fora, restando a marujada dos aquinautas e o Charles Arnês que tal como Bantú, K.J.B., Makkx e Madnigga, também esse não sabendo nadar...
...resolveu partilhar as sobras dos ranchos com o disforme polvo cujos tentáculos tinham funções específicas de manietar bombeiros, controlar a sociedade civil, engrupir empresários, alienar património público pelo preço da uva mijona, gerir elefantes brancos, sustentar salários de funções semipúblicas e de directores de organismos fictícios, concertar ajustes directos, subsidiar reintegrações sociais, capitalizar projectos insustentáveis, improvisar restauros, negociar megalomanias com familiares de homólogos políticos, criar comissões de circunstância, etc, etc.
 Ao fim de quatro anos de renhidas batalhas navais surgiram fissuras no casco da caravela dos Maias que por infiltração de água nos porões foi perdendo estabilidade e capacidade de manobra, dando-se o abandono do comandante Leonardo e do subalterno Láparo, sendo actualmente capitaneada pela dupla da pequena Luffy e da lendária Kom Tente, que por ora lhe vão calafetando os rombos... 
Nesses tempos um surto de ascaridose assolara a região, levando a desnorte os marinheiros das diferentes embarcações... Dizem que tal fenómeno seria a nefasta consequência do recurso a uma arma rudimentar baseada no conceito de guerra biológica... 
Danos colaterais, portanto... 
Gorada a abordagem de El Comandante à RPP-Solar capitaneada pelo Barão Vermelho, cuja embarcação navegava ao cochado, sendo afinal uma passarola voadora disfarçada de navio que levantando voo, bateu em retirada logo que a nau Maya e posteriormente a Aquilãndia se concertaram em manobras ofensivas escancarando escotilhas e posicionando bocas-de-fogo...
e auxiliadas pelos enforcement’s tentaculares do Aquijob´s, registou-se então o regresso do frustrado El Comandante para junto de Matri Harka e de seu assessor Gaiteiro que para patego olhar o balão, em manobra de diversão pois então, a querida líder da Aquilãndia decretou publicamente a caducidade fictícia da nau RPP-Solar no intuito de cativar tantos mais desapontados plebeus à mesma condição dos seus aquilandes, de momento registando-se fortes movimentações da tripulação aquinauta que para tal fim mobilizou todas as arrastadeiras e não só, atribuindo renome aos arrabaldes do cabeço, sustentando-se nas filosofias do mentalizador Àmuáhamadinejana... tal como a teoria do “mais vale ser-se feliz do que se deter a razãotentando incutir nos servos aquilandes a ideia de que “antes de ser racional, o homem teve que aprender a salvar-se”.
Se foneticamente o analisarem, “aqui” é nada mais do que a inversão de “ica”...
Consoante a quantidade de marinheiros e a importância da jorna, na penumbra dos porões da Maya ou da Aquilãndia escondia-se uma figura sinistra entre pipas de vinho, rações, mantimentos e ratazanas gigantes...
Era Armand Ó` Krueger... discreto discípulo de Aquijob's cujos dedos da mão direita terminavam em aguçadas lâminas que retalhavam as vestes das incautas vítimas!!!...
Dizem que constaria dum frustrado na profissão de alfaiate parlamentar ora com transtornos obsessivo-compulsivos... e que assim ia ganhando a vida!!!
Outra embarcação sulcava o imenso mar tubuco...
O Ópus Ição, um drakkar xerifado pelo Doutor Sarapico, homem admirador do colérico Capitão Haddock, detentor dum ofício por cada remo, papeleiro e trolha nas horas vagas, de vastos conhecimentos em ciências bélicas, praticante de esquizofrenia cibernética e exímio poliglota que saindo derrotado na última estação autárquica, resolveu mandar a tripulação à merda após a célebre Batalha das Tintureiras, deixando os destinos do drakkar entregues ao Capitão Saciante, navegador dos cinco continentes que quanto mais ia conhecendo as pessoas, tanto mais gostava de animais!
Também o Mar de Tubucci era pagaiado por Tónho das Hérnias que capitaneando a sua piroga Bé, de quatro em quatro anos ressurgia pelas estações autárquicas, driblando a ondulação provocada pelas esteiras das outras embarcações que volta e meia o mandavam ao charco... sem referir as peripécias com o polvo Aquijob’s  que nessas alturas lhe fazia a vida negra a partir da caverna subaquática dos Carôchos ou mais a montante, da caverna que se estendia do Delta do Taínho ao Vale das Morenas de onde ia libertando coliformes fecais e outros ácidos que se colavam na pagaia e corroíam o casco da ao extremo de lhe aumentar o lastro e tirar velocidade devido ao coeficiente de atrito, deixando Tónho das Hérnias completamente encharcado e em posição desvantajosa perante as demais embarcações...
Por exemplo quando Tónho das Hérnias aportava ao açude para poder pregar os seus sermões aos peixinhos... logo o polvo Aquijob’s emergia das profundezas agitando os tentáculos em todas as direcções e recitando a seguinte lengalenga em voz gutural:
"Nã te vás ao mar, Tónho! 
Nã te vás ao mar q'stá o mar ruim, Tónho! 
T'á lá um bicho, Tónho, p'ra te comer, Tónho!
Ai Tónho, Tónho, que tã mal estimado és, Tónho! 
Ai Tónho, Tónho, que nem meias tens p'rós pés, Tónho!..."
IntimidandoTónho das Hérnias a pagaiar em retirada...
A Vermelhinha é outra das naus que demandam as águas tubucas, actualmente liderada pelo fantástico Capitão Alvorada... 
Sendo que as anteriores dirigências pouco mais fizeram do que aferrar a nave ao cais só se fazendo ao mar para manutenção e treino da tripulação que assim não se esquecia das manobras de desatracação, fundeio e aportagem, evitando abalroar as restantes embarcações, especialmente a Bé, uma vez que a brisa sobrava sistematicamente a bombordo de ambas...
Vai daí, enquanto o confidente e fidelíssimo abade Frei Serrano deu de frosques para junto de Dom Gualdim Paes...
...por se sentir enjoado durante as agitações marítimas, inseguro com as morteiradas que de vez em quando se faziam sentir e também devido à tribo dos Ofélias, mestres na arte do disfarce e da camuflagem que por não possuirem embarcações se movimentavam no dorso de gericos e em raid's relâmpago, a partir da costa atacavam a Aquilândia por apnéia, onde durante as escaramuças se lhes iam desprendendo bastantes apêndices capilares que os caracterizavam... 
Foi então que Matri Harka e seu adjunto Gaiteiro resolveram aportar a nau Aquilândia ao Cais de Tubucci e à semelhança dos quatrocentos marinheiros portugueses que nos quatro seguintes dias desembarcaram em Ceuta envergando uniformes de armas diferentes com o objectivo impressionista de intimidar o inimigo que por'li foi contabilizando mil e seiscentos homens, também a querida líder resolveu percorrer todos os recantos do planeta Chisélle acompanhada do seu séquito aquinauta e de meia dúzia de fiéis seguidores que tal como os padrões dos achamentos medievais, foram marcando o território calcorreado. 
Análogo ao escudo das armas portuguesas e demais inscrições gravadas a cinzel nos padrões de granito, como este pequeno trecho do processo imposto por Diogo Cão na margem do rio Zaire...
...também hoje pelos novos mundos vai Matri Harka e seu Gaiteiro, mandando espalhar cartazes com o símbolo do partido que a representa, sob o lema...
"Aqui somos mais próximos."
Há “Aqui qualquer coisadistribuídos pelas rotundas e cruzamentos de todo o principado sob a jurisprudência do seu mandato...
...reforçando a ideia que a plebe já possui a respeito de tratamentos circunstanciais entre vassalos aquilandes relativamente aos demais servos da gleba, como se novos mundos disputassem. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O TOQUE

O TOQUE

 Quando em funcionamento, por vezes os televisores de raios catódicos adquirem nuances vermelhas ou esverdeadas sobre o ecrã, devendo-se tal fenómeno à formação de electricidade estática na caixa do cinescópio.
Para colmatar este problema, ou procuramos um técnico especializado em electrónica ou eliminamos essa energia nefasta tocando simplesmente com os dedos no o ecrã durante alguns segundos e encostando a outra mão na parede mais próxima, configurando uma espécie de Reiki electrónico que descarregará as energias estáticas sobre a nossa massa corporal posteriormente  transmitida à terra e ficando a complexidade monocromática do receptor sanada por determinado tempo...
 Vai para quatro anos que não se assistia a tão grande dedicação da presidente municipal e seus discípulos para com os cidadãos tubucos, percebendo que entrámos na quinta estação...
Temos a Primavera, o Verão, o Outono, o Inverno e a estação Autárquica, infelizmente bissexta, mas que para benefício dos munícipes bem deveria ser anual pois é nela que a democracia se faz valer em pleno!
Ele são vias repavimentadas, ele são inaugurações, ele são louvores, ele são desbastação arbustiva urbana, ele são limpeza de ruelas e desinfestação de valetas, ele são parelhas de veículos corta-relvas em ceifa contínua, ele são repintar a brancas tintas, muros, muretes, paredes, alegretes, fontanários... 
...parques de merendas, marcas rodoviárias e até os calhaus recônditos nos limites geográficos do Concelho merecem umas tisnadelas de branco...
...ele são desmultiplicadas atenções às mágoas dos contribuintes, ele são convites espontâneos para convívios rematados a espumante rosé, ele são afreguesadas apresentações de candidatos em jardins onde os plátanos já não lhes causam alergias...
Tendo os funcionários públicos atreitos ao município a sua vida própria e os seus horários laborais, para além do PAC- Posto de Atendimento ao Cidadão, ora BMS- Balcão Multisserviços, de igual modo a querida líder se fez substituir ao Provedor Municipal do Cidadão, abrindo um gabinete de consultas no nº 18 da Rua Luís de Camões onde em horário extra laboral, entre as 18 horas e as 20 horas das segundas-feiras, a poderemos encontrar inteiramente disponível para nos exorcizar as energias negativas através do seu "toque," rabiscando os nossos desabafos e inquietações sobre folhas de papel branco, prevendo-se que o sazonal confessionário encerre as portadas em finais de Setembro...  
Haja clientela!
Como sabereis se já o tivestes necessitado, até agora a recandidata sempre se mostrou ocupada e indisponível no atendimento em tempo real aos fregueses e a determinadas associações, carecendo os assuntos de análise e marcação prévias e delegando tais competências aos vereadores, assessores e demais arrastadeiras da sua confiança, que até na burricada ou na contestação dos bombeiros profissionais foi de acolhimentos intransigentes. 
Havendo que aproveitar a rara oportunidade de bar aberto, este modesto Cidadão rumou à novel acessibilidade da Rua Luís de Camões, constatando que o brasão do município tubuco suplantara o círculo do punho cerrado, concluindo posteriormente que seria ali a sede do partido político que apoiante da recandidata e sentindo-se este munícipe numa situação constrangedora, aliás, como vem sendo o costume doutros ensejos...
Aqui, há gato...
Antes que se dispersem por outras candidaturas e na tentativa de agluitinar as almas penadas simpatizantes dos extintos Independentes para o Concelho de Abrantes, durante a cerimónia do "três em um", recandidatura versus convívio de aniversário e apresentação dos 103 elementos da Comissão Autárquica para a Cidadania que decorreu do Parque Urbano de São Lourenço junto à ermida edificada vai para cinco séculos e actualmente em estado de progressiva degradação, este munícipe compreendeu que à semelhança dum monge budista japonês, a Matri Harka foi evoluindo na área da fenomenologia, adquirindo poderes sobrenaturais que consistirão em profundo olhar seguido de sopro no pescoço ou bafo na testa e do suposto “Toque de Midas” sobre os seres esperançados em virar ouro, prometendo resgatar-lhes as energias estáticas posteriormente recicladas em vitalidades dinâmicas para proventos próprios...
Alguns destes mutantes cinescópicos assim descarregaram publicamente as energias estáticas das causas, combates e contestações anteriores, deixando os seus representados orfãos nas reivindicações.
Rafael Bordalo Pinheiro dizia que a política é uma grande porca onde todos querem mamar...
Tombe a marrã para qualquer dos lados e é vermos os bacorinhos em busca da melhor teta!
Estamos perante uma manobra propagandística de grande envergadura provinciana articulada entre duas organizações pseudo administrativas que sob a mesma tutela não deixarão de intentar por mais acções subliminares coadjuvadas pelo coacher de estimação que não prescindirá os seus créditos por mãos alheias, enredando os incautos representantes concelhios das diferentes representações políticas assim "manietando as forças vivas"  com reuniões sectoriais e a seu tempo louvores e galardões serão atribuídos à empresa de marketing político de link subjectivo, não fosse o filósofo Friedrich Hegel, seu mentor... 
A propósito, alguém ainda se lembrará da tal Comissão Municipal de Segurança?
(clike sobre as imagens)
A cousa social apresenta-se tão em baixo de forma e os mercados de tal modo deprimidos que sob o estertor da crise, nem alguns cinescópios de outras correntes ideológicas se atreverão aspirar à poltrona municipal, preferindo a bênção do místico toque matriharkal, esperançados em ir debicando uns baguitos à mão da querida líder.
A comunicação activa é algo de ética e subjectiva!
Partindo do pressuposto sociológico que as sociedades são alicerçadas em grupos de influência com objectivos comuns e achando-se o recinto lotado de membros e seus familiares atreitos à Sociedade Civil & Lda, a tal gestora dos bombeiros gratificados que detém alguns comissariantes em acumulação de funções com a nóvel Comissão Autárquica para a Cidadania, não restando nesga de terreiro para mais povo e atendendo às dúbias indecisões dos trinta e oito mil munícipes insatisfeitos com a porca da política e tendencialmente votados em apostar no abstencionismo ou noutros protagonistas, concluiu a querida líder haver necessidade de submeter um leque mais alargado de cidadãos ao seu esoterismo político...
...para tal inaugurando o espaço de atendimento na Rua Luís de Camões onde os retardatários poderão carpir as suas mágoas, evitando transtornos desnecessários a quantos ambicionem o “toque matriharkal” e porventura não tenham recebido atempadamente o convite para a primeira festança, à semelhança do ocorrido com Érre-Pê-Pê - O Cowboy Solar que devido aos crónicos atrasos do Centro de Distribuição Postal, não acedeu ao ultimato dentro dos prazos previstos, gorando as garantias de viabilidade económica e as expectativas da Câmara Municipal...
  ... ao passo que nos tribunais vão pingando processos e acções de empresas contra a Câmara Municipal...
 Atente caro ciberleitor abrantino que para os dirigentes autárquicos, nas estações eleitorais os desejos dos munícipes são analisados dentro dos prazos acatados como ordens, havendo que aproveitar a maré alta e os ventos de feição!
Nesta periclitante catástrofe social onde até os clubes de futebol se debatem entre carências financeiras de todo o género e feitio, soube cá o Cidadão que à custa da Esperança, uma dessas organizações desportivas de âmbito local ainda resistiu algum tempo à crise.
Enquanto o pessoal se dedicava aos treinos de preparação para os campeonatos regionais, a Esperança bem despida de top e mini-saia travada, sentava-se num caixote de fruta algures à beira do caminho, aguardando pela satisfação dos fregueses a fim de reunir uns cobres para as sapatilhas, equipamentos e demais sustentos futebolísticos, até que se fartando do árduo trabalho de Sol a Sol, certo dia deu de frosques, deixando os rapazes mergulhados na insolvência do clube...
Tem-nos valido a solidariedade das vereadoras que há muito se debatem com o bem estar das populações aldeãs.
Vencida esta pequena divagação que se nos apraz oportuna e face ao teor apesentado no outdoor plantado na banda norte da Rotunda do Olival, percebe-se que sendo Abrantes o terceiro Concelho do Distrito de Santarém e o primeiro da Comunidade Municipal do Médio Tejo com as maiores taxas de desemprego entre a população activa onde 80% do comércio geral e indústrias encerraram portas por insolvência ou falência técnica, apenas resistindo alguns dos comissariantes locais e templos de consumo cujos magnatas enviam a contabilidade e os seus lucros para os paraísos fiscais e Norte da Europa, decerto que este enormíssimo cartaz urbano também inculpará o místico “toque matriharkal”...
Nesse âmbito e talvez por razões proporcionais, se atentarmos à última factura da água depressa perceberemos que o município abrantino tem promovido o valor da merda em detrimento da água... 
Por exemplo, se o munícipe for convidado a desembolsar 10,31 €uros de água, terá de liquidar mais 11,62 €uros de merda, entendendo-se tal facto na medida em que sendo a primeira rica em nutrientes, já a segunda não passará da simples relação entre moléculas de oxigénio e hidrogénio adicionada ao cloro e a parca matéria orgânica...
Se o munícipe emigrar e consequentemente não efectuar qualquer consumo de água, disponibilizará uma mensalidade de aproximadamente 6,22 €uros para a excelentíssima, comparando com o seu congénere do município de Loures que pagará 4,43€uros após inflacionado em 141%, partindo do princípio jurídico que se não fez merda, que a tivesse feito, assim se promovendo a economia local e ainda nos podendo dar por satisfeitos pois este ano o nosso ídolo reikiano anuiu em manter quedas as tarifas dos Serviços Municipalizados!
Um sincero obrigado!!!
 A parangona publicitária afixada na vertente sul da rotunda do Rossio ao Sul do Tejo atira-nos para um toque eleitoralista sobre a jovem atleta cuja consciência política será de tenra constituição... Ou então que o usufruto da imagem da menina seja a contrapartida cobrada pelos apoios camarários a ela prestados por intermédio da associação que representa e evidentemente subtraídos aos nossos impostos...
...presumindo-se que de modo indirecto, as nossas contribuições financeiras também reverterão para alimentar parcialmente a máquina da campanha eleitoral dos instalados, indiciando fortes promiscuidades entre o exercício de funções municipais e a campanha eleitoral da recandidata, transparecendo que enquanto a querida líder caça com cão, os demais candidatos vão-se amanhando com gato...

sábado, 20 de julho de 2013

SENHORA DOS LIXOS


SENHORA DOS LIXOS

Vai um empurrãozinho e o nicho tomba...
Não sendo piedoso fundamentalista, jamais este Cidadão se coibiria em prestar adjuvantes serviços às causas dos santos.
No visionamento do post Senhora da Caça houve muito boa gente apelando ao reparo de outra Senhora dos Caminhos plantada na Avenida D. Manuel I, algures pelos limites da Freguesia de Alferrarede em vias de fusão a São Vicente...
Conjecturando a brincadeira de mau gosto, o lugar mariano não fora descoberto à primeira leva, tendo a insistência sido recompensada pelo espanto na constatação de que “aquilo” não se afigura tanto a santificado nicho mas a dissimulado ponto de geocaching com as seguintes coordenadas geográficas: 
39º 28’ 18,19” N e 08º 11’ 37,94” W.
Um contentor do lixo dos serviços municipalizados encobre o granito da Senhora dos Caminhos relativamente às almas penadas que rolam pela avenida enquanto automóveis dum stand a céu aberto rematam a envolvência posterior, colaborando com a estratégia do comerciante que terá vantagens acrescidas em vendilhar viaturas seminovas aos esgotados peregrinos e se bem repararem, a reentrância frontal à sapata parece talhada às medidas do contentor!...
Para a coisa sair perfeitinha sugere-se a permuta da actual imagem pela de São Cristóvão, que é o padroeiro dos viajantes.
 Acomodando-se ao peal repleto de pestilentos odores provenientes da matéria orgânica em decomposição acelerada pelo aquecimento solar, percebeu este munícipe que a evasão da Senhora dos Caminhos é travada pelo gradeamento da pequena porta, tendo oportunidade de nesse lugar vocacionado ao descanso e meditação, reflectir sobre a ordem de prioridades urbanas onde os valores residuais predominam sobre a cousa mercantil que por seu turno subestima o recanto etnográfico repleto de tradição, significado, simplicidade, sobriedade e cultura transversal aos tempos, consistindo no retrato fiel desta sociedade fundamentada em aparências onde o consumismo imediato e a ostentação dos bens materiais como meio de afirmação pessoal conquistam cada vez mais espaço sobre a esfera dos valores espirituais, princípios morais e padrões de urbanidade...
Estranha-se que até ao presente, algum dos professores, médicos, empresários, atletas, músicos, agricultores, dirigentes associativos, reformados e jovens intervencionistas que integram os 103 cidadãos da Comissão Autárquica para a Cidadania não tivesse reparado em tal despropósito e que os responsáveis municipais permitam a acostagem dum contentor de resíduos domésticos junto à edícula cristã, remetendo a valorização do património secular para negociatas de ocasião, assegurando a teoria de que bater com a mãozinha no peito só ganha expressão quando consta de práticas litúrgicas ou doutrinação de criancinhas...
Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz mas não faças como ele faz...