Um blogue que tem por objectivo desancar nas situações que ao Cidadão se afigurem inadequadas à vivência social, recorrendo a bons modos metafóricos, satíricos e humorados. A sua leitura é desaconselhada a maldispostos crónicos, cinzentões e a mentalidades quadradas. Classificado como substância psicoactiva passível de causar dependência, poderá induzir micções involuntárias no indivíduo. Recomenda-se pois que o seu consumo seja doseado com moderação.
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Este militante anti-cinzentista adverte que o blogue poderá conter textos ou imagens socialmente chocantes, pelo que asua execução incomodará algumas mentalidades mais conservadoras ou sensíveis, não pretendendo pactuar com o padronizado, correndo o risco de se tornar de difícil assimilação e aceitação para alguns leitores! Se isso ocorrer, então estará a alcançar os objectivos pretendidos, agitando consciências acomodadas, automatizadas, padronizadas, politicamente correctas, adormecidas... ou espartilhadas por fórmulas e preconceitos. Embora parte dos seus artigos se possam "condimentar" com alguma "gíria", não confundirá "liberdade de expressão" com libertinagem de expressão, considerando que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros"(K.Marx). Apresentará o conteúdo dos seus posts de modo satírico, irónico, sarcástico, dinâmico, algo corrosivo, ou profundo e reflexivo, pausado, daí o insistente uso de reticências, para que no termo das suas incursões, os ciberleitores olhem o mundo de uma maneira um pouco diferente... e tendam a "deixá-lo um bocadinho melhor do que o encontraram" (B.Powell). Na coluna à esquerda, o ciberleitor encontrará uma lista de interessantes sítios a consultar, abrangendo distintas correntes político-partidárias ou sociais, que não significará a conotação ou a "rotulagem" do Cidadão abt com alguma dessas correntes... mas tão só a abertura e o consequente o enriquecimento resultantes da análise aos diferentes ideais e correntes de opinião, porquanto os mesmos abordam temas pertinentes, actuais, válidos e úteis, dando especial primazia aos "nossos" blogues autóctones... Uma acutilância aqui, uma ironia ali, uma dica do além... Assim se vai construindo este blogue... Ligue o som e... Boas leituras.
As manifestações internacionais de indignação subiram de tom nos últimos dias confirmando que os estados democráticos estão a ser atacados no seu ponto mais vulnerável que consiste na liberalização económica dos seus povos.
Durante a ultima década, uma conspiração capitalista tem vindo a contaminar progressivamente as economias mundiais e a estabilidade financeira dos povos que alinharam em convenções económicas, pactos comerciais e moedas únicas, acedendo ao capital para aquisição de bens materiais supérfluos com que cada cidadão, cada família, cada empresa, cada município e cada estado se foram endividando, iludidos com o obséquio do rápido desenvolvimento e modernização, qual maquia de dinheiro ostentado numa ratoeira.
Neste Século XXI são bastantes os regimes democráticos que acusam vulnerabilidade face às evidentes estratégias de um poder económico transversal aos cinco continentes enquanto a força das armas é demais eficaz na conquista de territórios não alinhados, geralmente controlados por regimes ditatoriais de sucessão familiar.
Erroneamente, a nível mundial, muitos são os Estados, as empresas e as famílias que se envolveram no ambicionado conceito materialista do “ter para ser” alinhando numa espiral de competitividades e sentimentos de posse, expondo deste modo os seus ordenados à mercê das oligarquias financeiras com ramificações dissimuladas em cada um dos países.
Os governantes das nações aderentes às convenções económicas internacionais foram transformados em marionetas comandadas pelas cúpulas financeiras, limitando o seu discurso à fronteira da mera propaganda política, saindo-se gorados na tomada de decisões previamente parametrizadas pelos segundos.
Portugal, sendo um dos países económicodependentes do €uro, é o exemplo flagrante de como o presente envenenado do crédito fácil à moeda única e o consequente consumismo desenfreado saciante de vaidades e de afirmação social funcionou deveras, ao cúmulo dos sucessivos governos pressionados pelos todo-poderosos detentores do capital condicionarem os Planos deEstabilidade e Crescimento e os Orçamentos Gerais do Estado a metas restritas, em troca da prossecução da autonomia e consequente libertação do estrangulamento económico em que o Estado Português se deixou endividar.
Talvez porque as agências de rating insistam em classificar a economia portuguesa como lixo é que um tal Administrador ExecutivoFinanceiro e Delegado com curtas passagens por (10) dez empresas de recolha e gestão de resíduos industriais e domésticos, vulgo colecta de lixos, na qualidade de actual líder do elenco governativo de alargados conhecimentos teóricos, resolveu limpar a carteira aos portugueses, num arrojo superior ao dos seis anos em que o Presidente do Conselho de Ministros António de Oliveira Salazar a convite do Marechal ÓscarCarmona, se propôs recuperar Portugal tomando as rédeas dos poderes legislativo e executivo, incrementando reformas agrárias com a prossecução do povoamento dos baldios e politicas económicas reforçadas, introduzindo impostos e taxando como a contribuição braçal que seria a aquisição do direito do povo poder circular pelos caminhos cuja praticabilidade era assegurada pelo suor dos mesmos, mais a contribuição predial que incidia sobre os hectares deterreno cultivados, a regulação de salários e diminuição das despesas do País, valendo nessa altura a ambivalência das servis negociatas entre a frustrada progressão das beligerantes ditaduras europeias da Linha do Eixo, especificamente a Alemanha de Adolf Hitler e a Itália de Benito Mussolini que pelas armas, disputavam espaços territoriais e económicos e, em ambivalência com alguns dos países ditos Aliados, nomeadamente o Reino Unido, a França e os negociantes de armas Estados Unidos da América que se chegaram à frente movidos pela porrada Nipónica de Pearl Harbour, aproveitando o “botas santacombadense”, a ocasião de exportar toneladas de volfrâmio com a finalidade de endurecer o aço de armas e munições beligerantes, cerais e cobertores para ambas as partes contundentes, alguma carne para as bocas dos canhões que espalhavam metralha e morte nas trincheiras das aldeias, vilas e cidades europeias e africanas, e reparem bem, senhores ciberleitores, para que tal fosse possível, rechaçando outros tantos bens aos portuguesitos, conseguindo que esta Nação recuperasse a sua independência económica e vivesse numa autarcia ditatorial(orgulhosamente sós), alicerçada em fundamentalismos católicos evangelizados pelo Cardeal Cerejeira, que era o garante da fé pelo regime, mantendo mente do povo ocupada com convicções conservadoras e utópicas.
O negócio das guerras sempre deu bom dinheiro!
Hoje, de facto, com as conjunturas actuais, mais vale sós do que mal acompanhados!
Para voltarmos a atingir o tal denominador comum falta imporem-nos a abolição do direito à greve, a inviabilidade dos partidos políticos, a eliminação da liberdade de expressão, o impedimento de manifestações públicas e substituir-nos os sindicatos por similares organizações controladas pelo regime, propósitos que salvaguardarão a rápida independência económica a bem desta penhorada nação. Aí sim, os artigos de opinião publicados na Webpoderão deixar de ter vida própria.
Não será provável que a contemporânea Igreja bastante distanciada dos cerejeiros, e as Forças Armadas pactuem com os ditames dos governantes submissos aos conspiradores mundiais que tomam os seres humanos por eunucos vilmente usurados.
Entre outras, decerto que esta é a forma mais directa de nos tentarem tirar da asfixia dos famosos três mil milhões de €uros que o sistema económico internacional nos foi delapidando, aliciando-nos com o crédito fácil quer através de fartos subsídios comunitários, quer através do dinheiro virtual materializado em cartões de plástico que nos foram impingidos, tanto através das instituições bancárias ora falidas, quer por venda directa nas superfícies comerciais, recorrendo a pura publicidade enganosa que sob a égide da rápida modernização nos foi incrementando hábitos de consumismo desmesurado bem acima da autonomia financeira.
Doravante, os países contaminados vão sendo fustigados por essa conspiração económica mundial recorrendo à usura dos estrangulamentos financeiros através das acções de desmotivação psicológica incrementadas pelas notas de descrédito das famosas agências de rating, classificando as economias de cada país visado como lixo, seguidas pelas exigências dos cobradores da troika a mando do cubridor Fundo Monetário Internacional...
? ? ? São uns pixéis fixes e esclarecedores que andam à solta aí pela Web...
...encobridor de empresas necrófagas que aguardam pacientemente pela capitulação financeira das empresas públicas e privadas, seguidos atentamente pela cumplicidade de um tal Banco Central Europeu, para assim as poderem adquirir ao desbarato, tentandos no velhinho principio do “quem desdenha, quer comprar”!
Nesta aldeia economicamente globalizada, bastantes são os países que de Norte a Sul e de Este a Leste caíram na armadilha que os conduziu ao estrangulamento económico, sendo a Grécia, a Irlanda, a Inglaterra, a Espanha, a Itália e Portugal, os primeiros Estados da zona €uro a acusar as vicissitudes do ilusóriotoque de Midas, neles se despoletando manifestações de indignação, protestos espontâneos e convulsões sociais mais ou menos organizadas e mais ou menos violentas, enquanto a Chanceler Alemã e seu gálico parceiro, pressionam os países fustigados pela tempestade financeira.
Revelada uma ocultação ascendente a cinco biliões de €uros em território germânico que é o maior país credor da União Europeia com interesses a serem defendidos no Banco Central Europeu, à presente data a poderosa Chancelerhamburguesa veio reconsiderar as suas exigências comunitárias, revelando alguma flexibilidade ao colocar a hipótese de ser perdoada meia dívida helénica, tentando desmistificar aCrise €conómica €uropeia, vulgo C€€.
Há coisas fantásticas!
Portugal não é excepção, optando os seus dirigentes por sobrecarregar o povo com mais e maiores impostos e outras tantas medidas drásticas de reduções salariais, incidindo sobretudo em 99,9% da classe que com muitos custos resgatados, vai mantendo vivas as diferentes máquinas estaduais de sucção de divisas.
No universo dos módicos 0,1% ainda há umas dúzias de maganos sustentados pelo erário público, onde se incluem gestores, administradores, ex-poilíticos reformados, pensionistas e subvencionistas vitalícios provenientes de uma data de empresas públicas,institutos, fundações e outras tantas parcerias público-privadas, (estas últimas que por mais uma vez em tempo de vacas magras...
...se preparam para receber outra tranche de quinze modernizadores milhõesde €uros), não desprezando algumas elites com "acentopar'lamentar" que auferindo de chorudas avenças, despesas de representação, subsídios de deslocação, alojamento e outros pózinhos deperlimpimpim somados aos respeitáveis tachos, auferem quantias superiores a 40.000€(quarenta mil €uros) mensais, qualquer coisa como uns módicos 8.000.000$00(oito mil contos) dos portugueses, contabilizando quinhentos e sessenta mil €uros anuais, e desta maquia os ditos cujos executivos arriscam-se a perder aproximadamente oitenta mil €uros de subsídios de férias e Natal... contrapondo-se aos modestos ordenados dos cidadãoscomuns de onde são esmifrados os impostos para sustento das citadas mordomias, e no prazo de dois anos taparem o tal buraquinho, desvio, derrapagem, dívida, ou aquilo que lhe queiram chamar... dos três milhões de €uros e quiçá, recapitalizar os desvarios dos banqueiros privados!
Retiradas umas quantas deduções em sede de IRS, e os prováveis dois meses suplementares de ordenado por cada ano vencido,vem o teórico governo de coligação propor-nos uma esmola de 5% na facturação de determinadas prestações de serviços e bens adquiridos, com o intuito de combater a mais que previsível evasão fiscal resultante da subida do IVA incidente sobre os bens essenciais de primeira necessidade para o topo dos 23%, sacando-nos o porco para nos “oferecer” um chouricito!
A ver vamos se todas as medidas limitadoras do poder de compra dos portugueses não provocarão uma drástica contracção económica que se reflectirá não no ambicionado aumento mas no decréscimo exponencial das receitas estaduais provenientes dos gorados impostos, resultandoem emendas bem piores que os sonetos doaparentementedrunfado Ministro das Finanças...
... que, supondo botar benzedura nas contas públicas mais não fará do que lhes partir o nariz, reflectindo-se nos negócios com os povos estrangeiros!
É cívico que ordeiramente os portugueses não se limitem à resignação e saiam à rua manifestando a sua indignação com o devido respeito pelos mobiliários urbanos, bens móveis e imóveis que são pagos por todos e ainda pelas indignadas forças da ordem que em cumprimento da sua missão, partilham comuns constrangimentos.
Findo este desabafo longo pr’á caramba, aqui vos é postado um iútubí que poderá ser de vosso agrado se concordardes com a prosa, ou do vosso desagrado se possuirdes distintos propósitos!
Meus senhores. Este foi o instantâneo que resultou dum flash cognitivo, embrionando naqueles post’s vitaminados que tanto se dissolvem na água como no leite, estejam essas substâncias quentes, frias ou mornas... e que podereis adocicar a gosto com açúcar ou adoçante se fordes diabéticos... ou tragá-lo a desgosto, caso possuais ruins fígados.
Em suma, um verdadeiro cyberafter coffee, ou uma rapidinha cibernética... consoante o Vossodigníssimo conceito sócio-cultural ou psico-social a respeito de uma cena assim tão marada, tendo tal procedimento sido induzido pela terceira overdose diária de cafeína... Vamos a ele, que se faz tarde...
À semelhança do nosso quão inflacionado €uro, também no MédioOriente se fez anunciar uma nova moeda única, tendo o objectivo de facilitar o intercâmbio dos produtos regionais...
O $halit...
Na mesma relação proporcional em que o Giga se encontra para o Mega, assim o $halit está para o palestiniano, ou seja, um $halit vale precisamente 1024(mil e vinte e quatro) palestinianos.
Portanto, caros ciberleitores, para efeito de trocos, um palestinianocorresponderá aproximadamente a uma milésima parte do $halit...
Ao invés do que muitos activistas querem fazer crer ao mundo... afinal, com a ajuda deDeus, no Médio Oriente sempre se respeitam os valores humanos!...
-"Nós não podemos aumentar esta receita, aumentando mais os impostos..."
-"Nós não devemos aumentar os impostos..."
-"Que lata..." -"O orçamento apresentado na Assembleia da República este ano de alguma maneira vai buscar a quem não pode fugir, que é aos funcionários públicos..."
-"Nós não podemos fazer em 2011 o mesmo que eles fizeram no passado..."
-"Não dizemos hoje uma coisa e amanhã, outra..."
-"O País quer mesmo saber se nós somos como os outros até aqui..."
-"Não basta austeridade e cortar..."
-"Não se pode cortar cegamente..."
-"É que as medidas agora anunciadas traduzem uma incompreensível insistência no erro..."
-"E que representa sempre o mesmo esforço de tratar os portugueses à bruta e de lhes dizer: agora não há outra solução..."
-"O que o País precisa para ultrapassar esta crise não é de mais austeridade porque Portugal já vive em austeridade..." -"Espero como Primeiro Ministro não dizer ao País, ingenuamente, que não conhecemos a situação..." -"Nós precisamos valorizar cada vez mais a palavra para que quando ela é proferida, possamos acreditar nela..."
De artelho mal achado e amparando-se numa excelente canadiana...
...foi assim que cá o Cidadão assistiu à sacrificação dum bácoro na zona assombrada pela Tenda dosMilagres ora sitiada na margem das tágides águas que pelo sul contornam a quão fascinante Tubucci...
Vivera-se um ritual de pura carnificina em Mourões do Sul, pequeno território avassalado por Tubucci.
Na zona ribeirinha pressentia-se o imenso odor a carne queimada...
...denunciando a presença de homens munidos de longas tesouras podantes, retalhando orelhas e unhas dum marrano esventrado e friamente trespassado em suas entranhas por aguçado espeto de aço que implacávelmente rolava o tostado lombo de costelas expostas sobre escaldantes brasas enquanto empunhando flamejantes facalhões, outros tantos homens rudes estraçalhavam os restos do cadáver em esguias tiras de carne ósdespois distribuídas pela entusiástica plebe que energicamente as rasgava com suas alvas dentições ao ritmo dos acordes despejados pelos intrépidos druidas descendentes do Chico Honório +5 +1! Aí foi sempre a bombar!
Mergulhados em excitantes transes, os participantes foram contemplados por uma entusiástica SpeededanceWine Party, consistindo na ingestão de substâncias alucinogénias provenientes do profeta Dããvid, fiel discípulo de Baco, tentando deste modo exorcizar-lhes os espíritos malignos da Crisis.
Num primeiro desaconchego de dois furos, por debaixo dos panos concretizava-se a arte mágica de apertar o cinto aos plebeus!
Entre as bandas de cá e de lá, a fonte taurina em si sob um abrasador sol sem dó, a extasiada população assistiu a farras e fanfarras quanto bastasse...
Cinzentas e altivas meninas surgiram dos arvoredos que rareiam por debaixo da centenária ponte rodoviária enquanto um intenso odor de esgoto se sobrepunha ao cheiro a cavalo...
...esporando pardos hipomorfos enclavados até ao profundo e ternurento olhar duma Matri Harka orgulhosa pela alva barraca concedida sob sua imaginária Alquimia na conjugação da milagreira ambivalência do enorme chapéu-de-sol para dias estivais com o amplo guarda-chuva em invernais tempestades.
Houve rancho para todos...
...inclusivé para estes cinco herdeiros da crise a quem lhes competirá pagar uma parcela dos juros e dos setenta e quatro mil milhões de €uros financiados peloFundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu, que vieram safar a Reinação da Bancarrota!
Angustiantes e prazenteiros gritinhos sulcaram os salpicos da suave ondulação em leves canoas recheadas de húmidas Rosinhas esgrimindo suas primeiras pagaiadas remadas contra receios e brisas contrárias, espantando linguados, bogas, xarrôcos, barbos e fataças das minhocas banhadas pelos pacientes pescadores que de cana em riste aguardavam p'lo guizado da picadela...
À laia de complemento solidário, a cerca de trezentos pés espreitavam os artefactos de dois parques infantis com características subaquáticas...
...um dos quais vocacionado para o turismo sénior, desafiando o seu rival da margem norte vigiado pelas charterianas Portas e Passagens...
...cujos rubores inferiores denunciavam o desgaste das águas infestadas de substratos, salmonelas, dejectos, nitratos e outros tantos desideratos que nem a incauta Rosalinda se atreveria a molhar seu singelo pé de catraia em águas turvas!
Descerrada a bandeira da placa, tesa e feliz encaminhava-se Matri Harka pela verdura, pensando para seus botões que houvera devolvido a azola castelhana às gentes ribeirinhas, num feito semelhante à técnica do quadrado das quatro alas com que o Santo Condestável vencera Aljubarrota e, ao conquistar os...
...provindos fundos comunitários, na convicção de que também ali fora realizada uma bonita obra a reflectir-se na abrupta subida dos impostos, como por exemplo nos tais dezassete por cento do valor acrescentado (17% IVA), incididos sobre os bens essenciais de consumo dos plebeus com o foguetório prolongando-se pela noite adiante, pois a próxima segunda-feira seria dia de pica-boi, dia de se falar éne vezes na crise e dia de os queixarmos que isto está mau! Vá lá que os pórticos de portagem não têm direito a tais festanças de arromba...
Regressando à temática do artelho mal achado, acontece que a plebe deTubucci jamais poderá olhar o Céu com natural devoção e outra tanta insistência nem descurar os relevos do terreno que pisa ou correrá o risco de amandar um tralho do camandro semelhante ao do desafortunado Cidadão abt... senão vejamos a coisa no seguinte prisma...
Teve este servo da gleba económica a necessidade de trepar ao cabeço tubuco com o intuito de usufruir as usurárias atenções da Caixa Geral dos Depósitos.
Emborcado um escaldante cimbalino no Tónho Paulos e como clima escaldava cum’ó camandro por mor do esburacado ozono...
...o regresso fez-se na companhia de bué da contas de cabeça despejadas na calçada da passagem pedonal sobrelevada bem à sombra das empenas do património edificado do Largo Dr. Ramiro Guedes cujo muro contém diversas cenas kurtidas da reinadiahistória tubuca e afins,culminando abrutamente em meia escadaria de quatro degraus vencedores de setenta gloriosos centímetros...
Azar dos azares!
Trazendo precisamente as ideias nos Céus, em vez de se meter pela direita e supondo-se no Reino Unido, este praça enveredou erradamente pela esquerda, se bem quando...
-Tr uc la s !
Deu-se o tralho!
Estatelou-se no precipício ali existente mas, porque há sempre um “mas”, os úricos ácidos ainda lho permitiram que, contorcendo-se no ar como os gatos, caísse de pé, imitando a triste figura das matrioshkas que são diversas bonequinhas monocolores sempre em pé, cultivadas no folclore Russo e importadas do Império dos Tanakas, que se vão encaixando umas dentro das outras!
Ná!
Infelizmente não se trata disto, meus senhores!
A Ka saindo da Oshka, a Oshka parida pela Trioska, a Trioska concebida pela Matrioshka e a Matrioshka, filhota da vóvó Matri!
São ôcas, exceptuando a mais piquêna que é maciça e habita no seio das ascendentes, concebendo-lhes o centro da gravidade!
Nem todos terão a honra de dar um elevado tralho deste desnível, arriscando-se os incautos plebeus a cair de cabeça abaixo caso a tenham mais pesada que o corpo, tal qual sucede com os humanóides recém nascidos quando se baldeiam na banheira, concluindo que para além do elevado número de barreirasarquitectónicaspatenteadas em Tubucci também nela há um precipício arquitectónico que se fosse balizado por um obstáculo em cantaria, um murete, uma ameia, um alegrete fixo, ou por um discreto gradeamento, bem poderia evitar danos físicos nos poucos plebeus que insistem em contribuir activamente para a parca viabilidade da grandessíssima máquina financeira do PortucalenseReino.
Trocando as ideias dos pedestrantes, no lugar do artefacto fixo, de quando em vez de lá desaparece e reaparece um enorme vaso evocativo das gregas cerâmicas!
Cenas da vida quotidiana associadas às forças da gravidade!
Arrefecido da tal manobra de diversão, um dos artelhos desatou a inchar à brava conseguindo-se a bota menor que a perdigota e uma luminescente canadiana por companhia!!!
Bem sabeis que este praça toma as dores por relativas mas que um gajo não se livra de mancar que nem um tordo desnubente, lá isso é que não!
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Venham cá, minhas pombinhas... que vos dou o arroz...
Nos últimos tempos cá o Cidadão abt anda bastante apreensivo com o facto de após instalados pórticos de portagem no IC3 e o Senhor Ministro Adjunto e dos Assuntos Pr'alamentares, Dr. Miguel Relvas vir a terreiro filosofar que dentro do “princípio utilizador – pagador,” quem utiliza as Estradas de Portugal tem que as pagar...
E desde aí este praça tem vivido os seus dias em constante sobressalto pois sempre que na rua pressente movimentações camarárias ou cada vez que acorda para nova jornada, bem receia que da noite para o dia lhe seja instalado um pórtico de portagem junto à saída da garagem, levando a que este desgraçado tenha de adquirir o respectivo identificador a instalar no frontal do conta-quilómetros da Famel Zundapp... razão mais do que suficiente para se drunfar com drageias de ansiolíticos... não acham?!
Subindo ao sótão, o Cidadão arredou o manto negro que cobria a magnífica Bola de Cristal... esperançado que esta lhe fornecesse algumas pistas sobre as evoluções que o people tem sofrido nestas últimas semanas pós Estado de graça... e ainda meditando que se dantes já se pagavam as estradas, num futuro próximo se irão pagar as ditas estradas... a dobrar!
Por exemplo o Imposto Municipal SobreVeículos e o Imposto de Camionagem que deram lugar ao IUC (Imposto Único de Circulação) adicionado à sobretaxa de 7,5 cêntimos por litro de combustível que revertem a favor do pagamento dos encargos com as Scut’s e introduzidas as reportagens, caberá ao cidadão repagar a utilização das mesmíssimas artérias...
Estando a Lua trincada na sua face e as estações baralhadas, os tempos deparavam-se da tal modo confusos que em nada coincidiam com o crescimento das cartilagens, dos cabelos peitorais e das unhas dos pés, nem somenos inspiravam a que se dessem cinco voltas na encruzilhada ou se percorressem sete castelos numa só noite.
Por exemplo, de agora em diante uma alma penada que se queira deslocar entre o Castelo de Tubucci e o Castelo de Nabanthus perderá toda a vontade de dar uma volta pelo Castelo do Almourol e ir espreitar as saias do fradinho Capucho na Igreja da Atalaia!
Com tanto pórtico desumanizado de belas portageiras, o mais certo será o viajante tubuco descobrir que rumando a Nabanthus achará um atalho mais curtinho que atravessa outro magnânimo castelo!
O Castelo de Bode!
A não ser que...
Instalem um pórtico portageiro a meio do paredão da barragem... e aí a coisa mudará de figura...
Que Belzebuth, príncipe de todos os males, senhor das moscas e tenente dos exércitos infernais, seja cego, surdo e mudo!
Perante os mistérios a que houvera assistido nos últimos dias, este praça necessitava desabafar com as forças ocultas, buscando em suas energias esotéricas algumas explicações e outras tantas revelações para os desígnios que o futuro nos reservará...
-Olá, magnificente Bola... Coitadita... Estás bem carregadinha de pó!...
Cof! Cof! Aaaatchimmm!
Ouvi-me só esta historieta com bastante atenção... e depois... maravilhosa Bola de Cristal, vomitai-me qualquer coisita desde as vossas profundas entranhas...
Cá vai...
Alcolóbriga é uma Vila do feudo tubuco cujos senhores feudais têm por seu hábito inaugurar bué da ideias...
...projectos, visões e antevisões... para as televisões...
...sendo que já nela há éne tempos habitava um vermelho mensageiro tocando interminavelmente sua trombeta até chegado o solarengo dia em que sem passar parte às plebes, o real cavaleiro resolveu “dar às da Vila, seu alforge”...
...demitindo-se das suas funções e responsabilidades de utilidade pública, passando sua mala a particulares e vai daí, as plebeias gentes que eram seres atentos, unidos nos propósitos e ciosos dos seus direitos, resolveram reunir-se na estrada nacional que ainda não possui um único pórtico de portagem.
No termo daquela cálida tarde, a sudeste da Vila formara-se um airoso arco-íris ensombrado por baixos stratus esboçando as cores da bandeira nacional, enquanto discretos jipões traziam reforços humanos para lotarem o posto da Guarda Republicana,enquanto os habitués delatores estrategicamente se pavoneavam tranquilamente pelas ruelas da vizinha carina, aguardando a chegada do cavalo branco transportado pelo correio concorrente...
Entretanto, de distintas direcções e em cúmplices silêncios a ordeira população da Vila reuniu-se frente à tal estalagem das mensagens, contingentada pelos paisanos agentes que menos confiavam na populaça do que na delinquência dos chavalos da Vila.
A plebe ousara abandonar o conforto do Facebook e saíra à rua num dia assim... instigando o trombeteiro que a trote abalara, desta feita regressasse em marcha picada com sua montada na ponta dos cascos, comprometendo-se o chavalo de utilidade pública a tão depressa não vir a dar com a boca no trombone.
Dizei-me agora vós ó Bola de Cristal, o que nos revelais sobre o futuro desta Vila?...
-Este parte, aquele parte e todos, todos se irão...
Se o povo dessa Vila a pestana não abrir e ao feudo for submisso, em breve a escola secundária lhe resgatará...
...o posto médico desaparecerá...
...o quartel da guarda se sumirá...
...o estádio do mapa se apagará...
...e tudo o mais... ao alto do Cabeço trepará!
Essa Vila nem da biblioteca côr dará e só plátanos lhe restarão, idosos aos magotes lhe sobrarão e pelas ruelas partidas, esburacadas e esventradas, um pequeno e submisso feiticeiro cavalgando seu negro e brilhante alazão adornado de cromados ferros, percorrerá... pois nelas escassos plebeus buscará e outros tantos se abrigarão do abrasador calor que por lá se sentirá...
E o povo dessa Vila jamais serenará e tantas outras lutas travará até chegado o dia da grande bailação em que a celestial Matri-Harka por lá ressurgirá e prometendo o garantirá que uma enorme ponte suas tágides margens unirá...