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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os objectivos pretendidos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, padronizadas, politicamente correctas, adormecidas... ou espartilhadas por fórmulas e preconceitos. Embora parte dos seus artigos se possam "condimentar" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade de expressão" com libertinagem de expressão, considerando que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros"(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico, dinâmico, algo corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausado, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas incursões, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell). Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de interessantes sítios a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão abt com alguma dessas correntes... mas tão só a abertura e o consequente o enriquecimento resultantes da análise aos diferentes ideais e correntes de opinião, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais, válidos e úteis, dando especial primazia aos "nossos" blogues autóctones... Uma acutilância aqui, uma ironia ali, uma dica do além... Assim se vai construindo este blogue... Ligue o som e... Boas leituras.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

MARCHAS POPULARES


MARCHAS POPULARES


  Em Abrantes, as Festas da Cidade foram antecipadas em vinte e quatro horas por surpreendentes marchas populares, nada ficando como dantes, porquanto no vagar do Santo António, a partir de agora será idolatrada a Santa Mariazinha do Céu!
Nos primeiros instantes que cá o Cidadão se deparou com o aparato, supôs tratar-se de venerado manifesto religioso a jeito de procissão em honra à santinha cuja imagem estaria reproduzida nos pendões, mas depressa o esclareceram que não senhor, que aquele cortejo não constava de séquito religioso mas sim de marcha popular!
Resgatado das primárias ilusões, pela calçada foi rolando um fúnebre caixão blasonando a imagem da padroeira amparando-se no amuleto que produzirá o milagre da multiplicação dos €uros e distribuição dos tachos, cujas estampazinhas pejadas de frases religiosas eram sistematicamente oferecidas ao público presente...
A famosa gadanha da santa!!!
Colocando os neurónios do hipotálamo em uso, de imediato se formou a brilhante explicação que aquela equipe seria o staff de apoio à santinha patrocinada pela  Jps (Jotapêésse),  que iria pela primeira vez competir na prova de carrinhos de rolamentos mais famosa da região, algo até agora impensável numa milagreira! 
Vieram trupes de todo país e até da Madeira para desfilar nas marchas e assistirem à prova da virtuosa!
Vruuummmm...  Vruuuummmmmm... Vruuuummmm...  
Cá o rapaz já imaginava a padroeira embalada por‘li abaixo, de penico na cabeça, bem escarratchada no caixão, e o pessoal torcedor bradando aos Céus, gritando a plenos pulmões: 
-"Santinha!!! Santinha!!! Santinha!!!! Vai! Vaaaai! Força, Santinha! Força! Não desistas!!  Saltou-te um casquilho do rolamento mas não desistas agora, Santinha!!! Hás-de ganhar!!! Saaantinha!!! Embáála!!! Vai!! Santinha!!! Saaantiiiiinha!!! Saaantiiiiinha!!!! Vai, Santinha! Vais vencer isto! Vaáai!...Vai... Vai??!... vai... vai...?"
Mas...
Quê da protagonista numberwone da prova?
A explicação chegou mais adiante!
A venerada santinha padecerá de agorafobia pelo que se enclausurou no Joanino Convento, tendo do Mosteiro do Falcão enviando Frei Serrano, um abade de sua inteira confiança, ao encontro das coreografias que solicitando silêncio aos quinhentos presentes...
...lhes foi explicando que a santinha estava em retiro, em oração de concentração para a prova dos carrinhos de rolamentos e que de momento não podia ser incomodada... recitando o seguinte sermão:
-Porque diacho houveram os monges copistas de estes modos redigir?
Enquanto isto, iam-se ouvindo cânticos de devoção como o “Demissão”,o “Coveira,” o “Bombeiro não é Coveiro,” o  “Bombeiro Unido Jamais Será Vencido” e a versão feminista do celebérrimo “Demita-se,  Senhor Presidente!”
Para quem assistiu não terá reparado que denunciando o carácter cívico do evento, a cauda do cortejo era rematada pela trupe do carro vassoura que discretamente ia recolhendo os resíduos sólidos rejeitados pelos convivas, deixando as ruas impecavelmente limpas à sua passagem, tendo-se por ali vivido vibrantes momentos de fortes comoções! 
O som estridente dos apitos e sirenes portáteis não deixavam perceber muito bem a letra das marchinhas que futricavam os tímpanos cá do Cidadão que estava a passar por uma tremenda crise de tinitus e ao fim de duas horas de franco convívio se foi ressentindo dos sérios e crescentes sentimentos de insegurança...
...na medida em que, se as marchas dessem para o torto, os presidentes do Sindicato e da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, ora padrinhos por co-adopção das marchas...
...seriam duplamente participados ao Ministério Público pelos crimes de lançamento de turbidez no processo de reestruturação do corpo de bombeiros, cuja transparência é de tal ordem que até deixa vislumbrar o processo da bombeira Paulina Pereira bem lá no fundo, cumulativamente ao de incentivo ao sentimento generalizado de insegurança induzido na quão inteirada população de Abrantes cujas preocupações se remetem ao acautelar dos seus bens face à bandidagem que por aí prolifera, nada se relacionando com estas marchas populares que passam ao largo da maioria silenciosa!
A propósito...
Será que no meio de tanta agitação a Comissão Municipal de Insegurança ainda desempenhará o trabalho invisível de sinalizar os casos problemáticos do Concelho?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

PÁ DE OURO


PÁ DE OURO

Cá temos um dos exemplos concretos em como a senhora presidenta do município tubuco sente na pele os problemas dos cidadãos, nomeadamente as inquietações dos “seus” bombeiros, apostando no mérito através da avaliação pelo desempenho.
É certo e sabido que entre outras missões, compete ao bombeiro apagar fogos, desencarcerar acidentados, resgatar vítimas e salvar vidas, daí que “Vida Por Vida” seja seu lema e São Marçal, o santinho padroeiro.
Como suporeis, quando são disputadas razões do existencialismo, tanto poderá o freguês permanecer entre os mortais, como apagar-se-lhe o sopro, indo a alma bater às portas de São Pedro que por seu turno a encaminhará para outro mundo até um dia mais adiante reencarnar outra carcaça mais jovial, enquanto por cá o defunto se vai deteriorando sete palmos abaixo dos torrões, pese um por outro desalmado preferir introduzir-se na esquentada fornalha da Padeira de Aljubarrota...
Quais anjos vermelhos, os bombeiros são prestimosos seres que em muitas ocasiões acompanham a vítima desde o seu socorro até esta ir bater com os costados nas urgências hospitalares, aí dando por concluída a sua missão!
Visionária de requalificados espaços e funções polivalentes, a suprema chefe dos autarcas abrantinos... ou tubucos... conforme preferirdes... resolveu alargar o âmbito das funções dos soldados da paz, promovendo-os estatutariamente na medida em que jamais verão a sua missão restringir-se à triagem de Manchester, cabendo-lhes acompanhar a evolução do hospedeiro até que transponha os búzios para além de Xangri-lá, atribuindo-lhes a nobre incumbência de tumular a carcaça renegada pela alma com a vantagem de fomentar imediatamente as manobras de reanimação, caso o velado tussa!
-Assim surgiram as funções e a figura do...
Se a Presidente da Câmara Municipal de Abrantes melhor discernir o destino dos subsídios, poderá comparticipar a “Sociedade Civil & Lda- associação womanitária de bombeiros de Abrantes”, com o propósito de implementar uma CIF - "Companhia de Intervenção Fúnebre" incluindo departamento de coroas e arranjinhos florais,para tal sendo disponibilizados dois VTD - Veículos de Transporte de Defuntos, de preferência Wolkswagen Towareg, em que um pelotão de CS-ÚI - "Coveiro Sapador de Última Intervenção" receberá formação especializada na Escola Nacional de Bombeiros com premissa a Certificado de Aptidão Profissional emitido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional e acreditação da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.
Avaliando a solenidade que reveste os últimos incómodos do defunto hospedeiro, a fardeta feminina do comandante da companhia CIF será concebida em tons escuros, discretos, apresentando um elegante corte esotérico de parâmetros austeros, análoga ao modelo abaixo exibido pelo manequim.        
Para que os potenciais fregueses não se sintam discriminados no acesso aos serviços humanitários, o símbolo assalganhado do medalhão representará a maioria das etnias predominantes, credos e demais teimas ideológicas.
Será agraciado com o galardão Pá de Ouro o bombeiro profissional que na sua carreira atinja quão elevado grau de nobre tarefa, ficando Abrantes nas calendas da história como autarquia pioneira na promoção da especialidade de sapador-coveiro.
Ao sair daqui vá consultar o »»»»»» "Levar na Pá"!

sábado, 1 de junho de 2013

LARGO DO SOBRAL


LARGO DO SOBRAL

 Os bonicos estão para o Zé Burreco tal como o Largo do Sobral está para os pegachos. 
Finalmente a regeneração urbana terá chegado à aldeia das casas baixas!
Primeiro as fitas delimitadoras da obra, depois o contentor de engenheiros e como as árvores morrem de pé, ao fim de seis noites e sete dias desataram a abater nas que refrescavam o Largo do Sobral, vulgo Largo do Cruzeiro... ou vice-versa,  alegando os sábios municipais que as raízes dos plátanos levantavam a calçada, que as malditas árvores causavam alergias, que o espaço tinha assombração a mais bem podendo ser melhor aproveitado para eventos comerciais e bolsas de estacionamento automóvel... e como a evolução tecnológica mudou o conceito de lazer, faz ali falta uma zona wireless para que o pessoal possa computar à brava!
A ver vamos se a seguir à requalificação, aqueles que busquem os acepipes pegachos não terão que meter o petisco no parquímetro ou desfrutar um selinho à moda tubuca...
Pode ser que não...
De acordo com as expectativas e as altas influências de Hitoyoshi, foram designadas três espécies arbóreas supostamente hermafroditas, não produtoras do tal pólen que fecunde os sinos e as amígdalas dos humanos e tendo as suas raízes quadradas, se encaixam na perfeição entre os paralelos da calçada sem os arregaçar, facilitando a posterior extracção através de breve equação.
Serão nomeadamente castanheiros da índia, magnólias e prunus...
E porquê, prunus?! 
Porque entre amendoeiras e ameixeiras, o prunus dá para os dois lados e na dúvida para qual o vegetal se virará, os autarcas aguardarão que o tronco cresça, a flor desabroche, o fruto ecloda e aí sim...
Será ameixeira ou amendoeira!
As palmeiras vão ter que sair dali excepto a da germinação com a Ribeira Brava, sendo-lhe alargada a caldeira por ter uns palmitos jeitosos!
Metendo botas ao caminho de questionar os juves locais sobre a identidade das árvores abatidas, se seriam aciprestes, pinheiros ou caliptos, respondem que não fazem a mínima!
Indagando-lhes a opinião sobre das obras de requalificação a desenrolarem-se na sua terra, entre SMS's, abreviações orais, pastilhas elásticas, ypslowns e kappas, responderam yá :-/ ñ kurtir essas cenas ((:-« e kas políticas não é ;o( a sua praia... :-(
Abordando-os sobre as festas que decorrerão nos tempos mais chegados e aí sim, mandaram os ypslowns e os kappas borda fora, dizendo ter bué da convites no facebook :-) uma agenda complicada a repartir entre raves, festivais de música, modinhas ao litro na Tenda do Gaddafi e outros tantos arraiais semeados pelas freguesias ;-D)) 
A juventude está mais virada para o divertimento... Quer dizer, há alguns que têm consciência ambiental mas na sua generalidade vivem fora do Pego, razão para que se adiantem aqui uma sequência de imagens do antes e após o abate, prevenindo-os de ataque cardíaco no dia que retornem à casinha dos avós!
Não se saindo bem-sucedido da incursão, cá o Cidadão passou a palavra aos papás dos petizes, concluindo que sabem o nome das árvores abatidas mas quanto à beneficiações do Largo do Sobral, o feedback foi concentrado na liga...
Os clubes que alinham na primeira divisão, o Benfica, o Sporting, o Futebol Clube do Porto, o Jesus, o Mourinho o Ronaldo e...
Tremoços!
Sai mais um pires de tremoços!
C'um catano... E mais uma rodada de cerveja!
Está certo... O povão necessita distracção.
Indagando os avós dos moços, de imediato mostraram a sua desolação para com o crime ambiental porque os plátanos sempre refrescaram a zona e ressalvando alguns alérgicos às árvores mais ninguém se queixava eles, sendo necessário aparecer uns iluminados de fora para depois de tantos anos descobrirem que as árvores estavam ali mal!

-Aquilo é para encher os bolsos de mais alguns! Querem plantar outras árvores que se calhar nem vingam neste sítio e a natureza e o ambiente são mais importantes que os carros para agora porem ali uns estacionamentos e se calhar aquilo vai ser mais um largo para dar ganho ao stand. Falam que a gente assim nã convivia como deve de ser!

-Antes a gente já nã sentava ali nas sombras das árvres a conversar umas horas, ou quê?Dizem c'as copas tavam a ficar muito juntas. Atão como é que davam fresco e sombra se nã tivessem juntas? Os gajos nã sabem podar as árvres? À torrêra é que nã fica lá ninguém! E agora, quantos mais anos essas árvres vão demorar a fazer-se?
-São engenhêêros! Êh, pá! O parque dos miúdos não estava bem assim? Foi arranjado há pouco tempo e agora nã serve?!! Os gajos meteram borracha no chão já para aquilo durar menos tempo. Dizem que vão pôr candeeiros novos! Estes não bondam? Estão avariados?

-Deve de ser daqueles candeeiros do Sócras! Dizem c’até vão acabar com os muretes porque são umas barrêras que pr’ali tão mas logo a seguir espetam com mobílias urbanas?! Nã se entende esta gente!

-Quer-se dizer. Tiram dali os bancos porque impeçam à gente para depois lá irem prantar umas tralhas mais modernas. Vá-se lá perceber esta malta! Só para gastar dinheiro! Vêm aí as eleições e é um fartar vilanage para caçarem os votos ao pessoal!
-A ver se os gajos se esquecem do cruzêro! Às tantas tambéim o tiram dali para fora! Estes engenhêros que estudaram nos livros a destruírem assim as prantas estão mas é dando cabo do futuro da terra! Que é por causa das alergias! Alergia tem mas é ela às àrvres! Veio pr'áqui fazer o mesmo  que fez no cabeço! Parece que lá no Rossio do Cabeço aquilo nã lhe correu de feição e ela teve de arrepiar caminho. Com a malta a fazer barulho agora diz que vai cortar as árvres por fazis e há uma que está inclinada por cima do quiosqui, como não seja normal as árvres serem torcidas... Depende das podas, do vento a dar-lhes e da luz para se fazerem. Aqui c'as raízis estavam a dar cabo do chão... Quer-se dizer c'as que para aí vêm nã têm raízis ou crescem para baixo. A ver se pero Tramagal, no Ribêro Sêco nã prantaram prátanos há beim pouco tempo! Deviam era pôr-los a todos aléim a beberem água na pia dos burros, que nã se perdia nada, nã sinhôr...!
-O quê? O futuro desta terra?

-Sim sinhôr! Desta terra e do praneta intêro, sinhôr...!

Não faça caso das conversas, ciberleitor... São apenas as opiniões de dois insignificantes Velhos do Restelo.
A saga prossegue  »»»»»  em Largo do Sobral 

domingo, 26 de maio de 2013

OS CLEPTOBRONZES


OS CLEPTOBRONZES

  Lá para as bandas da Malásia, na Ilha do Bornéu onde viveu o ficcionado Sandokan e Luiz Vaz de Camões derreteu alguns anos da sua vida combatendo o piratedo, existiu a tribo dos Dayaks que nas horas vagas se entretinha a decapitar os cobradores de impostos e o pessoal invasor, espetando as cabeças das vitimas na ponta de paus que deixavam mirrar à torreira do Sol, causando estranhos odores e consequente repulsa nos potenciais candidatos ao território indígena mais não se esmiuçando pormenores, caso em que pela certa o ciberleitor regurgitaria bílis e fel...
- ' !Clap!' "
Foi uma mosca que poisou aqui na sandes... 
Escusado será explicar que nestas circunstâncias, as cachopas da tribo Dayak só acasalavam com primos do primeiro grau!
Para que as vísceras não fossem transportadas pelo mosquedo, com a introdução de novas tecnologias de ponta, inventaram-se fornos crematórios bastante sofisticados onde passaram a enfiar as cabeças!
Na Europa ocidental desenvolveu-se outra tribo que mais tarde se dedicaria à colecta de cabeças constituídas por ligas de cobre e estanho...
São os Cleptobronzes, minoria presumivelmente ambientalista que não se deixando mostrar ao povo, se organiza em pequenos clãs e em rituais secretos crema os bustos capturados pela calada da noite, extraindo-lhes o Cu 69, metal de massa atómica 63.6, mais-valia para sobreviverem acima das possibilidades, amealhando cobres complementares aos subsídios de reinserção, aleitamento e rendimentos mínimos que lhes são pagos pelos contribuintes que trabalham para os descontos da SS (Segurança Social) e afins.
Isto vem a propósito que sempre adiantada, inclusive na evolução antropológica do homo-sapiens inter pares, também a urbe abrantina possui os seus Cleptobronzes e vasto território onde poderão efectuar a limpeza étnica das figurinhas bronzeadas que salpicam a urbe...
Também há por aí algum alumínio a mais, ora na água da Concavada, ora nas torneiras da Bemposta, sendo-nos cobrado na tarifa de resíduos sólidos variável  à ordem de 0,1494€ por cada metro cúbico consumido , importância a vigorar no momento em que este post foi publicado...
Na urbe tubuca vai para dois anitos que o busto do benemérito Dr. António Augusto da Silva Martins resolveu sacrificar os seus prestimosos cobres em benefício dos Cleptobronzes, apeando-se discretamente do pedestal sito no Jardim do Castelo!
Se bem repararem o local está assombrado, acarretando bastantes dificuldades na captura de imagens...
Quanto a D. Francisco de Almeida, talvez os Cleptobronzes tenham algum receio em se ferirem no fio da espada porque segundo consta,  D. Francisco tem por hábito usar a espada para aparar os pelos da barba... Mas um dia, marcha.
Seguiu-se-lhe a esfinge de Nuno Álvares Pereira que arrastando dois pesos de consciência, um porque no sítio do Outeiro não cabia tamanho contingente de tropas em campanha que partiram para Aljubarrota como tem sido por aí alvitrado...
...e o outro porque a dita batalha não passou dum terrível massacre onde sete castelhanos preferiam ser incinerados numa fornalha de pão, a maltratados pela ala dos namorados que rejeitaram os préstimos amorosos da fogosa padeira Brites... De Almeida?
Uma feiosa do camandro!
Reza a estória que quando a fulana abria a boca ou as pernas, emanava um odor idêntico ao das cabeças da tribo Dayak!
Azar dos azares, os sete castelhanos foram agarrados pela Brites que alvoraçada por carência d'homem se lhes afilou aos bofes, acariciando-os com o seu dispositivo erógeno até não mais poder!...
Como a crise é grande e os Cleptobronzes andam à rasca de finanças que nem lhes chega pr’á gasosa dos bólides, aí pelo dia 20 de Maio resolveu o benemérito Actor Taborda, (vizinho da presidente do município tubuco cuja residência tem alarme armado e a dona muito insistido em referir o injustificado sentimento de insegurança da população que rege)... 
...doar o seu busto que há uma parga de décadas dormia ao relento no centro do jardim com a sua toponímia, contribuindo assim para o desafogo financeiro da tribo noctívaga.
Os Cleptobronzes têm futuro em Abrantes, podendo aproveitar os incentivos fiscais para microempresas na medida em que a recolha de artefactos, bustos e estátuas para posterior cremação será uma actividade inovadora, havendo muito serviço a desenvolver na região, senão vejamos:
Começando pela Praça Raimundo Soares, estão por lá três mulheres numa calhandrice pegada, não havendo meio de encherem os cântaros e enervando bué quem passa, por nunca se saber muito bem de quem estão a falar...
Descendo ao Largo Ramiro Guedes, caiu ali uma palmeira que há muito se mantém atravancada no caminho, não havendo serviço camarário que se preste à sua remoção do local...
Mais abaixo, a babosa estilizada ainda vaza a vista de alguém!!! 
Contradizendo a ordem natural, a planta tem as raízes amargunçadas na água desconhecendo os engenheiros urbanos que aquilo é um cactáceo da tribo dos aloés, planta carnuda que dispensa água, conservando-a no seu íntimo. A razão para que mantenham a babosa permanentemente humedecida talvez se prenda com as suas propriedades antioxidantes...
Cristóvão Colombo administrou-a aos seus marinheiros para lhes acelerar o trânsito intestinal...
Ora devido ao muro prantado onde há muito se destilam diarreias mentais, seria benéfico que o clã de Cleptobronzes levasse a babosa bronzeada dali para fora!
Mais ao lado, no Largo João de Deus, aquela minhoquice estrangeirada distinguida do ar só serve para levar pombos, pardais e outros passarões ao engano! 
O pessoal frequentador das feiras poderá confundir aquilo com porras recheadas, arriscando-se a quebrar os dentes numa trinca mal dada... É que o Senhor Diniz além de aposentado, agora está mais virado para a carripana Citroën da Calouste Gulbenkian e a literatura juvenil!
No enquadramento da tese de Colombo, cá a Companheira disse que estes bronzes poderão representar tripas de porco, alusivas aos enchidos de Rio de Moinhos... 
Pelo aspecto, provenientes do intestino grosso do suíno, seriam indicadas para confeccionar paios e morcelas de arroz... pondo-se igualmente em cima da mesa a hipótese das vísceras bronzeadas aludirem a tripas à moda do Porto ou ao bucho do Pego...
Porém, excursão de turistas muçulmanos que encarasse este sórdido cenário, entraria de imediato em estado de choque desatando em lamuriosos prantos de "ala a que bar!!!"e indo terminar nos serviços de urgência sistematicamente lotados  do Hospital Dr. Manuel Constâncio onde se desencadearia uma réplica do Ramadão no jardim adjacente e respectivos corredores...
Voilá, senhores! Para evitar situações constrangedoras, aqui os Cleptobronzes não terão mãos a medir.
Desde a maldição lançada ao petrificado Albanito que há trabalho redobrado na escadaria da Praça Barão da Batalha... 
Estão lá um dandy, um idoso caixa d´óculos e a Matri-Harka com o seu esquivo Albanito, ocupando o lugar dumas quantas pessoas que desejem assistir aos concertos jovens a despoletar-se durante o horário normal de trabalho, atroando os tímpanos dos fregueses e lojistas circundantes. 
Se bem o recordarem, este miúdo protagonizou uma rocambolesca aventura sem paralelo na região tubuca, tendo o trágico desfecho acontecido exactamente na Praça Barão da Batalha!
Aqueles bronzes permanentemente sentados no anfiteatro ao ar livre incorrem na prática de estacionamento abusivo sem dístico!!
Se algum dia depararem com esta situação, não estranhem... será naturalmente a bisavó dos Cleptobronzes fazendo horas extra, numa diurna...
Outra coisa que tem feito bastante confusão será a presença do caixotão cinzento e de testa verde, sitiado entre a boca-de-incêndio e o marco do correio, na extremidade sul da praça mais frequentada da cidade...
De repente aparenta ser uma máquina de jogos electrónicos como as dos casinos, mas não tem greta para enfiar a moedinha...
Depois já nos parece um televisor...
Estará alguém lá dentro a ver quem passa no largo?!
Será aquilo uma espécie de posto telefónico de SOS ao género dos que encontramos à beira das auto-estradas?
Talvez os engenheiros da autarquia tubuca tenham explicação plausível para tal mistério ou deva ser serviço mais indicado para  os sucateiros...
Mais ao lado por enquanto podemos encontrar o busto do General Avelar Machado que passaria despercebido se lhes tivessem deixado crescer o matagal em redor mas assim dá muito nas vistas. 
Sendo a constante manutenção do espaço envolvente uma grande dor de cabeça para a autarquia tubuca, recomendava-se aos Cleptobronzes regionais que para não perturbarem ao transito nas horas de ponta, executassem a recolha nocturna do conteúdo, poupando o General a insolações e a farfalhitas de pombo!
  Reparam na mulher contorcida junto à Biblioteca António Botto que nos faz lembrar uma ginasta, uma vitima de violência doméstica ou então uma pessoa embrenhada em profundos pensamentos? 
Com tanta gente por aí a pensar por nós, dispensa-se aquela imagem degradante podendo a tribo dos Cleptobronzes dar um jeito na coisa.
Descendo até ao Rossio ao Sul do Tejo encontramos a representação estilizada de uma embarcação fluvial movida à vela... 
Ora bem, com o açude desinsuflável atravancado no caminho, não há lampreia, charrôco ou fragata que suba o Tejo e só as fanecas vindas dos mares salgados o conseguindo fazer de carrinho, razão para que as âncoras estejam ali a mais! 
A faneca bronzeada pode ficar, se faz favor!
O busto do Soares Mendes causa-nos nervos miudinhos! 
Nunca se sabe quando é que ao apear-se dali, o homem apanha com um veículo embolado do Pego, que possa interferir na alavancagem do pé-de-cabra!!!
Indo até ao Tramagal, o que encontramos no Mirante?
O Comendador Eduardo Duarte Ferreira!
Com o fim da guerra colonial foram-se as Berliet’s enquanto da Roménia um engenheiro dissidente nos trouxe os Portaros!
Depois os Pajeros vieram do Japão e assim sucessivamente. 
Como não se  fartasse de bronzeados, o homem ficou para ali solitário, apanhando Sol e a pregar para o deserto!
Haja alguma complacência para com este busto!
O Doutor João José Alves Mineiro é o mais puro exemplo de como em casa de ferreiro, espeto de pau! 
Deveriam os autarcas deveriam estar cientes que nem só as vagens das favas secas provocam erupções cutâneas como também o algodão dos plátanos causa irritação, inclusive nas faringes das esfinges! 
Plantaram a lápide do médico no Ribeiro Seco, perto da praga de plátanos que vem sitiando o Jardim da República da vila convívio, ora vejam bem! 
Pelo homem ter sido o primeiro médico e benemérito da terra, não significa que esteja imune a essas árvores letais que debaixo para cima mais cedo ou mais tarde as raízes lhe irão castrar os fundilhos da lápide! 
A solução para evitar tanto sofrimento na esfinge que nem espirrar pode, passa por arrancá-la dali, missão dificuldade reduzida para Cleptobronze que se preze.
Na Concavada encontramos a cabeça de António Botto, o tal poeta que errou na profissão porque gostava de criancinhas e o primeiro homossexual a ter honras de ser oficialmente reconhecido pelo Governo da nação. 
Se o projecto da rota gay fosse avante, seria interessante incluir uma romaria ao Jardim António Botto, podendo aproveitar-se algum espaço para desenvolver o tal viveiro de broboletas que foi magicado para as estufas da Escola Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes... 
-A propósito, sabem onde é que o homem tem mais carne ao pendurão?
 Não sendo assim, o busto pode ser incinerado que não faz ali falta alguma!
Adiante que se faz tarde...
Dando uma volta ao bilhar grande, podemos constatar que a greta da ponte municipal que cruza o Tejo, a caminho das Mouriscas, se encontra reparada e devidamente coberta com uma grelha! 
Afinal aquilo foi o esfíncter do tabuleiro que se houvera devassado com o uso, tecnicamente designado por junta de dilatação!
Já na Mouriscas que é nome lindo para uma aldeia, damos com uma preciosidade cravada no canteiro fronteiro à da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes! 
É a esfinge do Professor Matias Lopes Raposo que ali está plantada!...
Aquilo não é tentação para Cleptobronze que se preze?
Ora reparem na atenção que este aluno dispensa ao seu mentor...
O homem ali, que nem um livro aberto... faltando-lhe as sílabas que presumivelmente terão condimentado uma sopinha de letras confeccionada pelos Cleptobronzes.
Certo que aquilo “é pedra” contextualizada aos mais recentes códigos de comunicação mas abstraindo-se ao evidente, o jovem entretêm-se com o sacana do gadjet! 
Haja quem lhe explique que os aparelhos electrónicos colocados junto aos órgãos genitais afectam negativamente a performance sexual!
Dizem que tais disfunções são influenciadas pelas radiações electromagnéticas.
Finalmente regressados a Abrantes damos com uma família inteira de bronzes constituída pelo pai, a mãe, a filha espigadota e um filho menor...
Reparem na atenção que os progenitores dispensam ao puto enquanto a cachopa parece olhar as gaivotas que esvoaçam no firmamento... 
Devia estar a adivinhar-se uma tempestade quando ficaram para ali petrificados...
Uma espécie de lava súbita cuspida do monte Vesúvio, ou coisa do género os terá surpreendido...
Cá o Cidadão ariscaria que os fulanos demonstram um certo desprezo pelos turistas...
Alguém os ameaçasse com os Cleptobronzes, que são implacáveis caçadores de bustos, eteceterital, e veriamos se essa famelga não assumia outra postura mais interactiva perante os transeuntes!
Cleptobronzes incluídos, seria necessário fretar um minibus para recolher a família inteira! 
Por exemplo... Olhem! A Busa serve bem para esses fins!
É a viatura de uma autarquia familiarmente responsável.
Para terminar a ronda pelas tasquinhas tubucas, a tribo poderá deslocar-se ao Quartel de Cavalaria e recolher a viatura que se encontra estacionada à entrada da porta d'armas!
Esse derradeiro serviço seria o sonho de qualquer Cleptobronze que se preze e o garante da reforma tribal, como se lhes tivesse saído o euromilhões e a terminação em simultâneo!
Ah! Pois.. Faltou a resposta para a tal questão... 
-É no talho que o homem tem mais carne ao pendurão!