.

.

Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que a sua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os objectivos pretendidos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, padronizadas, politicamente correctas, adormecidas... ou espartilhadas por fórmulas e preconceitos. Embora parte dos seus artigos se possam "condimentar" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade de expressão" com libertinagem de expressão, considerando que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros"(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico, dinâmico, algo corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausado, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas incursões, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell). Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de interessantes sítios a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão abt com alguma dessas correntes... mas tão só a abertura e o consequente o enriquecimento resultantes da análise aos diferentes ideais e correntes de opinião, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais, válidos e úteis, dando especial primazia aos "nossos" blogues autóctones... Uma acutilância aqui, uma ironia ali, uma dica do além... Assim se vai construindo este blogue... Ligue o som e... Boas leituras.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CONSTRANGEDOR


CONSTRANGEDOR


Sete são as cores do Arco-Iris, sete são os dias da semana, sete são as virgens de Alá, sete são os pecados mortais, sete são as saias da mulher da Nazaré, sete são os olhos de Belzebu, sete colinas tem Lisboa e sete foram os selos de Judá.
Pelo menos durante esta quadra carnavalesca, os abrantinos e demais visitantes poderão estacionar as suas viaturas sem constrangimento e à borliú em todo o centro histórico da cidade de Abrantes!
É que no transato dia 16 de fevereiro a ASAE fez uma visita turística ao centro histórico procedendo ao encerramento dos sete parquímetros espalhados pela urbe que careciam da respetiva vistoria técnica desde finais de Dezembro de 2011, acabando por não testarem a autenticidade do Hufu e restante espólio arqueológico do Museu Ibérico.
Recém regressada da geminada Hitoyoshi, presidente da câmara lamentou-se que se trata de uma situação constrangedora para a autarquia, refutando responsabilidades na matéria e remetendo-as para a empresa a quem compete efetuar a manutenção dos papa-euros direcionados aos cidadãos que arribam ao morro para na sede da autarquia tratarem de assuntos administrativos relacionados com as suas vidinhas!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O TRANGLOMANGO


O TRANGLOMANGO

Sendo um exímio escrevinhador de disparates, cá o Cidadão abt aproveita esta deixa para digitar mais uma crónica meio marada, desta feita, baseada em puras conjeturas e meras suposições, cuja semelhança com a realidade não passará da mais elementar coincidência.
Vamos supor por exemplo que existia um Centro Hospitalar com área de influência em determinada região, composto por três edifícios equidistantes em cerca de trinta e quatro quilómetros, estando um localizado em Torres Novas, o segundo em Tomar e o terceiro em Abrantes, cujos colaboradores, desde o sector administrativo, pessoal auxiliar e equipas médicas e de enfermagem seriam excelentes profissionais, extremamente prestáveis e inexcedíveis no trato para os tais que só se lembrariam de Santa Bárbara quando trovejasse e nos momentos aflitivos estariam mais impacientes do que pacientes com a tempestade no canal...
Palpitemos agora que cada uma destas três unidades hospitalares se encontraria limitada à prestação de determinadas valências...
Ou seja, aquilo que se trataria numa, não se retrataria nas restantes...
Suponhamos por exemplo que entretanto dava um tranglomango a qualquer cidadão, ali à Alameda Um de Março da cidade de Tomar, precisamente a quatrocentos metros do quartel dos bombeiros e a dois mil metros do hospital local...
 Vamos imaginar que para sua salvação, um dos transeuntes solicitaria os imprescindíveis serviços de emergência médica...
-Aqui funcionam as articulações...
A chamada de emergência para 112 seria atendida na Central de Emergência da Policia de Segurança Pública que caso assim o justificasse, a reencaminharia para o CODU que consistiria num Centro de Orientação de Doentes Urgentes, sob a tutela do INEM que seria o Instituto Nacional de Emergência Médica, sito em Lisboa, onde o senhor doutor do call-center injetaria uma triagem de questões ao interlocutor, tomando quatro vertentes por suporte, nomeadamente a situação clínica da vítima a fim de se efetuar a seleção dos equipamentos e meios a enviar, a proximidade e quais as acessibilidades ao local da ocorrência... 
Interrogatório para um lapso de tempo de três a cinco minutos de conversações, isto na melhor das hipóteses...
Conjeturemos por exemplo que devido a complicações cardiovasculares, o desafortunado utente necessitaria de assistência médica imediata...
Alvitremos que para estas situações, o CODU-Centro de Orientação de Doentes Urgentes, entraria de imediato em contacto com a única base da região, onde se encontrariam estacionadas as equipas médicas da VMER-Viatura Médica de Emergência e Reanimação que se poderia localizar por exemplo a cerca de trinta e cinco quilómetros do local da ocorrência, nomeadamente nas portas do cavalo do Hospital de Abrantes...
 Por sua vez, depois do lapso de tempo necessário para a tripulação se recompor, desperdiçaria uns escassos vinte minutos a transpor o Vale do Zêzere, voando baixinho e em duas rodas, isto é, se entretanto a viatura não encontrasse empatas móveis ou imóveis e não se espatifasse pelo caminho o que resultaria na dilatação do tempo previsto...
Alvitremos que entretanto o aziado freguês necessitaria ser transportado de urgência...
Por exemplo para o Hospital de Torres Novas sito a vinte e cinco quilómetros e a quinze minutos do local, onde lhe seriam prestadas as valências necessárias à convalescença...
Nesta situação, entretanto o CODU-Centro de Orientação de Doentes Urgentes também haveria solicitado à instituição mais próxima a cedência de uma unidade móvel “tipos” Automaca com Suporte Básico de Vida...
Imaginemos que devido aos cortes financeiros implementados pelo impiedoso Governo da República, essa instituição estivesse a tenir em indisponibilidade de meios logísticos e a viatura operacional indicada para esse fim se encontrasse a efetuar outro serviço...
-Prontos! Está bem! Não vamos ser tão pessimistas...
 Se relativamente à ocorrência, pelas ruas Carlos Campeão e Amorim Rosa, o Quartel dos Bombeiros Municipais distasse trezentos e setenta metros, a tripulação desperdiçaria um pequeno lapso de dezoito minutos de tempo, desde a escorregadela no varão até o alcance da vítima, distancia que dois escuteiros a penantes, de bornais a tiracolo, maca de lona nas unhas e articulações desenferrujadas, levariam cerca de quatro minutos a vencer...
-Nada mau...
Para o efeito, de nada lhe valeria uma Viatura de Suporte Básico de Vida sem a presença da tripulação da VMER-Viatura Médica de Emergência e Reanimação...
Apenas serviria para praticar o“rendez-vous” que consistiria no transporte da vítima após uma estabilização primária, indo ao encontro da equipe médica que entretanto teria progredido meio caminho...
Imaginemos que em tão curto lapso de tempo, o freguês se aguentaria à bronca sem transpor os portões de São Pedro...
Nesta hipótese seria emalado na Viatura com Suporte Básico de Vida que, perseguida pela VMER-Viatura Médica de Emergência e Reanimação, avançaria direito ao Hospital de Torres Novas onde encontraria a valência adequada à sua situação clínica...
Portanto, para este caso hipotético teríamos um tempo de espera de cerca de vinte e três minutos desde a participação da ocorrência até à chegada da primeira viatura de socorro, trinta e cinco minutos a aguardar pela equipa médica que gastaria mais dez minutos com o diagnóstico, estabilização e preparos para a viagem, em suma, seriam contabilizados uns escassos oitenta minutos, (uma hora e vinte minutos) desde a participação do trangalomango até o protagonista dar entrada na valência correspondente às suas necessidades...
Se entrementes o impaciente não registasse estabilização, seria requisitado o Agusta que mais chegadinho aos domínios celestiais o recambiaria para um Hospital Central de Lisboa, Porto ou Coimbra.
Calculemos que o incidente sucedia numa aldeola recôndita da área de influência do Centro Hospitalar do Médio Tejo...
Na freguesia da Serra, do Concelho de Tomar...
Vamos escolher um hipotético local próximo das águas do Zêzere...
O tranglomango dar-se-ia por exemplo na povoação de Vila Nova, com o Souto de Abrantes testemunhando os factos na outra margem da albufeira do Castelo de Bode...
Só para termos uma idéia do tempo que gastaria e da distância percorrida pela VMER-Viatura Médica de Emergência e Reanimação que disparasse em voo rasante desde o Hospital de Abrantes...
Evitando dar o grande giro pela A23 via nó da Atalaia que seria andar para trás e perder tempo, a viagem resultaria nuns escassos trinta e cinco minutos investidos a percorrer os cinquenta e três quilómetros, trinta e cinco destes descevendo contracurvas, somados ao tempo desperdiçado com os preparos, telecomunicações e afins.
Poderíamos arriscar que estes timings seriam advindos de teóricas conjeturas na medida que em termos práticos, se estenderiam em aproximadamente trinta pontos percentuais caso o trânsito regional optasse por evitar as portagens e ao intensificar-se nas vias nacionais e municipais, mostrasse dificuldade em se arrumar... 
Registo fotográfico da ocorrência a 16/2/2012 pelas 11h50m no cruzamento de Vale de Rãs, cerca de trinta e seis horas após a publicação deste post.
Situação agravada se, afim de satisfazerem as exigências de contenção económica, as hipotéticas reestruturações administrativas do Estado e afins, mobilizassem os habitantes dos distintos centros urbanos a deslocarem-se diariamente para fora da sua zona geográfica de conforto...
Poderia esta articulação de meios prever a disponibilização de uma LMER-Lancha Médica de Emergência e Reanimação...
Calculemos que o tranglomango acontecia no Espite, uma aldeola do concelho de Ourém e já eram cento e sessenta quilómetros bem batidos ou por exemplo o tranglomango se desse em Dornes, um idílico cantinho do concelho de Ferreira do Zêzere, metiam-se aproximadamente uns módicos cento e cinquenta quilómetros na viatura até a bendita regressar à base...
-Contas simples...
Para a VMER-Viatura Médica de Emergência e Reanimação, seria questão para elevar as estimativas de tempos e distâncias para o dobro...
Suponhamos que toda esta articulação se deveria a uma racionalização de meios devido a uma gestão tecnocrata e economicista, que resultaria em riscos acrescidos para os utentes do Médio Tejo.
-Na verdade isto nunca aconteceria pois não passa de meras conjeturas sem fundamento de alguém com imaginação fértil que resolveu fazer um ensaio literário na blogosfera, porque todos nós estamos cientes que a realidade efectivamente é bem diferente e que sob a tutela do Ministério da Saúde, o Centro Hospitalar do Médio Tejo tem colocado as pessoas da sua área de influência em primeiro lugar.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O RPP SOLOU!


O RPP SOLOU!


Naqueles tempos em que a máquina poedeira do casino europeu despejava jackpots de €uros, havia um Barão Vermelho que se dedicava aos romances comunitários dos milhões!
De galanteio em galanteio, puxando pela alavanca da maquineta, aquele cowboy fotovoltaico ia jogando nos condados dali e daqui...
Foram fnac’s descartáveis e retail’s de usar e deitar fora...
Era o tempo dos negócios encantados de, por meia pataca adquirir os bens das reinações para depois serem vendeidos por mil milhões...
Rasando os moliceiros em que a maquineta das patacas lhe despejou mais uma catréfada de €uros moles e os pinhais da Leirena de onde se collippsou dos plebeus aturdulados, num truz foi escalar o aeródromo ribeirinho da altaneira Scalábis...
... indo este sessentão atrevidote aterrizar em sítio interiorizado, aí achando um incauto candidato a Diretor de Formação e Projetos Especiais que imediatamente lhe demonstrou as suas mais-maravalhias desatando a comprar terras por um milhão e duzentos e quarenta mil euros de erários públicos, para posteriormente as vender por módicos cem mil euros àquele encandeante cowboy fotovoltaico de pegachas raízes... sem antes ter novamente acionado a alavanca da poedeira comunitária que lhes despejou outro fantástico jackpot de cento e vinte e oito milhões de €uros...
Na altura a plebe mais esclarecida de Tubucci exclamara:
 “-Lá vai, Barão”
Sonhando com altos voos, o Barão Vermelho e El-Commandante formariam a equipe perfeita, não fosse o facto do segundo se ter esquecido que era o presidente demissionário da reinação tubuca, um ignóbil ignorante da legislação sobre incompatibilidade de funções...

-Há cenas do camandro!

Devido aos imensos afazeres, ao fim de dezasseis anos distribuídos por quatro reinados, El-Commandante ainda desconhecia determinadas alíneas da legislação contemplativa do seu foro administrativo!
Algo sisudo, foi-se El-Commandante e veio Matri-Harka, tomar conta da poltrona tubuca!
Por seu turno, o irresistível charme do cowboy solar rápidamente encantou as moçoilas da distrital reinação...
Qual casal curtindo uma eletrizante homénage à trois, o maroto do Barão convidou as voltaicas musas a com ele darem uma escapadinha à tal quinta onde teve oportunidade de lhes transmitir uma parga de energias positivas.
Ora reparem só na grua!
Acompanhadas pelo Barão ficaram excelentes na foto, mas devido ao tempo que estiveram expostas à torreira, estas vulneráveis damas passaram a sofrer de insolações...
A maldita contrapartida de El-Commandante somada a umas desconfianças vindas dos canais da ria de Aveiro emperraram toda a engrenagem pró reprodutiva da poedeira que, deixando de papar a casquinha moída da ostra, também a postura dos ditos passou a fazer-se mais chocha e mole como nunca antes sucedera...
-Ficou tudo ostracizado!
diacho de uns quantos jornalistas e outros tantos blogueiros sujeitos às ditaduras da ACTA, que a bem da estabilidade da nação e das ralações angolanas se arriscam a serem apagados do espectro cibernético, indo-se às ostras, de certo modo contribuíram para a descalcificação da poedeira!
Com o declínio socrático, os dias passaram rápidos, preenchidos por inusitadas inaugurações e uma parga de protocolos virtuais orientados à areação dos tachos consonantes aos administrativos desempenhos, e vendo que se quedava o €uro pelo cú da galinha, o Barão solou, que é como quem diz, deu à sola, volatilizou-se para parte incerta, deixando em sofreguidão uma das musas outrora encantadas, acabando a poedeira por se deixar cozer numa tachada de canja de galinha com massinhas de letras depois de ter sido estraçalhada pelo rato Basílio que rondara as hortas das cercanias!
Muito tempo decorrido reza a lenda que ainda nos dias de hoje, pelas esquinas do condado tubuco se ouve o carpir da crente Matri-Harka sustentando o moratórico sonho de que um dia aquele maravilhoso e cortês barão escarlate, qual gêárre da série dá-las, coberto com seu alvo chapéu de aba larga, de pêito feito e pés encaixados numas texanas, regressará em triunfante forma, esporando o lajedo duma enorme fábrica de painéis fotovoltaicos com cento e vinte recetáculos para absorverem toda a cagança, onde parelhas de metrosexuais vigiando as amplas portarias protegerão os trezentos másculos engenheiros e outros mil e quinhentos selecionados homofóbicos de bata branca que reproduzirão as células necessárias para iluminar todo o mundo e arredores, contribuindo com clisteres de sinergias para a alavancagem deste feudo tubuco que há muito almeja ser capital da coisa eléctrica...
  ...evitando assim que nas tramagas se incremente um meridiano especifico para determinado fuso horário...

-O meridiano do Ribêro Sêco...

Note-se que nas últimas semanas, ao cair da noite tem acontecido uma cena do Catroga ali pelas bandas do paralelo 8º 14' 54,32’’ W... com epicentro na latitude 39º 27’ 0,37’’ N...
Na zona mais concorrida da vila, em toda a Rua do Ribeiro Seco e até na Rua Engenheiro Manuel, a iluminação pública anunciou-se bastante mais tarde do que na restante vila convívio, fazendo com que os tramagalenses se vissem gregos ao transporem tanta negritude, tendo que recorrer a dispositivos de visão noturna, tais como binóculos de infravermelhos... 
...lanternas de bolso e outros artefactos iluminantes, tipos lamparinas a azeite, isqueiros, very-light’s ou à pirisca do cigarro para que ao se embrenharem nos plátanos, enxergassem dois palmos à frente do nariz... 
Assim não haveria mariposa que por'li esvoaçasse!
Embora aparentemente este flagelo esteja finalmente regulado, supõe-se que o temporizador instalado na despectiva cabine de transformação seja do chinês... ou que as obras da escola renovada se sobrepusessem à segurança dos munícipes...
Quem sabe...
Talvez tal anomalia se enquadrasse na política economicista similar à incrementada na Av. D Nuno Álvares Pereira do Campo Militar de Santa Margarida e noutras vilas deste imenso Portugal para que o senhor Administrador da Eletricidade de Portugal possa garantir os 45.643 €uros mensais de part-times, incluindo subsídios de férias e de Natal, acrescentados à mísera pensão dos 9.693 €uros mensais totalizando uns singelos 55.336 €uros mensais... 
Pentelhices sem a mínima importância para o povão...
Será que este macaense de gema em breve nos reduzirá o preço do quilowatt?

domingo, 29 de janeiro de 2012

ACORDO ORTOGRÁFICO


ACORDO ORTOGRÁFICO...
-Valha-nos Santa Engrácia!

sábado, 17 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS


BOAS FESTAS

Aos estimados ciberleitores que neste jardim à beira-mar plantado e, na Argentina, na Alemanha, em Angola, no Afeganistão, na África do Sul, na Arábia Saudita, na Argélia, na Áustria, no Azerbaijão, na Bélgica, na Bósnia-Herzegovina, em Cabo Verde, no Canadá, no Chile, na China, na Colômbia, na Coreia do Sul, na Costa Rica, na Croácia, na Dinamarca, no Egito, no Equador, na Espanha, na Eslovénia, nos Estados Unidos, na França, na Holanda, em Hong-Kong, na Hungria, na Índia, na Indonésia, em Israel, na Itália, no Japão, em Jersey, na Jordânia, na Letónia, no Malawi, em Marrocos, no México, em Moçambique, na Noruega, na Palestina, no Paraguai, na Polónia, em Porto Rico, no Reino Unido, na Roménia, na Rússia, na Sérvia, em Singapura  na Suécia, na Suíça em Timor-Leste e na Ucrânia, têm contribuído com éne de alentos para que cá o Cidadão abt se mantenha na senda destas crónicas maradas e prossiga Passo a Passo, em busca de pixéis bué da esquisitos...
 -Aah...aH?!!
Aos comentadores habituais, a todos os linkados, aos blogueiros amelgaçados, às vitimas que por aqui adquiriram neuroses intermitentes e urticaria no couro cabeludo, aos visitantes destas xafaricas onde melhor oxigenaram o sangue e o cérebro, a todos quantos à custa dos dislates aqui postados libertaram as suas museológicas endorfinas, àqueles desgraçados que desenvolveram lassidão nos esfíncteres, aos incautos que tiveram o azar de aceder a estes sítios onde nada de reverente se aprende e às pecaminosas rebeldes que de cabelos longos e olhos profundos tomam a veleidade em se exaurirem sobre tamanhas bitáitadas, são-lhes desejadas montanhas de êxtasiantes festas penetradas nos prendados vales encaixados em profundas e quentes galerias ripícolas humedecidas por altas cascatas de espumantes regurgitações!
-Uaaaaaau! Meu Deus! K’a ganda post!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A BUSA

A BUSA

Ao dar de caras com esta coisa esquisita, de imediato veio à idéia cá do Cidadão abt que se tratasse de nova aquisição para limpeza das vias urbanas, uma daquelas máquinas de enorme bigodaça e duas escovas laterais que rodando, respingam bem devagar as paredes, montras e viaturas tubucas...
Assim se dá início a esta enorme crónica marada que se desenrolou no limbo entre a ficção e a realidade...
A ver vamos se o ciberleitor aguenta a ciberviolência até ao final ou se flipa de vez, dirigindo os seus digníssimos bitáites para outro site deveras formal...
Regressando à maquineta, mais próxima já se lhe aparentou algo diferente...
Um Grand Chatenet, ou melhor dezido, um super papa-reformas familiar... Como se designaria aquilo?
Talvez... Gasparzinho... ou Alvarinho... Sabe-se lá...
Observando atentamente, associou-a às árvores de Natal de cor azul celeste que apareceram misteriosamente pintadas nas ruelas do centro histórico de Tubucci...
Mais surpreso cá o rapaz ficou ao dar-se conta que, sempre que alguém lhe agitasse o braço ou erguesse a mão, qual pachorrento camaleão, a viatura parava imediatamente acendendo os piscas todos e ao abrir aquela bocarra negra de dentes amarelecidos, imediatamente tragava o ousado que a atiçara!
O Cidadão abt arriscou o tímido sinal...
Vai daí... o bicharoco... estacou!
Há coisas fantásticas!
Das entranhas, ajeitou sua dentuça...
Mal seja, mal será...
-Uau!!
São doze lugares sentados e catorze de pé... encaixados numa altura de... Hum... aproximadamente... dois metros e vinte... e área adaptada para um rodinhas...
Ah! O logótipo... Da fábrica de Sakarya, na Turquia, com motorização Italiana, fora importado um pequeno...
...que em bom luso talvez significasse um abreviado “autocarro”... 
Coisas feitas à pressa... dão nisto.
OtoKar...
Ora essa!
Sempre se ouvira dizer que as cadelas apressadas parem os cachorrinhos cegos.
Equipado com um motor IVECO F1C a gásoil de 2998 centímetros cúbicos distribuídos por quatro generosos cilindros em sistema common rail, sobrealimentado por turbo intercooler, debitando generosos 146 cavalos vapor, provida de uma caixa de velocidades manual de cinco velocidades, permite que esta viatura atinja os110Km/h... 
A suspensão semi-pneumática permite arrear a carroçaria para que as pessoas de mobilidade reduzida possam aceder-lhe facilmente a partir da plataforma lateral manuseada pelo condutor que terá de se levantar do banco sumo-rijo limitado em amplitudes de elevação e ajustamento... 
Fazendo contas por alto, esta máquina calcorreia aproximadamente 187Kms diários no Cento Histórico e 294Kms ao fim-de-semana, estimando-se a média de 5477Kms mensais.
Abalizando o consumo urbano de 8 litros aos100Km, enviará para a atmosfera resíduos de 478 litros de gasóleo por mês. Somemos-lhe o preço de aquisição, os encargos de manutenção e o salário de dois condutores... tendo a prestação de serviços sido contratada por uns módicos sessenta e sete mil e oitocentos euros anuais. 
Na segunda-feira de mercado semanal que será um dos dias mais concorridos, esta viatura perfaz o circuito histórico em vinte minutos, dando boleia a uma média de quatro passageiros por volta... salientando que algumas são executadas com zero fregueses.
Humm...
Conjugando-se o município tubuco no feminino e promovendo a igualdade do género, entendeu Matri Harka que os Paços do Concelho transpiravam masculinidade por todos os poros e que as três aguadeiras prostradas na Praça Raimundo Soares representam o quadro de uma tarefa tradicionalmente conotada à mulher!
No Jardim da República a mulher surge como um ser revoltado e sofredor com a partida dos entes mais queridos para as trincheiras da Primeira Grande Guerra Mundial... de lá regressando mais mortos que vivos.
Às portas do Convento de São Domingos, encontramos a mulher candura, submissa e vergada sobre a sua sanha.
Havendo que romper com a mentalidade medieval que toma a mulher por objecto de prazeres libidinosos, dela se servindo para a procriação, lavar pratos, cuidar do lar, subjugando-a a deveres e obrigações em detrimento dos direitos, razão para que em prol da sua afirmação, o novo transporte público urbano de Tubucci não se designe BUS, mas se apelide de BUSA!
Por consciências de ordem civilizacional é imperioso que muitos dos cargos públicos de relêvo sejam liderados no feminino, no intuito de moldar muitas mentalidades retrógradas que grassam nesta sociedade consumista, diluindo os preconceitos e contribuindo para que de uma vez por todas se erradiquem atitudes e comportamentos cobardolas com a demissão da preconceituosa vizinhança refugiada no velho ditado:
 “Entre marido e mulher ninguém mete a colher”,
...Com o laxismo legislativo, a passividade das autoridades e para vergonha de todos nós, infelizmente ascenderam a quinze mil, o número de mulheres que intimidadas no silêncio dos seus lares, durante este ano em Portugal foram submetidas aos maus-tratos físicos e psicológicos dos seus companheiros!
...39 destas infelizes foram vítimas de crime tentado e 23 sucumbiram à violência doméstica!
Uma selvajaria terceiromundista sem fim à vista!
Besta que se preste a estas selvajarias, merece ser arrastado pelos tomates, passando o resto da vida em prisão perpétua, sob vigilância de carcereiras!
Bom... Adiante!
Também este autocarro se metamorfoseou... 
M-2010?
Irra qu’inté o modelo da viatura tinha inicial de mulher!!!
Ainda mais!... No fim de contas, “OtoKar” não significará autocarro, mas relatório...
Que raça de nome!
Se a coisa levasse dois “tês” ler-se-ia OttoKar, expoente cíclico dos motores de ignição comandada...
Só “OtoKar” é carripana de rendimento...
Mas o mais certo é a marca ter sido inspirada na tribo Oguz cuja dinastia Osmanli deu origem ao Império Otomano que em tempos idos reinou no território turco!
BUSA” assentaria bem melhor... naquela coisa pequenininha, redondinha, maneirinha, jeitosinha, de chapa sensual e de virtudes no Centro...
-“Tacógrafo” é muito macho...

Sugeriu o tímido padroeiro dos universitários e pessoas de maus fígados durante uma reunião acontecida no salão maneirista onde a seu tempo, hipotéticas nomenklaturas foram levadas a discussão em torno da mesa presidencial constituída por um leque de edis...

-Òh! Pá! Isto não é desporto mas mesmo assim ainda tràs muita àctividáde para o Centro Histórico e a juventude reconhece! Àcho é que no tejadilho se deveria instalar um dispositivo que permitisse deslocalizar três kayak’s! Recordam-se dos “pães de forma,” aquelas carrinhas Volkswàgen dos hippies e dos surfistas? A màlta até podia fazer uma vaquinha entre as Piscinas Municipàis, a Estação de Canoàgem do Rossio e vice-versa... passando pelo Centro Histórico! Clàro! Gànhàvamos em notabilidàde e projectàvamo-nos nas rotas internacionàis da canoàgem!!

Efusou o entusiástico Neolítico da autarquia.

-?! O senhor vereador não acha que essa seja uma proposta  inviável? Com as canoas no tejadilho, o miniautocarro atravancava-se nas sacadas dos edifícios históricos da Rua Grande!

-Eu não sou contra... mas no meu entender acho que isto do... do, do circuito devia de ser ao contrário... porque senão estamos a criar um monstro com muitos tentáculos!

Intrometeu-se o vertebral Maya da Vinci.

-Como assim, senhor vereador? Fazer o percurso em marca à ré?!

-Não, senhora presidenta. No meu entender, o circuito devia de ser feito no.. no sentido inverso...O que mais se me preocupa é que ao chegar ao Castelo, devemos de dar uma volta de 360º àquilo, senão caímos no precipício e... e cá temos um monstro que trucida, esmaga, sufoca e, e... e a... asfixia!

-Senhor Doutor Maya da Vinci! Isso não é alternativa que se apresente! O senhor está sempre do contra! Queira saber, senhor vereador, que a opção pelo circuito dos 5200 metros no sentido proposto prende-se com a necessidade de articular este transporte com os demais, facilitando a acessibilidade dos munícipes residentes no Centro Histórico às cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, e às principais capitais europeias!

-?!

-Com licença... Ainda era garoto quando desembarquei na estação de Santa Apolónia, comecei por frequentar o Colégio Francês onde havia raparigas bonitas, chiquérrimas e de boas famílias. 
Foi lá que recebi uma educação excepcional e foi lá que aprendi a tocar piano e a diccionar iú, je, lui, liu, lu, iou, le, il, rien, nest pas, elle, alors, combien, voilá, vuálá, piaf, sui, au, ô, tiu, tú, fú, fiou, bijou... 
Foi nesse Colégio Francês onde ganhei o "geito" de escrever coisas sem jeito e a ser “assersativo” com os operários de todas as raças, credos e cores que nas minhas obras eram respeitados condignamente. 
"Aglunei" vastos conhecimentos políticos, geográficos e territoriais da região e entendo que Tubucci vem desperdiçando a minha larga experiência e, desde os tempos em que me apresentei como militante das fileiras do partido comunista, tentei integrar-me nas listas socialistas à câmara, candidatei-me pelos social democratas, pertenci ao Centro Democrático e Social, regressei aos social democratas e voltei a candidatar-me duas vezes pelos populares. In extremis, sou um quasi-doutor  dos sete ofícios nos domínios da construção e entendo que o centro desta mesa deveria ser decorado com um arranjo floral de iCabana que consiste em três pauzinhos... 
O pauzinho principal e dois pauzinhos secundários. 
O pauzinho principal colocado na vertical representa o Céu… 
O segundo pauzinho não poderá ultrapassar dois terços da altura do maior e representaria o homem e o mais pequeno seria a terra, reunidos na base... 
Preenche-se o prato com galhos, frutos silvestres, folhas outonais e flores de todos os géneros e depois amarra-se o conjunto com um baraço que pode ser em ráfia ou sisal. "Ageitava-se" para aqui uma ténue fonte de luz que incidisse no sentido ascendente que daria um bom ambiente ao salão nobre. Podia adicionar-se um toque de incenso... por exemplo um defumador de Gerânio...
Sou da opinião que o maior problema da saturação do Centro Histórico com transportes urbanos prende-se com a questão da emissão de gases para a atmosfera que aumentam o buraco no ozono acentuando o aquecimento global e consequentemente contribuindo para o  acréscimo exponencial da população de ursos polares. 
Tubucci poderia aproveitar o conceito urbanístico de Cidade Criativa desenvolvido por Richard Flórida que promoveria mudanças significativas no estilo de vida e condições de acesso ao trabalho, contribuindo de grosso modo para a prosperidade dos tubucos depois de vencida esta crise que a todos nos tem assolado. 
Também entendo que na falta de quartel, se devia colocar um piquete de bombeiros sapadores na zona norte do concelho e na qualidade de honorário representante semi-demissionário da Comissão Municipal de Segur...

-Desculpe senhor Bob! Esgotou-se o seu tempo de intervenção!

-Mas eu ainda mal fal...

-O senhor Bob quando toma a palavra perde a noção do tempo!!!

-Só queria sugerir que a carripana devi...

-Tenha lá paciência!

 -prosseguir pelo Vale da Cerej...

-Despache-se!

-DesceràRibeiradaBrunhetapassarpelaSenhoradoTo...

-Não tarda é meia-noite e não chegamos a consenso!

-CircundaroAdrodoSou...

-Basta! É demais! Há outros colaboradores a pedirem a palavra e o assunto em discussão não é o seu currículo nem o centro decorativo desta mesa nem o circuito da carripana, nem as Cidades Criativas do Flórida mas o nome que se deverá atribuir ao miniautocarro!

-Demito-me do cargo e prontos! Mas a senhora doutora não se esqueça que eu não falei de "improvizo".
-Adiante! Senhor Vyce! Está para aí há tanto tempo com o dedo no ar! Dê-nos a sua opinião. O que nos tem a propor sobre a BUSA, se faz favor.

-Senhora presidenta. Há uma coisa que me anda cá a moer... Com a introdução das portagens no IC3 e na A23 vou necessitar de um subsídio complementar de deslocação, caso contrário ficarei numa situação constrangedora...

-Como assim?

-Estou tentado em sugerir aos nossos homólogos de Thomar que alterem a designação toponímica daquela cidade... para "Nabanthia"...

-Não o entendo! Desabafe!

-Vossa excelência deverá estar recordada que desde o dia em que foram inauguradas as novas infra-estruturas do Parque de Campismo do Castelo de Bode, há uma estrada municipal à qual poderei recorrer quando venho para Tubucci e por aí dispensarei o pagamento das portagens, no entanto, senhora presidenta e senhores vereadores, o meu grande problema é que quando páro em Martin para ir ao café, logo aí me atentam o juízo dizendo-me que se venho para Tubucci tenho que deixar Thomar atrás.

-?!

-?

-Só tem isso para nos apresentar!?

-Só, e não é pouco!...Aliás, acho bastante grave.

-Senhor Vyce. Não lhes dê importância. É uma brincadeira que as pessoas cá do concelho costumam dizer... e como ainda não se ambientou!... Estranha essa observação, como é claro! Mais uma vez lembro os presentes que esta reunião se prende com a BUSA e não com quezílias pessoais!

-Haja decôro! O senhor Vyce poderá fazer um desvio pelos Montes Brancos e passar pelo Souto que lá terei todo o prazer em o receber e lhe oferecer uns copos de tintureiro! Até lhe ofereço um garrafão de cinco litros! Este ano a colheita dos bagos de uva tintureira deu-me para duas pipas de carrascão e uma barrica de água-pé mas não vai nenhum para o veterinário nem para os herdeiros dos franceses.

-O senhor Bob não acabou de anunciar a sua demissão?!

-Demiti-me sim, do cargo, mas não me demiti de falar pausadamente pelos cotovelos, nem de me "manisfestar" no meu blogue nem de convidar os meus ex-amigos, senhora presidenta. Sem migo, nem a concelhia do partido onde milito nem este concelho irão adiante! Por isso é que defendo a tese das Cidades Criativas de Richard Flórida! Aliás, deviam ler as minhas Histórias do Souto no meu blogue tão "geitoso" que é o "Espinho do Zêzere tbc"... anotem aí... Os meus relatos vão ao encontro dos conceitos urbanísticos de Richard Flórida.. e histórias muito melhores que as descritas na obra literária do meu primo Irrequieto, editada pela Feno de Tubucci, ou daquela chachada na Internet com as crónicas de um qualquer Cidadão abt em busca do crocodilo perdido. São coisas onde não desperdiço o meu precioso tempo de leitura! Com esses fulanos aqui do cabeço nada se aprende e nada se acrescenta para o desenvolvimento deste concelho onde continua tudo como dantes! Esta assembleia é uma "festangada". Tubucci merecia que eu fu...

-Irra! Esta gente não há meio de se entender!

-O senhor segurança não é para aqui chamado! Faça o favor de fechar essa porta pelo lado de fora que está a entrar uma corrente de ar frio! Senhor Bob. Basta! Tem pilhas Duracell? Cale-se de vez! 

-Sim, senhora presidenta. Desculpe senhora presidenta.

-Desculpem a intromissão mas isto pesa na consciência.  A...a  respeito do... do  problema levantado pelo senhor Vyce e porque nesta terra há coisas que se nos magoam e se nos doem bastante... Já o... o meu tio se me dizia que as pessoas desta região são de uma maledicência terrível!...

Ajeitando os óculos transparentes em toda a verticalidade do seu metro e noventa, assim insistiu Maya da Vinci.

-Senhor Doutor Maya! Então?!

-Senhora presidenta. Isto é insuportável. Não se me pude de conter com a, a falta de cultura democrática que grassa nos passos deste concelho. Fique sabendo que inclusive mudei a... a minha filiação partidária para outro circulo e jamais tenciono de recandidatar-me em Tubucci... Já fui de me filiar na concelhia do pêéssedê do Lumiar!

-O senhor vereador veio da Ponte de Sõr e declara-nos que daqui parte para Queluz! Perante tais factos, certamente que estará de passagem... não?

-A...a senhora presidenta fique sabendo que me considero uma pessoa i... independente e me corre sangue nómada nas veias porque quando era pequenino fui criado por uma cigana velha...

-É precisamente essa a razão que me move a ter um fraquinho por si, senhor Doutor Maya da Vinci!

-A... a sua observação re... e... conforta-me bastante, senhora presidenta...

-E eu quando me pronuncio?! Nunca mais me dão a palavra?

-Adiante! O Senhor Arnez tem a palavra! Faça o favor de se pronunciar!

-Ora bem. Desde que não ponham os tubucos a saltar o Bósforo... tanto se me dá que seja OtoKar, Tacógrafo, BUS, Centro... ou M-2010!...Temos é de escolher um nome com cautela e moderação! Há que deixar passar dois anos para vermos se nessa altura a maquineta ainda funcemina e então planearmos as estratégias. Dou a minha intervenção por terminada..

Ascendeu Charles Arnez, o indiscípulo de Al-ban, El-Albanito.
 -Nem Tacógrafo, nem Centralina, nem Otokar, nem BUS, nem iCabana, nem tintureiro, nem monstro, nem M coisa nenhuma! Põe-se-lhe “BUSA”, não vai daqui para lado nenhum e mais nada! Acabou-se! Vocês são uns profetas da desgraça!...
Fica “BUSA que é um nome giro, não acham?!

-Achamos sim. Senhora presidenta!

Foi a deliberação em uníssono.
Prontos... deve ter sido pouco mais ou menos assim que a coisa se deu lá pelo Palácio dos Filipes...
Já no inicio dos anos oitenta do século passado no tempo em que a grande activista Maria de Lourdes Pintasilgo assumiu as rédeas do poder, houve uma tentativa de incrementar o feminismo, quando o Salvador Caetano comercializou uma parga de “autarquias” com os municípios, consistindo nuns mini-autocarros Toyota Dyna de 21 lugares, tendo os seguintes dizeres nas laterais:
 “Mais uma autarquia ao serviço do povo”.
As mulheres são seres fantásticos, fascinantes, inteligentes, complexos, inconstantes e emotivos, daí haja que as saber ler, interpretar, entender e compreender!
No dia da inauguração, autarcas e outros afins deram o seu girinho como sardinha enlatada, testando esquinas, suspensões, transmissões, propulsões e contra-brecagens da BUSA!
Evidentemente que a fábrica dos carros de combate do Exército Turco não iria deixar os abusadores tubucos envoltos em maus toalhões! Nem os turqueses desejariam isso!
Segundo o captado pelo microfone virtual secretamente instalado na cabine da BUSA, mal a viagem tinha começado já Mahamou Àmuáhamadinejana desabafava para a sua digníssima e inseparável esposa, guardiã dos jarrões gregos, múmias egípcias e outros artefactos mesopotâmicos:
 -Tenho um desejo...

Murmurou Mahamou Àmuáhamadinejana...

-A estas horas? Queres filosofalar...não?

Foi a resposta lapidar da meritíssima esposa.

-E que tal aproveitarmos este momento tão oportuno para fazermos um Coaching no meio do pessoal?!

-Cala-te pá e recolhe-te na lamparina... mas é!...

-Agora não me apetece filosofalar! Assim sem fazer um Coaching, não quero abusar mais! Estou farto! Farto! Nos apertos que aqui levo até já me saltou a tampa por tanto me friccionarem o bojo da lamparina!

-Olha! Olha! Porta-te, senão ficamos de candeia às avessas, entornamos os azeites e acabamos por perder a parte dos besuntos!

 -Querida... Isto são só velhos finos... As janelas não abrem e o ar está ficando saturado de Chanel 5, Gucci, Gabana, Dutti, Rochas, Prada, Rabanne, SuváKu e outras essências esquisitas!...Não tarda muito que desate a espirrar cicutas e o acne se me assanhe! Está bem... Vamos mas é apear-nos aqui e ir filosofalar para esplanada do Tónho Paulos antes das gravações com o Apache!

-Não gosto de te ver assim... mete-me essa camisola para dentro e puxa as calças para cima!Vamos! Onde está o botão da campainha... Ah! É aqui!

-áááííííe! Não me arrepenhem os cabelus senão não levo os vossos meninus colher rosas nos jardins cá da Ticeleste!!!

-Vocêi tjirou partjido dje mim, àbusou... Trá-lá-rá! Vociê tjirou partjido dje mim àbusou... Vocêi tjirou pártjido dje mim, àbusou... Vocêi àbusou... Trá-lá-rá! Vociê tjirou partjido dje mim àbusou... Vocêi tjirou pártjido dje mim, àbusou... Vocêi àbusou... Trá-lá-rá...

-Ò Nanda! Cala-te com essa cantilena estúpida, que me estás a enervar e desata mas é a fotografar os edis e os senhores convidados!

-Sim, senhora presidenta. Desculpe, senhora presidenta!

Mais uma vez Matri Harka pondo ordem na Excursão Autárquica pelo Centro Histórico.

-Senhora presidenta... Não será que isto leva carga a mais? Se a bófia nos topa e manda parar a BUSA... estamos quilhados...sabe...
Foi mais ou menos assim que um senhor comprimido na multidão dos abusadores enlatados revelou a sua apreensão...

-Homem! Fique descansado! Não há problema porque tenho um protocolo de imunidade par’lamentar assinado com a minoria étnica!

Lançou Matri Harka de cima do seu metro e tantos centímetros!

-Pessoàl! E se agora fôssemos todos até ao Mercàdo Criativo apreciàr a louça das Caldas? Bóra lá!

Gritou o vereador Neolítico.

-Ai! Você é terrííível! Quando é que pomos em pé aquela idéia de fazermos um congresso concelhio para gays e lésbicas? Era uma rota porreira que nos dava bastante visibilidade...

-Valha-nos Frei Tomás!

-Senhora presidenta... o seu vereador Neolítico gritou tão alto que me pôs o amplificador auditivo a zenir... Afectou-me a sinestesia, fiquei com tonturas e sinto dificuldades em descer o degrau da sua BUSA... Ajude-me, por favor...
Foto gentilmente cedida por um ciberleitor deste blogue marado, onde se pode apreciar a prestabilíssima presidenta em voluntariosa atitude.
Concluíra que as árvores de Natal pintadas a azul celeste indicavam os corredores para a BUSA poder circular...
Bilhete?
Qual bilhete?
Decerto que aquilo seria o brinquedo da época!
O presente do município tubuco que durante o mês de Dezembro poderia ser livremente montado por qualquer abusador!
E as voltas que o brinquedo deu, Mon Dieu!
Foi percorrendo as ruas do centro histórico enquanto ia tragando e vomitando pessoas de braço esticado! Do mercado diário ao cemitério, ao hospital... bom... costuma ser ao contrário... do hospital para o cemitério mas prontes... foi ao tribunal, à praça do batalhão, ao cruzamento dos Quinchosos e na rua...ai, ai, ai... 
Viram-se jeitos do tecto da BUSA se esfolar nas sacadas e nas fachadas dos edifícios históricos da Rua Grande mas estreita, próximo dos cruzamentos com a Travessa da Palma e o Beco dos Besteiros...
Do Largo da Ferraria subiu ao Castelo, e voltando para trás junto ao gnómon capado, desceu a calçada de São José!
Quando se cogitava que fosse visitar os colaboradores dos Estaleiros, dos Serviços Municipalizados e da rota do Arquivo Histórico Eduardo Campos no Vale das Morenas...
...mudou de rumo... trepando a Rua 5 de Outubro e passando diante do Cinema São Pedro e da casa da presidenta onde os abusadores de todo se descobriram!  
Daí à Rotunda Familiar... passou-se um instante!
Explicou o maquinista que aos fins-de-semana o município dava um bónus até à Rotunda da Cavalaria, Parque Urbano de São Lourenço e Cemitério de Santa Catarina...
-C’um canudo!
O Fim da picada?!
Seria o final das crónicas maradas do Cidadão abt?
Afinal, nem tanto!
O suor nervoso que escorrera para a vista não deixou que se lesse nitidamente os escritos junto da estrela esquisita. 
Simplesmente o local onde deveria dar meia volta e volver!
Felizmente que regressou pelo mesmo caminho e indo direitinha à casa da Dona Amélia...
...subiu a Avenida 25 de Abril, depois foi à Rua de Angola, descendo pela Rua José Estevam... frente ao Palácio Filipino...
Repara-se...que na empena junto ao brasão de Tubucci encontram-se uns cabos mal enjorcados...
Poças, que a BUSA conseguiu passar à rasquinha... dobrando a esquina da rua D. Miguel de Almeida sem roçar no Hybrid Sinergy Drive dos tubucos nem derrubar os pinos!
Vendo bem a coisa, também não há necessidade da autarca deixar ali o Hybrid na medida em que basta chegar-se à rua e esticar um braço para se deslocar de caselas aos Paços e vice-versa!
Largo do Chafariz, regressando ao Mercado Municipal...
Temos o circuito fechado e um novo provérbio tubuco que consiste em:
“Enfiar a BUSA na rua da Betesga...”

-És miudinho e complicado, pá! Tens o mapa do percurso aí na Net!

 Observou cá a Companheira!

-Ora bolas!...
 Aliás, foi a única oportunidade que a Companheira teve para intervir na crónica caso contrário esta treta perderia o el...hããn...
Não fosse omitir as deslocalizações do Centro Histórico até ao Vale das Morenas e a fraca utilização de potenciais abusadores mesmo em dias de mercado semanal, a coisa sairia na perfeição... As pessoas de mobilidade reduzida evitariam calcorrear os nove quilómetros de ida e volta pelos seus próprios recursos se pretendessem aceder a determinadas valências dos Serviços Municipalizados!
O caro ciberleitor saberá explicar com que euros se pagará mais esta desmesura autárquica?  
...mas não te adiantes!