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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os objectivos pretendidos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, padronizadas, politicamente correctas, adormecidas... ou espartilhadas por fórmulas e preconceitos. Embora parte dos seus artigos se possam "condimentar" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade de expressão" com libertinagem de expressão, considerando que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros"(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico, dinâmico, algo corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausado, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas incursões, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell). Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de interessantes sítios a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão abt com alguma dessas correntes... mas tão só a abertura e o consequente o enriquecimento resultantes da análise aos diferentes ideais e correntes de opinião, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais, válidos e úteis, dando especial primazia aos "nossos" blogues autóctones... Uma acutilância aqui, uma ironia ali, uma dica do além... Assim se vai construindo este blogue... Ligue o som e... Boas leituras.

domingo, 9 de dezembro de 2012

OS DESINTEGRADOS




OS DESINTEGRADOS


 Como quase todos já o sentimos na pele e na carteira, Portugal debate-se com uma crise económica e de valores, sem precedentes.
Nos tempos em que se dividia uma sardinha por três, as famílias não estavam tão encalacradas em encargos como agora e quase todas tinham um cantinho de terreno para ser cultivado. 
Semelhante a estes tempos difíceis só a décima que o eremita de Santa Comba cobrava na agricultura cerealífera e actualmente nos é a vigésima terceira...
Ah, pois, também não havia Internet para podermos desabafar estas cenas e a polícia fiscal de agora corresponderá a policia politica de então... embora existisse um departamento de polícia de açambarcamento para terem a certeza que as carruagens de sacas de farinha produzida nos moinhos portugueses, eram enviadas com toneladas de volfrâmio para enrijar o aço alemão... A liberdade de expressão era restrita pese hoje certos jornalistas irem parar ao ôlho da rua por noticiarem algo mais do que nos bastidores da informação lhes é aconselhado dar a conhecer ao pagode! Não os coibem mas põe-se-lhes a jeito... Macumbas sortidas, cenas dos Santos de Angola, pedidos de cedência de imagens de manifestações, divulgação das equivalências segundo o processo de Bolonha, ou tentar atravessar os corredores dos hotéis onde estão hospedadas as vacas sagradas do régime são factores passíveis de uns empurrões suplementares nas carteiras profissionais dessa malta que não se comporta.
Vinte anos volvidos vivendo acima das nossas possibilidades, bem à sombra dos dinheiros comunitários, chegou a hora da cobrança fiscalizada pelo trio dos homens do fraque que trimestralmente nos visitam... 
Viajassem de camelo e seriam os Reis Magos!
Assim, apenas nos presenteiam com a mirra...
Sim... porque nunca houve almoços grátis... apenas crédito.
No momento em que está a ser lavrada esta crónica algo pertinente e um tanto ou quanto incomodativa, dos 10.765.477 (dez milhões setecentos e sessenta e cinco mil quatrocentos e setenta e sete) habitantes governados por um punhado de tecnocratas, 5.587.300 (cinco milhões quinhentos e oitenta e sete mil e trezentos) representam a população activa e considerando que devido à austeridade imposta pelos senhores ministros servis aos espartilhos das oligarquias mundiais, entre os inscritos e os não inscritos, 1.367.000 (um milhão e trezentos e sessenta e sete mil) destes heróis se debatem com o flagelo do desemprego, da reinserção ou outros factores sociais, resulta em aproximadamente 4.220.300 (quatro milhões, duzentos e vinte mil) portugueses a sustentar o Estado a que chegámos, correspondendo a menos de metade da população residente no território nacional.
Pelo andar da carruagem, caminhamos para pouco mais de um terço de indivíduos contribuindo estóica e directamente para a máquina devoradora dum Estado insensível, cujos iluminados dirigentes pretendem em dois anos recuperar aquilo que foi desbaratado em duas décadas, sem entenderem que este portugalito não morrendo da doença, se arrisca a capitular com a overdose da cura!
Só um reduto de irredutíveis ministros é que não o entende porque sempre viveram alheios às dificuldades da sociedade que os rodeia, nunca sentido a austeridade dos outros na sua própria pele, genuflexinando-se à politica da Merkel!
Continuando assim, por cada dia vencido, 17 empresas e sociedades comerciais vão decretando insolvência ou falência, enviando dezenas de famílias para o desemprego enquanto outras, por longevidade e na impossibilidade de se conseguirem integrar na vida activa, deixaram de receber o subsídio de desprego, restando mercado para os templos de consumo que acusam retracção na reposição de stocks, mostrando os expositores ôcos, despidos, escoando a muito custo os escassos produtos rasando o fim de validade e notando-se a redução significativa dos operadores de caixa.
Os portugueses que ainda detêm poder de compra passaram a procurar os produtos de marca branca, respondendo prontamente aos apelos promocionais dos descontos, dos pontos e dos saldos antecipados à época...
-A coisa está preta...
Não pára de aumentar o número de famílias armadilhadas pela golpaça do consumismo que ora sobre-endividadas com o facilitismo do dinheiro de plástico que a publicidade enganosa e as compras por impulso lhes foram impingido pelos olhos dentro, se vêm em dificuldades económicas para honrar os seus compromissos, nomeadamente das prestações da casa, pagamento dos bens essenciais como sejam a electricidade, o gás e a água.
São aos milhões, os portugueses apanhados no turbilhão da recessão económica que vêm as suas vidas completamente desintegradas.
Outros tantos, funcionários públicos, debatem-se com a decisão estatal de serem colocados na prateleira, com horário zero, com licença sem vencimento ou rescisão unilateral de contrato, muitos seguindo a recomendação do homem da massa má, para que emigrem... que abalem daqui para fora...
Ainda se recordarão que saindo em defesa dos portugueses, a 23 de Março de 2011, foram alguns destes então deputados na Assembleia da República, quem chumbou o Quarto Plano de Estabilidade e Crescimento, vulgo PEC IV?
-Parece que passou bastante mais tempo... não é verdade, ó Companheira?
 -Repara no que te digo... Estamos a caminhar  de mal para pior...
Que os portugueses emigrem mas que depositem as suas economias na banca nacional e contribuam para os cofres deste Governo que resiste em cortar nas gorduras e insiste em recrutar novos quadros, são sugestões desta tropa, com o aval do Senhor Silva que recomenda à malta, fazer filhos!
Entre especialistas, equipas técnicas, secretários de estado, motoristas e outros colaboradores, já lá moram oitocentas e trinta nomeações distribuídas pelos job’s dos ministérios e outros organismos públicos, quase todos com o subsídio de férias e décimo terceiro mês salvaguardados nas alíneas dos contratos publicados em Diário da República e difundidos na Web!
Uma mina a explorar pelos boys acrescentados ou substituídos nos organismos públicos, entre os quais, alguns ex-blogger's contemplados pelo Relvas...
Nos dias que correm, constatamos que é fácil estes ministros mais troikistas do que a troika, alterarem uma alínea, um artigo, um decreto, um regulamento ou uma legislação de determinada matéria, justificando-se com as directivas da União Europeia, subjugando-se ao Banco Central Europeu, ao Fundo Monetário Internacional, à Comissão Europeia, às oscilações das petrolíferas e multinacionais que vão conquistando território com a arma mais eficaz do Séc. XXI - a financeira!
Porque a cavalo ganhador não se lhe muda o arreio, há outras leis que se arrastam por décadas sucessivas sem que alguém se atreva a tocar-lhes... Ou modificando-as, será no sentido de lhes acentuar as tetas ao amojo...
São leis que contemplam os desgraçados que chamados a tomar decisões pelo povo, acabando essas funções públicas anos depois, tendo o emprego, a reforma, as subvenções e o ordenado reservados, garantidos e... alguns autarcas de Abrantes não fazendo disso excepção.
Sim, porque suspendendo as suas profissões para se poderem dedicar à causa pública, sofrem efectivamente um revés nas suas vidas, um tal abalo que terá de ser colmatado da melhor maneira, mesmo que efectivamente requisitadas para grã-mestras guardiãs de múmias tubucas, jarrões gregos, sítulas romanas, figuras zoomórficas, ídolos oculados do calcolítico e outros artefactos etruscos da pedra lascada e polida!
Efectivamente, ao contrário da populaça que cai no desemprego, normalmente são fulanos que devido à sua aura política têm bastante aceitação no seu habitat natural, nunca se candidatando a coisa alguma mas apenas se ajeitando a qualquer coisa, fazendo enormes favores ao povo sendo requisitados para funções meramente administrativas nas áreas confinadas ao poder autárquico inté porque efectivamente, de entre as competências e as valências de muitos outros humanos, efectivamente jamais se encontrará algum desses com curriculum e experiência à altura de vestir os fatos que parecem estar confeccionados à medida! Efectivamente.
-Olha! Dois Hongshan zoomórficos... Bah! Que coisa + feia!
Em contrasenso, sendo a queda do tamanho da montada, ao terminarem as funções executivas, talvez devido à saudade tipicamente portuguesa e inadaptados às funções anteriores, estes senhores têm a possibilidade de repescar mais uns milhares de níqueis ao erário público que é como quem diz, vão-lo usufruir dos impostos esmiuçados à tal população que herculeamente conserva os empregos ancestrais e sacados aos cortes nas reformas, vencimentos e subsídios de férias e Natal dos cidadãos que auferem rendimentos inferiores aos dias do mês...
A estes senhores que pululam de função pública em função pública e decretam o corte do abastecimento de bens essenciais aos munícipes desintegrados que para além do mais, se sujeitam às tarifas domésticas, às taxas de passagem e ocupação e ao IMI-Imposto Municipal sobre Imóveis, dos mais elevados de Portugal, numa época em que por solidariedade para com as dificuldades passadas pelos munícipes, a maioria das câmaras deliberou baixar esses valores para o mínimo possível, talvez por solidariedade para com os esmiuçados, também estes senhores que pregam a moral nos órgãos de comunicação social se sentem desamparados, abalados e igualmente desintegrados da sociedade e do ambiente que os rodeia... 
Num gingle bells onde não há papel, a  autarquia cede um autocarro pago com o erário público para levar as meninas do Lar da Santa Casa da Misericórdia às compras de Natal a Lisboa, em detrimento do comércio do centro histórico da terrinha que as acolhe. São sensos e contrasensos... Não faz mal... Limpam-se ao jornal e metem-se as despesas com o transporte nas tarifas de saneamento dos Serviços Municipalizados de Abrantes.
Ex. VPC (vereador Pina da Costa)
 Incontornavelmente terá este Cidadão abt que lembrar o estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos, sendo bastante mais abrangente para os contemplados e dispendioso para os cofres do Estado do que aquilo que se nos aparenta e em certa medida nos são arredios...
Vem o dito desde 9 de Abril de 1985, sofrendo um acrescento a 18 de Agosto de 1995 o qual se refere a uma panóplia de benesses para os políticos, como por exemplo ajudas de custo, despesas de representação, viatura oficial, subvenções mensais vitalícias para quem tenha mais de doze anos consecutivos ou interpolados de casa, cumuláveis à pensão de aposentação ou de reforma e ainda um subsídio de reintegração para os infelizes que não atingiram os doze anos de serviço em favor da cousa pública, sendo-lhes suspenso tal consolo desde que requisitados para gestores públicos ou dirigentes de institutos púbicos autónomos, como por exemplo presidentes de conselhos administrativos de serviços municipalizados ou coordenadores de parcerias museológicas de cariz público, se não fôr decorrido o dobro do período de reintegração, caso em que terão de devolver metade do valor dos subsídios...
Parte-se do princípio que os desintegrados cá do feudo tubuco exerceram funções de vereadores e de vice-presidentes de câmara durante uma parga de anos e assim que largaram o poleiro administrativo requereram imediatamente o valor de um mês do ordenadão que auferiram por cada seis de casa, acumulando nas onze parcelas a módica quantia de €30.000 (trinta mil euros) que lhes preencheriam a palmilha no sapatinho deste Natal... e que entretanto foram desinquietados para outros cargos públicos, os quais, pese a pouca vontade, fizeram o obséquio em aceitar, só agora sofrendo a afronta das requisições terem sido dadas ao intrasufrágio municipal, arriscando metade das importâncias inicialmente estimadas.
Hum...
Interessante estratégia da presidenta do Céu...
Tal como Pilatos, daí lavando suas alvas e pequenitas mãos...
Enquanto muitas famílias não vão ter oportunidade de trocar prendas, para assim poderem liquidar as continhas da água e de grosso modo contribuírem para a inclusão de tão desintegrados senhores...
-A população abrantina deverá ser informada sobre estas coisas quão banais e corriqueiras ou deverá tal assunto quedar-se pelos bastidores da autarquia, ficando guardado no segredo dos confrades?!

sábado, 24 de novembro de 2012

AGRURAS


AGRURAS

   Depois de prolongado retiro na residencial sénior de Belém, comunicando esporadicamente com alguns portugueses seus amigos através do facebook e naturalmente por intermédio das tecnologias de informação, recebendo indagações sobre o seu existencialismo e estado de saúde, se bem quando o Exmo. Senhor Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva, num passe de mágica apareceu em Espanha, amparado pelo homem de massa má e pelo sujeito passivo que numa atitude geriátrica lhe terão trocando o pin da bandeirinha portuguesa por uma coisinha redonda, azul e douradinha igual às outras da XXII Cimeira Ibero-Americana, prevenindo a situação para que depois de uma rapidinha ao dãã-bliú-cê de Cádiz, o adereço nacional não se lhe apresentasse subitamente invertido na lapela e como sabereis, um homem prevenido... vale por dois... 
Não fosse igualmente o Senhor Silva entrar em desnorte, perder-se algures em território castelhano e enveredando por errante caminhada, apenas viesse a ser achado meses adiante, entornando bué da litrosas numa desbunda de vacaciones da Páscoa, e em ritmo techno, dançando desenfreadamente a Lambada com as fogosas moçoilas de Lloret de Mar !!...
É um risco acrescido das pessoas com doença de Alzheimer que as torna confusas, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta, acabando por não se reconhecer a si mesmas quando abismadas frente ao espelho...
Para retardar esta patologia degenerativa recomenda-se pois que num acto de cidadania activa, é recomendável que volta e meia o povo se junte frente à residencial sénior de Belém e bata em latas, tachos e panelas vazias, que sopre em vuvuzelas, accione shelltoxes de ar comprimido, liberte um ou outro petardo, grite e escreva frases garrafais em faixas de considerável dimensão e mostre as mamocas ao Senhor Presidente...
...para assim estimular os órgãos sensoriais do guardião da Constituição da República, contribuindo para que o senhor se mantenha o mais consciente e lúcido possível e de quando em vez possa chegar-se à janela acenando solenemente ao povo omnipresente, que nem um Papa do Vaticano em plena bênção do Urbi et Orbi!
O Relvas e o Macedo darão um jeito nas policias para aguentarem duas horas a levar na pinha, aguçando a sua eficácia no ordenamento do território envolvente... e assim exorcizarem o hábito fatela de se unirem ao povo que participa nas manif's!
A exposição ao público foi andando menos mal enquanto o chefe de estado do sítio português foi abrindo e fechando a boca sem algo de concreto balbuciar, até chegado o momento em que resolveu pronunciar-se sobre o que lhe ia nas mágoas...
Os ouvintes não contariam porém que dentro de si, o Senhor Silva guardasse rancores de décadas, talvez a mais plausível razão para o sepulcral silêncio que antecedeu as suas palavras públicas ficando os portugueses sabedores que as agruras do Senhor de Boliqueime se prendem a azedumes com o primeiro-ministro que se manteve empoleirado na República Portuguesa entre os anos de1985 e1995 do século passado!
Azedume é um sentimento que se arrasta e dói sem se ver...
Ferida que dói e não se sente... 
Um contentamento descontente, uma dor que desatina sem doer... Um não querer mais que bem-querer e solitário andar por entre a gente e nunca contentar-se de contente e cuidar que se ganha em se perder... Um querer estar preso por vontade e servir a quem vence e ter quem nos mate a lealdade...
Onde é que cá o Cidadão abt já leu isto?!
Ah! Foi qualquer coisa escrita pelo Luís Vaz de Camões... que via mais só com um ôlho do que muita gente vê com os dois!
Posteriormente à cimeira, falou o Senhor Presidente da República Portuguesa na sessão de abertura do 22ºCongresso das Comunicações, esperançado que os Bavas, os Belmiros e osTónhos lhe oferecessem uns quantos cartões e pen’s com plafond’s de minutos para gastar no gadjet pessoal, assim seleccionando o facebook com os info-íncluídos que ainda detêm uns tostões no fundilhos das algibeiras para aceder a essas tretas da Internet:
 
“Numa altura em que urge criar riqueza no país e gerar novas bases de crescimento económico, é necessário olhar para o que esquecemos nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria, com vista a produzirmos, em maior gama e quantidade, produtos e serviços que possam ser dirigidos aos mercados externos”.

S'tá desta côr porque o discurso foi cinzento e radicalmente implacável para com o seu antecessor ministerial!
À primeira impressão ficamos a saber que o chefe do estado a que isto chegou se esqueceu do que se passou neste rectângulo durante as últimas décadas, confirmando que dia após dia, o seu estado de senilidade se vem acentuado de sobremaneira, ao considerar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e da indústria, numa excelente indirecta ao primeiro-ministro que à época governara esta jangada!
Ora toma lá que é para abrires a pestana!
Aí sim, o Senhor Silva tem sobejas razões para malhar forte e feio no visado!
O fulano que a seu tempo possuiu as rédeas da República Portuguesa e cujo nome de momento não vem à idéia, porque pese hiperactivo, também este Cidadão começa cedendo a sérias complicações de saúde, ora bem, em antecipação às leis pseudo-comunitárias, o tal cromo resolveu mandar calibrar os tomates, as laranjas, as maçãs e os kiwis cultivados pelos portuguesitos, mandou alargar as malhas das redes e reduzir as frotas de pesca e, com o dinheiro enviado pelas oligarquias comunitárias de cariz invasor, subsidiar replantações intensivas de umas quantas espécies arbóreas e transgénicas e ainda sob a égide do desenvolvimento de uns quantos banqueiros amigos da usura transcontinental com crédito em paraísos fiscais, incentivar ao consumismo desenfreado e ao fartar vilanagem que levou à iminente capitulação do actual estado critico da nação, suspeitando-se que o tal fulano, para poder escapar a tão acintosas criticas, agora andará escondido algures entre os reposteiros de algum palácio!
É evidentemente a isto que o big-boss da boina se refere e como tal, tenha fortes razões para alimentar ódios figadais pelo seu antecessor que na tal década se iniciou na gloriosa fornicação da soberania nacional, dando azo à conjuntura que coloca o actual Presidente da República na situação periclitante que agora, fulo de todo, o faz andar às aranhas!
Está previsto que com a chegada do final do ano, o idoso mais experiente de Belém desabafe estas agruras remanescentes do passado no prefácio do seu próximo livro de intervenções, Roteiros VII a saltar para as bancas nos primeiros meses do ano de 2013!
No esforço de recuperação da memória a longo prazo, recomendam-se ao senhor Silva tomas diárias de Cerebrum! Aguardemos expectantes por um exemplar!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RESPONSÁVEL !



RESPONSÁVEL !

  No Auditório Nacional dos Municípios em Coimbra, a Câmara Municipal de Abrantes recebeu no 24 de Outubro do anno da graça de 2012 pelas 17 horas, a honorável distinção por ser uma das trinta e cinco autarquias mais responsáveis do Pais! Exactamente!... Bué! Bué da responsável! E se de facto isto é assim uma cena tão responsável, logo há que parabenizar a circunstância! Ora vamos a isto, que se faz tarde!
O Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis, uma das famosas gorduras institucionais que nos minguam o ordenado, galardoou a prática de política familiar incrementada pela autarquia abrantina, talvez por ter sido responsável pelo fiasco do projecto da Clínica Ofélia e pêlos trinta centímetros de apêndices capilares depositados sobre a mesa das reuniões autárquicas... responsável pelo contrato manhoso e posteriores cronogramas (leia-se “tangas”) negociais incondicionalmente propostos pelo promotor da famigerada e prometida fábrica "RPP" de painéis solares no casal algo curtido em marinada de vinagre... responsável pela eutrofização do Àquapólis devido à overdose de nutrientes e coliformes fecais provenientes dos esgotos urbanos e afins... responsável pela cobrança de elevados valores no consumo de água, esgotos e seus derivados... responsável pela transacção da horta do Ponces, na Quinta da Arca D'Água... responsável pela deslocalização forçada das crianças da Escola Primária de São Facundo para o Centro Escolar da Bemposta... responsável pela degradação da Piscina Municipal e subsequente alienação por tuta e meia a um particular... responsável pelo golpe de rins no projecto de construção do Hotel do Barro Vermelho... responsável pelo negócio da china com o Edifício Milho resultando no lucro de milhões de euros para o Grupo LENA... responsável pela desproporção das verbas na contratação de serviços publicitários atribuídos aos órgãos de comunicação social pertencentes ao Grupo LENA... responsável pela paralisação da dispendiosa construção do mercado diário num declive de terreno, energéticamente oneroso e lesivo à conservação do património histórico, havendo por perto extensão sobeja de terreno plano onde o reedificar... responsável pelo projecto do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes que abortou por razões óbvias de inviabilidade económica, paisagística e historicamente descontextualizado... responsável pelos parâmetros do sentimento generalizado de insegurança que se disseminou pelo concelho e só é considerado efectivo quando toca à porta dos edis... responsável pela construção de um campo de basebol de utilidade esporádica... responsável pela inoperância face à expectante derrocada de imóveis devolutos do tecido urbano e... responsável pela construção precipitada dos centros escolares sem controlo da qualidade dos materiais aplicados, carecendo de reajustamentos e obras de requalificação ao fim de escassos meses de utilização, deixando os acessos impraticáveis...  Haja galardão!
Serão estes parâmetros indubitavelmente suficientes para que Abrantes mereça lugar de destaque no universo dos municípios considerados “Autarquia + Familiarmente Responsável 2012” sobeja razão das cordiais felicitações pela coisa mais ou menos pr'ó popular, sendo que juntamente à Nacional e à Municipal, a bandeirola verde desfraldada na frontaria dos Paços do Concelho ficará sempre bem como sinónimo de esperança...
-Ou o galardão não teria sido atribuído por tais razões?!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

INFILTRAÇÕES


INFILTRAÇÕES

Chegou o Outono e com ele vieram as precipitações atmosféricas. E quando chove... chove nos quintais, chove nos campos e nas cidades, chove nas aldeias e nos jardins, chove nas ruas, chove nos caminhos, e chove nos centros escolares!
Muita água correu debaixo das pontes durante as ultimas legislaturas administrativas, outra tanta se continuando a meter no Parque Escolar e tal como outros, o Centro Escolar de Rio de Moinhos inaugurado a 10 de Junho deste ano, não é excepção!
Blocos de arquitectura mameluca característica das regiões secas, concebidos à base de painéis pré-fabricados conjugados em jogos monocromáticos de panos verticais desprovidos de revestimento acústico que reflectem a propagação das ondas sonoras, terraços planos atravessados pelo aquecimento solar e desprovidos de isolamentos e sistemas eficientes de drenagem das águas pluviais que escorrem pelo interior das paredes, gotejando dos tectos sem revestimento, recintos cobertos de areias empapadas em charcos de água onde as pessoas se atolam, pavimentos interiores em PVC e linóleo que encapelam às primeiras humidades, portas disfuncionais providas de maçanetas biodegradávelmente inadequadas às mãos infantis, caldeiras de água quente e terminais de gás a carecerem de reparações e reajustamentos, todas estas deficiências registadas no intervalo de tempo inferior ao parir de um moço!
Entre outras obras monumentais, assim foram construídos os centros escolares que nós contribuintes, pagamos com juros elevados aos agentes financeiros intermediários do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, cujos materiais orçamentados ficaram aquém das quantidades e qualidade desejadas, mas o seu valor decerto depositado nas contas bancárias de alguns senhores e os projectos confinados a outros!
Como o ciberleitor já deve ter entendido, não só chove no exterior como também no interior dos centros escolares!
-Dentro e fora... Percebeu?
Quer-se dizer... Chover como na rua, não chove, mas que escorre e pinga, lá isso pinga!
Presume-se que entretanto as edis do município abrantino se desloquem ao Japão a fim de encomendarem dezenas de pares de galochas brancas para a invernia e por cá firmem contractos exotéricos com entidades paranormais para que debaixo de tecto, os garotos possam usufruir imunidade no guarda-chuva aberto sem que para tal se exponham a azares maiores!
Blogger que se preze, tenta averiguar as situações assinaladas pelos seus concidadãos e como um azar nunca vem só, ao deslocar-se ao local em apreço, este praça acabou por encharcar as peúgas nas irregularidades empoçadas das ruas do Azinhal e Visconde da Abrançalha que acedem às instalações do Centro Escolar de Rio de Moinhos sem por lá ter achado uma bruxinha como a que esvoaça aqui um pouquito mais acima!
Ou porque o alcatrão está caro ou o orçamento se esgotou no projecto ficando descurada a repavimentação após a instalação das cablagens e canalizações, o certo é que o traçado sem passeios e o estado de conservação daquelas artérias deixa muito a desejar, perigando a circulação de veículos e pessoas, retratando a urgência na concretização do projecto socratino a que dão serventia.
Sugere-se pois que neste tempo de vacas escanzeladas, a edilidade abrantina realoje os petizes nas velhas escolas primárias outrora erigidas pelo Estado Novo e accione a garantia de construção para obras de correcção dos acabamentos nos centros escolares ou, na hipótese da empresa construtora contratada por ajuste directo ter declarado insolvência, que a edilidade invista mais uns milhares de €uros dos contribuintes em alterações e remodelações, havendo que aproveitar enquanto formos cinco milhões e meio de indivíduos no sustento da colossal máquina sugadora de impostos!

domingo, 14 de outubro de 2012

CRITÉRIOS


CRITÉRIOS

  Se a memória não nos atraiçoa, no transacto Agosto deste ano a presidência da Câmara Municipal de Abrantes rejeitou a proposta de um industrial requalificar a Quinta da Viscondessa do Tramagal para fins de turismo rural, sita na Abrançalha, rejeitando o projecto com anos de análise, alegando haver excesso de oferta turística na região abrantina.
Ao fim de dois meses, a mesmíssima presidência da câmara tubuca viabilizaria um projecto privado para requalificação da piscina degradada e demais terrenos adjacentes a ocidente do cabeço do Alto de Santo António, porque subitamente se registou escassez de oferta turística em Abrantes, concluindo-se que ao fim de sessenta dias o custo de vida dos portugueses e demais povos europeus sofreu um desagravamento substancial na medida em que a deliberação por unanimidade de 8 de Outubro de 2012 aprova a alienação do terreno da Piscina Municipal com área de 4685 metros quadrados confinantes ao Hotel Turismo de Abrantes, pelo preço simbólico de 5.856,25€, o que resulta qualquer coisa como 1,25 € por metro quadrado, sob o pressuposto de:
 “não existirem em Abrantes, equipamentos similares suficientes para a procura de alguma exigência de serviços, nem disputa entre os operadores nas ofertas para captação de fluxos turísticos e por se considerar a existência do hotel como fonte de permanência temporária de visitantes, com benefícios diretos no tecido económico local”...Cita-se.
-Bah! Que diferença é que isso faz à minha vida?
Observarão os absortos por outros valores...
É que os espaços adquiridos a peso de ouro e posteriormente vendidos a preços simbólicos pela administração pública custam o emprego e os olhos da cara aos contribuintes, razão mais do que suficiente para que hoje estejamos a pagar os devaneios e as mordomias de uns quantos fregueses da nação, traduzidos em enormes impostos equacionados pelo senhor Valium!!!
-Um peso, duas medidas.    
Suporão os mais atentos...
Para o empresário da Abrançalha, a autarquia entendeu que o negócio não se justificava por escassez de procura enquanto a alienação a preços simbólicos da piscina e terrenos limítrofes para alargamento das infra-estruturas do Hotel de Turismo, a bonda da procura é razão de sobra, assumindo a dualidade de critérios diante de situações idênticas, justificando as medidas de acordo com as conveniências.
Depreende-se que na Piscina Municipal foi aplicada a política da terra queimada que devido ao desmazelo, a autarquia tubuca deixou os equipamentos chegarem a adiantado estado de degradação, ao ponto de atingirem o pseudo “valor simbólico” inferior ao Valor Base atribuído pelos avalistas fiscais do Imposto Municipal sobre Imóveis, mesmo que o dito cujo espaço se sitiasse no Vale de Tábuas!
Consta do contrato que num mínimo de trinta anos, a Piscina Municipal será reactivada e recuperados os espaços verdes envolventes, posteriormente disponibilizados ao público.
Como é fácil de entender a qualquer leigo, a exploração feita por uma empresa privada e auto-sustentada envolve margens de lucro bastante superiores às necessárias para a manutenção dos equipamentos e mão-de-obra, cujo bilhete de ingresso se traduzirá em elevado custo para o banhista, ficando seleccionadas as acessibilidades ao público em geral tal como sucede noutros estabelecimentos hoteleiros de gabarito privado.
Compreende-se que a autarquia pretenda dinamizar o centro histórico consolidando a permanência temporária de numerosos visitantes e nesse âmbito cá este rapaz sugeria que à semelhança do edifício Milho deitado aos pombos...
...a presidência da Câmara de Abrantes adquirisse o moribundo complexo hoteleiro, com piscina incluída, fronteiro à Central Termoeléctrica do Pego...
... e por tuta e meia o alienasse à dona Maria da Conceição, vulgotia Kikas”, empresária sobejamente conhecida do Vale de Santarém, dinamizando ali um espaço hoteleiro de oferta turística, lúdica e multi-funcional onde tranquilamente se introduziriam singelas bolinas nos buraquinhos de golfe...
...e nele caberão magistrados, ex-presidiários, deputados, pescadores, advogados, trolhas, arquitectos, magalas, marinheiros d'àgua doce, polícias, médicos, coronéis, agricultores, estudantes, pastores, engenheiros, idosos, labregos e outros tantos adolescentes bexigosos resgatados à puberdade, que buscarão um peito amigo com quem desabafar, atraindo inúmeras excursões de portugueses, espanhóis, magrebinos, nipónicos e outras ofélias em busca de conforto e aconselhamento psicológico para males de amor, complicações matrimoniais, problemas financeiros, distúrbios hiper-testosteronais e bicos de papagaio, lá disponibilizando moçoilas poliglotas, especializadas na dança do varão vermelho e licenciadas em psicologia, enfermagem, medicinas alternativas, docência, fisioterapia e outras valências distintas...
...todinhas certificadas pelos técnicos do Instituto de Emprego e Formação Profissional, culminando na enorme afluência turística e consequente alavancagem da região, colhendo benefícios directos para o tecido económico local e substancial contributo para introduzir Abrantes na rota das pedras lascadas, polidas, gravadas, esculpidas e talhadas dos visionários ibéricos...
...tornando-se uma mais-valia para as associações de estudantes e consistindo num forte incentivo à concretização do projecto industrial no vizinho Casal Curtido onde do alto da sua virilidade financeira, o esquivo RPP O Cowboy Solar se propõe incrementar a tal fábrica de painéis fotovoltaicos com cento e vinte sanitas e zero emissões de maricas que dariam cabo do ozono, recuperando o epíteto de "capital da energia".
 -O que faz correr Sammy?

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A IN.VERSÃO


A IN.VERSÃO

Retratando o actual estado de Portugal, o espírito dos nossos governantes e a inversão de valores desta nação... 
? ? ? ...levou a que na varanda dos Paços do Concelho alfacinha, exactamente  pelas 9 horas e 49 minutos da matina de 5 de Outubro de 2012 sua irreverência o Ex.mo Senhor Presidente da República Aníbal Cavaco Silva assinalasse a solenidade do momento ao hastear a bandeira nacional com o escudo invertido, decerto anunciando que o território está ocupado pelas oligarquias internacionais e fazendo-se substituir ao Darth Vader do movimento 31 da Armada.
Dois likes para o povo...
As cerimónias de comemoração da Implantação da República decorreram em ambiente restrito ao Pátio da Galé, apenas perturbadas por duas infiltrações populares que ludibriaram a segurança apertada, uma das quais, Ana Maria Pinto, exímia soprano lírica, intervindo com a cantata "Firmeza," da autoria de Fernando Lopes Graça e letra de João José Cochofel... na tentativa de espantar, afugentar, expulsar os ratos da Galé... 
...e Luísa Trindade dando voz a milhões de portugueses, ao queixar-se que de reforma aufere menos que a vigésima parte da brutal remuneração e demais mordomias dum ministro, enquanto o primaz foi até Bratislava reunir-se aos amigos de coesão... e a Malta, juntar-se claramente ao passivo do coração.
"Sem frases de desânimo, nem complicações de alma, que o teu corpo agora fale, presente e seguro do que vale. Pedra em que a vida se alicerça, argamassa e nervo, pega-lhe como um senhor e nunca como um servo. Não seja o travor das lágrimas capaz de embargar-te a voz, que a boca a sorrir não mate nos lábios o brado de combate. Olha que a vida nos acena para além da luta. Canta os sonhos com que esperas, que o espelho da vida nos escuta."

Firmeza -  João José Cochofel